sábado, 21 de janeiro de 2012

50% (50/50)



Sinopse: Inspirado em fatos reais. Adam (Joseph Gordon-Levitt) tem apenas 27 anos e descobre que está com câncer. O problema é que ele não fumava, não bebia e foi difícil entender porque foi aparecer um tumor em sua vida. Mas para ajudá-lo a enfrentar isso, ele vai contar com a ajuda de seu melhor amigo Kyle (Seth Rogen), e também de sua analista (Anna Kendrick. Dessa forma parece até que suas chances de sobrevivência, que giram em torno dos 50%, não são tão ruins assim. Será que não mesmo?

Júnia:

O que todo mundo pensa quando lê a sinopse de um filme com a palavra câncer? “Mais uma drama... vou chorar o filme inteiro porque o filme vai apelar, do começo ao fim, pro meu lado emotivo”. Engano seu! A proposta explorada pelo diretor, ainda pouco conhecido, Jonathan Levine foi original e surpreendente.

O filme é baseado em clichês de tantos outros filmes que abordam o mesmo assunto. Pessoa jovem, com toda sua vida pela frente, descobre câncer e daí pra frente outros aspectos da sua vida começam a desmoronar junto e tudo mais. Onde está a originalidade? Na proposta humorística que Levine introduziu de forma inteligente, sem exageros e com muito bom gosto.

Essa originalidade continua na escolha do elenco... Quem é que pensaria em chamar Seth Rogen para o papel de melhor amigo do cara que está pra morrer? Quem já assistiu Ligeiramente Grávidos (entre outros) faria essa mesma indagação de forma natural. O cara não foi feito para dramas, isso é fato. E foi exatamente por isso que foi escolhido. Ele está hilário durante todo o filme.

A convocação de Joseph Gordon-Levitt também valeu a pena. O simples fato de ter aceitado raspar a cabeça ao invés de recorrer aos efeitos especiais mostra o quão disposto, comprometido e imerso no personagem ele estava. Sua transformação ao longo do filme foi merecidamente reconhecida com uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator num Filme de Comédia/Musical. A doce Anna Kendrick, vista em Up in the Air, trouxe equilíbrio entre os outros dois personagens ao esbanjar amabilidade.

A escolha da trilha sonora também foi inovadora e teve papel importantíssimo durante cenas chaves do filme. O filme foi indicado ao Globo de Ouro também na categoria de Melhor Filme Comédia/Musical. Entrou também para a estimada (?) lista de melhores filmes de 2011, por Quentin Tarantino (veja a lista completa aqui).

Original, inovador e com uma pitada de comédia. A proposta arriscada que resultou em sucesso.

Em uma Palavra: Weed&Chemotherapy

Marcos Antonio
Júnia
Direção:
Direção:
9,0
Roteiro:
Roteiro:
8,0
Fotografia:
Fotografia:
7,0
Trilha Sonora:
Trilha Sonora:
9,5
Efeitos Visuais:
Efeitos Visuais:
-
Caracterização:
Caracterização:
7,5
Nota Geral:
Nota Geral:
8,5
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