sexta-feira, 30 de setembro de 2011

ESTREIAS: 30 de setembro de 2011

E a sexta-feira chegou trazendo junto várias estreias! Confira o que vai pintar de novidade nas telonas a partir de hoje.


Amizade Colorida

Amizade Colorida acompanha uma caça-talentos e um jovem talentoso, que começam a trabalhar juntos e acabam se tornando ótimos amigos. Quando o relacionamento avança e começa a ficar mais íntimo, as coisas se complicam. Eles tentam amenizar a situação impondo uma regra: tudo não passa de atração física e qualquer emoção deverá ser deixada de lado. Mas, será que funciona impor regras ao coração?
Elenco: Mila Kunis, Justin Timberlake, Emma Stone, Woody Harrelson, Jenna Elfman, Richard Jenkins, Rashida Jones, Patricia Clarkson
Direção: Will Gluck
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 110 min.
Distribuidora: Columbia Tristar
Classificação: 14 Anos 


Contra o Tempo
Quando o capitão Stevens acorda e se vê na pele de um homem que ele não conhece, descobre que está fazendo parte de um experimento criado pelo governo americano chamado de Código Fonte. O programa possibilita que Stevens assuma a identidade de um outro homem em seus últimos 8 minutos de vida. Agora sua missão é encontrar os responsáveis por um atentado que deixou milhares de vítimas.
Elenco: Jake Gyllenhall, Michele Monaghan, Vera Farmiga, Jeffrey Wright
Direção: Duncan Jones
Gênero: Ação
Duração: 93 min.
Distribuidora: Imagem Filmes
Classificação: 12 Anos 


Família Vende Tudo
Uma família com dificuldades financeiras tem uma brilhante idéia: fazer com a filha Lindinha engravide do famoso cantor Ivan Cláudio para herdar uma bolada e tirar todos do sufoco. Eles planejam certinho o dia em que a garota deve sair com o astro e passam acompanhar sua agenda de shows. Eles só não contavam com um detalhe: a ciumenta Jennifer, mulher de Ivan, que não vai deixar esta história barata.
Elenco: Luana Piovani, Lima Duarte, Caco Ciocler, Vera Holtz, Marisol Ribeiro
Direção: Alain Fresnot
Gênero: Comédia
Duração: 89 min.
Distribuidora: Playarte
Classificação: 12 Anos 



Palavra Cantada (3D - Exlusividade da Rede Cinemark)

1° show infantil filmado em 3D no Brasil. Sandra Peres, Paulo Tatit e os músicos da Palavra Cantada exploram suas músicas e brincadeiras de forma inédita no Brasil. Eles lançam em cinema 3D um show interativo com 19 músicas da dupla, entre elas, algumas das mais queridas do público e algumas inéditas. Com direção de Marcelo Siqueira e Carlos Garcia, o filme estreia dia 30 de setembro com exclusividade nas salas da Rede Cinemark em todo o país.
Elenco: Paulo Tatit (voz e violão), Sandra Peres (voz e teclado), Daniel Ayres (baixo, percussão e teclado), Estevão Marques, Julia Pittier e Marina Pittier (percussão e vocal), Wem (guitarra e programação), e grande elenco de crianças
Direção: Marcelo Siqueira e Carlos Garcia
Gênero: MusicalDuração: 57 min.
Distribuidora: ** Outras **
Classificação: Livre 



Poema da Salvação

A dor da ausência paterna e a rejeição de sua mãe a seus sonhos fermentam no jovem Pablo Olivares um ódio que lentamente se volta contra sua mãe Carmem e a religião que ela professa. Levado por sua ambição de vencer na música, Pablo decide fazer um pacto com o diabo. Carmem tenta de tudo para restabelecer o relacionamento com seu filho e ora incessantemente por ele durante quatorze anos. Um drama inspirado em uma história real.
Elenco: Gonzalo Senestrari, Irina Alonso, Fernando Rosarolli
Direção: Brian Dublín
Gênero: Drama
Duração: 88 min.
Distribuidora: ** Outras **
Classificação: Livre 



Trabalhar Cansa


Helena é uma dona de casa que resolve abrir um minimercado. Tudo vai bem até Otávio, seu marido, perder o emprego. A partir de então estranhos acontecimentos tomam conta do local, afetando o relacionamento do casal com a empregada doméstica.
Elenco: Helena Albergaria, Marat Descartes, Naloana Lima, Gilda Nomacce
Direção: Marco Dutra, Juliana Rojas
Gênero: Drama
Duração: 99 min.
Distribuidora: Poli Filmes
Classificação: 12 Anos 

Confira previamente a programação das salas. 
Um excelente fim de semana e BOA SESSÃO!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A Onda/Die Welle


Sinopse: Rainer Wegner, professor de ensino médio, deve ensinar seus alunos sobre autocracia. Devido ao desinteresse deles, propõe um experimento que explique na prática os mecanismos do fascismo e do poder. Wegner se denomina o líder daquele grupo, escolhe o lema “força pela disciplina” e dá ao movimento o nome de A Onda. Em pouco tempo, os alunos começam a propagar o poder da unidade e ameaçar os outros. Quando o jogo fica sério, Wegner decide interrompê-lo. Mas é tarde demais, e A Onda já saiu de seu controle. Baseado em uma história real ocorrida na Califórnia em 1967. 

Marcos Antonio:
"E assim nasceu Hitler..."

Não há outra forma de iniciar a crítica de "A Onda" sem ser dizendo que este é, sem dúvida alguma, um dos melhores filmes a que tive oportunidade de assistir. Não só pelo filme em si, mas por toda a história que ele carrega, por tudo o que tem por trás do filme.

Dirigido por Dennis Gansel, "A Onda" é um filme alemão baseado numa história real ocorrida em Palo Alto, CA, Estados Unidos, em 1967. Nesta segunda versão cinematográfica - já houve uma em 1981 -, a trama é transportada para a Alemanha e o ano é 2008. O filme conta basicamente a história de um professor que, ao tentar explicar a origem do Nazismo e a forma como as pessoas aderiram ao regime, forma um grupo chamado "A Onda" (The Third Wave, na história real). O grupo acaba crescendo descontroladamente e os alunos passam, inclusive, a usar de violência contra seus opositores. Na história real, Ron Jones, o tal professor, na verdade, faz um experimento com esses alunos. No filme, Rainer Wegner apenas forma o grupo para mostrar como pode surgir um regime fascista ainda nos dias de hoje, mesmo depois de tudo o que o mundo já viveu durante a Segunda Guerra Mundial.

Técnicamente falando, o filme foi muito bem executado. O roteiro, apesar de baseado numa história do fim da década de 60, é muito atual e foi transplantado pro século XXI de maneira brilhante. Além disso, apesar de no princípio a história parecer se arrastar um pouco, de repente ela adquire um ritmo alucinante e, ainda assim, consegue contar tudo sem deixar furos ou pontos desconexos. 

A trilha sonora é perfeita. Aliás, poucas vezes eu vi uma trilha tão precisa como vi em "A Onda". A trilha é atual, jovem e aparece nos momentos certos e sem se sobrepor ao que está acontecendo em cena. Além da trilha, complementa o conjunto da obra a fotografia. O diretor de fotografia foi muito feliz na escolha das paletas de cores e muito detalhista. O detalhe que mais me impressionou foi a composição das salas de aula. Explico. Na história, há dois professores que se contrapõem: um é o protagonista da trama com seu ar hippie e camiseta do Ramones e o outro é um professor mais conservador. Um da aula no andar de baixo e o outro na sala de aula logo acima. Percebam que uma única parede faz toda a diferença na retratação dos dois ambientes. Na sala do professor conservador, todas as paredes são brancas e isso salta na tela e demonstra a frieza do ambiente, que acompanha a personalidade do personagem. Já na outra sala, há uma parede verde-limão no fundo. Acreditem! Na sequência em que as duas salas são mostradas uma após a outra, esse pequeno detalhe faz uma diferença tremenda. Parabéns aos diretores de arte e de fotografia!

O fato é que "A Onda" é um filme que merece ser visto pela sua qualidade, mas também pela crítica social que faz. O longa mostra de maneira clara a facilidade com que as pessoas podem abrir mão daquilo que lhes é peculiar pra fazer parte do todo, pra se integrar a um grupo X ou Y que está na moda. Além disso, o filme permite entender de maneira clara como pode ser fácil a implantação de um regime fascista ainda nos dias de hoje, com toda a informação a que temos acesso.

Dennis Gansel está de parabéns! Aliás, é preciso dizer que o diretor foi primoroso em sua direção. Cinquenta por cento do elenco era de atores profissionais e os outros cinquenta eram pessoas reais, jovens de verdade que frequentam escolas e que poderiam ter vivido, de fato, aquela experiência. Além disso, com o intuito de recriar com naturalismo a história, antes de iniciarem as filmagens, os alunos passaram duas semanas convivendo na mesma sala de aula para dar mais realismo à trama. Inclusive, uma das personagens principais do longa, a jovem Lisa, é Cristina do Rego, atriz brasileira de 24 anos que mora na Alemanha desde criança. Pra compôr sua personagem, ela conta que voltou à escola pra pesquisar o comportamento de alunos em grupo. Traduzindo, um trabalho realmente primoroso de elenco e direção que resultou num belíssimo filme.

ASSISTAM!

Marcos Antonio
Júnia
Direção:
9,5
Direção:

Roteiro:
10,0
Roteiro:

Fotografia:
9,5
Fotografia:

Trilha Sonora:
9,5
Trilha Sonora:

Efeitos Visuais:
-
Efeitos Visuais:

Caracterização:
10,0
Caracterização:

Nota Geral:
9,7
Nota Geral:

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Se Beber, Não Case!/The Hangover


Sinopse: Doug vai com três amigos para Las Vegas, dois dias antes de seu casamento, para sua despedida de solteiro. Quando os três padrinhos de casamento acordam no dia seguinte, explodindo de dor de cabeça, não conseguem se lembrar de absolutamente nada. O luxuoso quarto de hotel está um caos e o noivo simplesmente desapareceu. Sem a menor ideia do que pode ter acontecido e correndo contra o tempo, o trio precisa refazer os passos da noite anterior até descobrir quando as coisas começaram a desandar e, de preferência, levar Doug de volta a Los Angeles a tempo para o casamento. O problema é que, quanto mais eles descobrem, mais percebem o quanto estão encrencados. 

Marcos Antonio:

"Ri alto!"

Eu digo sem medo que "Se beber, não case!" é uma das melhores comédias dos últimos anos (embora a tradução do nome do filme para o português seja digna de cortar os pulsos e clamar desesperadamente por uma bacia de álcool).

Dirigido por Todd Phillips, o longa, que é de 2009, conta a história de quatro amigos que foram à Las Vegas para uma despedida de solteiro, que termina na maior ressaca e com o noivo desaparecido. BRILHANTE! O roteiro é excelente e adota um ponto de vista fantástico, o do pós-festa. A maneira como a trama se processa deixa o espectador cada vez mais curioso pra saber o que aconteceu na fatídica noite. Um roteirista menos inteligente ou criativo, ocuparia-se de explorar os acontecimentos da festa propriamente dito e não as consequências dela. Uma belíssima sacada de Jon Lucas e Scott Moore.

A abordagem feita do politicamente incorreto é o grande diferencial do filme e dá o toque final na trama, estruturada em forma de sketches, o que torna a história ainda mais divertida. Além disso, a escolha do elenco tem papel fundamental para o sucesso do "besteirol". Bradley Copper e Ed Helms estão muito bons, mas quem rouba a cena mesmo é Zach Galifianakis. Ele é SENSACIONAL! O timing dele é perfeito e ele mistura a intensidade e a inocência de uma maneira impressionante. Ao mesmo tempo que ele consegue fazer piadas com temas complicados como o Holocausto e o 11 de setembro, ele passa uma inocência quase que infantil na forma de se colocar.

Tecnicamente falando, o filme também é muito bom. Trilha sonora bastante atual, divertida e muito bem encaixada. A fotografia também foi muito bem feita, com paletas de cores muito bem exploradas. No entanto, os dois aspectos acabam sendo esquecidos tamanha é a genialidade do roteiro. Não é um ponto negativo, ao contrário, trilha sonora e fotografia encaixam-se perfeitamente à trama e dão o suporte necessário pra que ela se desenvolva de maneira satisfatória. Conjunto perfeito!

Já assisti mais de uma vez e sempre me divirto demais com "Se beber, não case!". Comédia inteligente e que aborda o "besteirol" de uma maneira que até eu, que detesto o gênero, me divirta pra caramba. Vale a pena assistir! Sequências incríveis! Boas risadas!

Marcos Antonio
Júnia
Direção:
9,0
Direção:

Roteiro:
9,5
Roteiro:

Fotografia:
8,0
Fotografia:

Trilha Sonora:
8,0
Trilha Sonora:

Efeitos Visuais:
-
Efeitos Visuais:

Caracterização:
10,0
Caracterização:

Nota Geral:
8,9
Nota Geral:

Hairspray - Em busca da fama/Hairspray


Sinopse: 1962. O sonho de todo adolescente é aparecer no "The Corny Collins Show", o programa de dança mais famoso da TV. Tracy Turnblad (Nikki Blonsky) é uma jovem gordinha que tem paixão pela dança. Ao fazer um teste ela impressiona os juízes e, desta forma, conquista um lugar no programa. Logo ela alcança o sucesso, ameaçando o reinado de Amber Von Tussle (Brittany Snow) no programa. As duas passam também a disputar o amor de Link Larkin (Zac Efron), enquanto duelam pela coroa de Miss Auto Show. No entanto, os conceitos de Tracy mudam quando ela descobre o preconceito racial existente na TV, decidindo usar sua fama para promover a integração.

Marcos Antonio:

"Este produto contém CFC e é prejudicial à camada de ozônio e ao cérebro humano."

Este aviso deveria constar na capa de "Hairspray" e eu estou falando sério. Seríssimo.

O longa é de 2007, com direção de Adam Shankman e roteiro adaptado de filme e peça homônima. Orçado em cerca de US$ 75 milhões, "Hairspray", na minha opinião, foi um grande desperdício de recursos e é um dos piores musicais já produzidos. Explico.

Logo na primeira canção você, caro leitor, já entenderá meu ponto de vista. Que música chata, que gente forçada, exagerada. Quanta alegria! Meu Deus, tudo em "Hairspray" é pura alegria, falta só as plantas levantarem e começaram a dançar. Pelo amor de Deus! Um exagero!

O roteiro, embora trabalhe de uma maneira muito leve a questão do preconceito racial e contra os mais rechonchudinhos, é clichê do começo ao fim. História clichê, personagens clichês, tudo soa barato em "Hairspray". A gordinha deslocada é apaixonada pelo galã da escola, que namora a super popular de caráter duvidoso, filha de uma ex-Miss recalcada e super megera. O galã começa a se encantar pela gordinha, fica dividido e, em meio às tramoias das loiras megeras, acaba cedendo ao que lhe é mais conveniente e blá blá blá...

Mais enfadonho que o roteiro, só a trilha sonora, que é péssima. Um monte de músicas chatas, cheias de coreografias exageradas, excessivamente felizes e totalmente "Teletubies". Juro! A impressão é de que a qualquer momento vão entrar na tela os 4 seres coloridos mais felizes do planeta dançando e cantando junto com os atores. Apesar disso, devo confessar que a caracterização estava excelente e a direção de arte está de parabéns. "Hairspray" exala anos 60 por todos os lados!

No elenco, na minha opinião não há grandes destaques. John Travolta está parecendo uma drag queen acima do peso. Quando vi as fotos da caracterização dele, fiquei impressionado em como ele estava parecido com uma mulher, mas era tudo photoshop, no filme ficam claros os traços masculinos do ator. No elenco ainda temos Queen Latifah, Michelle Pfeiffer, Christopher Walken, Zac Efron, Amanda Bynes, Brittany Snow, Allison Janney, James Marsden e a inicitante Nikki Blonsky. Atores talentosos. Eu pelo menos gosto de boa parte deles, mas no filme acabaram engolidos pelos excessos cometidos.

Exageros e clichês do começo ao fim. Não recomendo a ninguém!

Marcos Antonio
Júnia
Direção:
5,0
Direção:

Roteiro:
2,5
Roteiro:

Fotografia:
6,0
Fotografia:

Trilha Sonora:
3,0
Trilha Sonora:

Efeitos Visuais:
-
Efeitos Visuais:

Caracterização:
8,0
Caracterização:

Nota Geral:
4,9
Nota Geral:

domingo, 18 de setembro de 2011

Projeto 1001: Taxi Driver


Sinopse: Travis Bickle (Robert DeNiro) é um jovem veterano do Vietnã, que volta para as ruas de Nova York trabalhando como motorista de táxi. Conhecendo melhor todos os podres das vielas da cidade, seu caminho se cruza com o das jovens Betsy (Cybill Sheperd) e Iris (Jodie Foster), uma prostituta de apenas 12 anos, o que o faz se revoltar com tudo e com todos, explodindo sua raiva e violência que sempre demonstrou ter. Ele planeja um atentado contra um senador e, sozinho, ainda bate de frente com os cafetões de sua mais nova jovem amiga.

Marcos Antonio:

"Are you talkin' to me?"

Esta é, sem dúvidas, uma das frases mais famosas do cinema e, reza a lenda, foi dita por improviso por Robert De Niro em "Taxi Driver". O filme, dirigido por Martin Scorsese, faz parte de uma geração de filmes mais pesados e sombrios de Hollywood, muito comuns na década de 70 e rompe com o glamour e a leveza tão presentes no cinema sessentista, trazendo às telas temas mais seminais, como sexo, violência, drogas e caos urbano.

Na minha opinião, o filme reúne todos os elementos de um grande filme: um roteiro bem amarrado, forte e conciso; trilha sonora precisa; fotografia irretocável e atuações excelentes!

Comecemos pelas atuações. De Niro está magnífico! Não é comum encontrar no cinema atores que conseguem, de maneira tão brilhante, compôr um personagem tão denso dramaticamente e tão cheio de peculiaridades como fez Robert De Niro. O ator deixa transparecer até nas reações mais sutis as motivações mais genuínas do personagem. Simplesmente fantástico! Aliás, eu considero Robert De Niro um dos maiores atores do cinema americano, principalmente por essa versatilidade, essa capacidade de entrega a um personagem. Merecia o Oscar® de Melhor Ator pelo filme, embora não tenha levado a estatueta pra casa.

O roteiro é de Paul Schrader e forma um conjunto perfeito com a trilha sonora e fotografia. Na verdade, não dá para analisar um sem mencionar o outro. O retrato da desorganização e do caos urbano de "Taxi Driver" é o mais sombrio e claustrofóbico possível. O filme tem claras influências do cinema-noir, como, por exemplo, a narração em off de Bickle e a trilha jazzística de Bernard Herrmann, bem como a fotografia sombria com tons predominantemente escuros.

Durante todo o filme o espectador é forçado a enxergar a realidade de Nova York sob a perspectiva isolada de Bickle, com poucos momentos de esperança que o transportam para fora da mente desajustada do personagem. Fala basicamente sobre a solidão. Uma solidão acompanhada de perto por um sentimento de deslocamento diante de um mundo de contornos perversos que limitam as expectativas de superação de um cidadão comum.

Vale a pena assistir este, que na minha opinião, é um dos grandes filmes do cinema americano. A temática é, de certa forma, pesada, mas há um claro polimento hollywoodiano que impede que o filme caia no mau gosto ou na depressividade. Recomendo!

Faltam 960 filmes.


Marcos Antonio
Júnia
Direção:
9,5
Direção:

Roteiro:
9,3
Roteiro:

Fotografia:
8,0
Fotografia:

Trilha Sonora:
8,7
Trilha Sonora:

Efeitos Visuais:
-
Efeitos Visuais:

Caracterização:
8,5
Caracterização:

Nota Geral:
8,8
Nota Geral:

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Os Bons Companheiros/Goodfellas



Sinopse: Garoto do Brooklyn, Nova York, que sempre sonhou ser gângster, começa sua "carreira" aos 11 anos e se torna protegido de um mafioso em ascensão. Sendo tratado como filho por mais de vinte anos, envolve-se através do tempo em golpes cada vez maiores. 

Como diria o meu 'sócio' Marcos: Scorsese, seu danadinho! Baseado no livro "Wiseguy" de Nicholas Pileggi, o filme foi lançado em 1990 e é considerado um dos melhores filmes não só do seu gênero, mas também de todos os tempos. Indicado a 5 Oscars (Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Diretor, Melhor Edição de Filme, Melhor Fotografia e Melhor Roteiro Adaptado) e vencedor do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante que foi para o Joe Pesci (genial). 

"As far back as I can remember, I always wanted to be a gangster" (Até onde eu consigo me lembrar, eu sempre quis ser um gângster). Frase inicial que ficou eternizada na história do cinema. Citado como exemplo intocável e indiscutível de "como se começar um filme de forma bem sucedida". O motivo é simples. Qualquer roteirista sabe que os 10 minutos iniciais de qualquer filme são cruciais para determinar seu sucesso ou fracasso. É fato! Se os 10 primeiros minutos forem monótonos e sem história cativante, não há espectador que aguente pacientemente o desenrolar tardio de uma trama. 

O filme é inovador em vários aspectos. Destaque para aquelas congeladas de imagem que acontecem no ponto mais alto da cena, no ápice de toda emoção e, ouve-se uma voz: o próprio protagonista narra a cena congelada. Recurso que, se vocês recordam, foi muito usado em 'Tropa de Elite'. 

E a trilha sonora? O que dizer sobre a trilha sonora, céus? BRILHANTE! Ela acompanha maravilhosamente o decorrer das 3 décadas que são retratadas no filme. Tem Tony Bennett, Rolling Stones, The Who, Dean Martin, Aretha Franklin e Eric Clapton.. 

Ao contrário de filmes do mesmo gênero que exploram a classe alta dos mafiosos (O Poderoso Chefão, por exemplo), "Os Bons Companheiros" mostra a classe média-baixa desses imigrantes europeus e seus descendentes. Aqui as mortes são por motivos excessivamente torpes e os crimes são relativamente pequenos. O que destaca o filme dentre os outros do gênero, além da maravilhosa direção, são as atuações. 

O trio exposto na capa tornou-se histórico, completo, impecável. Robert DeNiro destaca-se como a cabeça do trio. Joe Pesci é o estouradinho, sem limites e palhaço dos três. Por último, Ray Liotta. É ao redor de sua personagem que o filme se desenrola. Menção mais que honrosa a Lorraine Braco no papel de Karen Hill. Essa obra de arte deve ser vista pelo menos uma vez na vida por todos.

Em uma palavra: ScorseseNãoDecepciona



Marcos Antonio
Júnia
Direção:

Direção
10,0
Roteiro:

Roteiro:
9,0
Fotografia:

Fotografia:
9,0
Trilha Sonora:

Trilha Sonora:
10,0
Efeitos Visuais:

Efeitos Visuais:
8,5
Caracterização:

Caracterização:
10,0
Nota Geral:

Nota Geral:
9,5

fonte: