Outubro é o mês do Combate ao Câncer de Mama e, tratando-se de um assunto tão sério e que afeta a vida de tantas pessoas, nós do "We Like to MOVIE it" não poderíamos deixar que passasse em branco. Por isso, hoje, último dia do mês de outubro, trazemos a crítica do filme "Uma Prova de Amor" (My Sister's Keeper).
Estrelado por Cameron Diaz, Jason Patric, Sofia Vassilieva, Abigail Breslin, Evan Ellingson e Alec Baldwin, o longa não trata especificamente do câncer de mama, mas faz uma abordagem emocionante do dia-a-dia de uma paciente diagnosticada com um tipo raro de leucemia desde criança e da luta de seus entes queridos no combate à doença.
Anna não é doente, mas bem que poderia estar. Por treze anos, ela foi submetida a inúmeras consultas médicas, cirurgias e transfusões para que sua irmã mais velha, Kate, pudesse, de alguma forma, lutar contra a leucemia que a atingiu ainda na infância. Anna foi concebida para que sua medula óssea prorrogasse os anos de vida de Kate, papel que ela nunca contestou... até agora. Tal como a maioria dos adolescentes, ela está começando a questionar quem ela realmente é. Mas, ao contrário da maioria deles, ela sempre teve sua vida definida de acordo com as necessidades da irmã. Então, Anna toma uma decisão que seria impensável para a maioria, uma atitude que irá abalar sua família: acionar um advogado com o objetivo de processar os pais para assumir direitos sobre seu corpo.
Dirigido por Nick Cassavetes ("Diário de uma Paixão"), o filme tem o claro objetivo de emocionar. E, na minha opinião, o objetivo foi atingido, já que eu assisti ao filme pela segunda vez e, ainda assim, debulhei-me em lágrimas.
Cassavets adota a múltipla narração, isto é, a história é narrada por vários narradores que imprimem seus pontos de vista e a forma como suas vidas foram afetadas pela doença de Kate. Não é um recurso muito utilizado pelos diretores, mas também não é nenhuma inovação, já que Martin Scorcese, por exemplo, adotou a mesma tática em "Os Bons Companheiros".
O roteiro, baseado na obra de Jodi Picoult é forte, emocionante e dá margem pra uma série de histórias que renderiam bons filmes. No entanto, Cassavetes resolveu abordar a mais emocionante, não a mais rica. Aliás, diga-se de passagem, a autora do best-seller não ficou muito satisfeita com a mudança no final da história. No livro, o final é completamente diferente e, na minha opinião, bem mais emocionante do que foi adotado no longa. Anyway... Mesmo não sendo a abordagem mais rica, Cassavets cumpre bem seu objetivo e conta uma história realmente emocionante.
A trilha sonora é daquelas de arrepiar e, aliada à câmera lenta (usada e abusada no longa) e aos contantes close-ups dos personagens, torna-se uma verdadeira máquina de produção de lágrimas. Além disso, temos atuações memoráveis, principalmente de Abigail Breslin ("Pequena Miss Sunshine") e Sofia Vassilieva, que dão show de interpretação e carregam o filme praticamente sozinhas, já que os demais personagens são penas acessórios. Aliás, diga-se de passagem, o papel foi inicialmente oferecido para Dakota Fanning, que recusou-o por não querer raspar a cabeça.
Na minha opinião, Cameron Diaz ("Encontro Explosivo") merece um parágrafo à parte. A atriz, considerada limitada pela maioria dos críticos, na minha opinião, cumpriu muito bem a função que lhe foi confiada, mostrando um lado de seu trabalho até então desconhecido do público em geral. Ela convence no papel de mãe de família e mostra que, se tiver oportunidade, pode dar conta de papéis com maior carga dramática. Sua personagem não era exatamente o foco da história, embora tivesse fundamental importância, mas, ainda assim, ela mostrou seu lado dramático como jamais pensei que fosse ver. Não se pode dizer que foi uma atuação memorável, mas acho que ela cumpriu bem seu papel.
O longa tem um enfoque muito grande nas lembranças e acho que tem importantes mensagens a passar. Vale a pena assistir e se emocionar com a história. Gostei e recomendo!










