quinta-feira, 16 de maio de 2013

CORTA!

É, minha gente, é com muito pesar que anunciamos que estamos fechando as portas.

A cortina se fecha, as luzes se apagam e o diretor grita: CORTA! Mais um trabalho é finalizado.

MAS É POR TEMPO LIMITADO!

Este aviso já devia ter sido postado há meses, mas só agora lembramos de fazê-lo. O blog entrará em manutenção e, atendendo a pedidos, voltaremos com novo nome (agora em português), novo layout, novas colunas e uma equipe NOVINHA em folha. AGUARDEM!


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Uma História de Amor e Fúria



Antes de qualquer coisa, engana-se quem imaginou que essa animação seria para crianças. Longe disso. 

A ideia do diretor e roteirista Luis Bolognesi foi de, através de uma animação, revelar um outro ponto de vista da História do Brasil. Aquela que não é compartilhada pelos livros de História que lemos na escola. A história de homens e mulheres que lutaram por um ideal, mas que apesar disso, não viraram estátua e canções não foram compostas em seus nomes. 

Com a criação de personagens fortes e diálogos bem construídos, Bolognesi faz com que o reoteiro cresça e se desenvolva de forma inteligente juntamente com os próprio personagens. No início do filme, vemos um jovem índio que está disposto a ajudar o seu povo, mas que não sabe ao certo como fazê-lo. Em Janaína, vemos apenas a tradição imposta pela tribo indígena ao lugar da mulher. Ao decorrer do longa, ambos vão crescendo de forma a se tornarem figuras importantes contra à opressão que sempre se levanta, cada uma à sua época. 

A sensibilidade de Bolognesi ao retratar os oprimidos em cada um dos episódios da História do Brasil é um grande marco do filme, assim como cada uma das escolhas das músicas quem compoem a trilha sonora. Outra idéia empregada de forma interessante foi a ligação criada entre a História do Brasil e a mitologia tupinambá de forma fantasiosa para que houvesse a travessia entre os diferentes episódios da História. 


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Infelizmente, a trama acabou ficando corrida em algumas partes devido à falta de tempo para desenvolver todos os aspectos abordados. No entanto, isso não tira a maestreza e a genialidade de Bolognesi ao escolher tais aspectos para integrarem o roteiro. 

A escolha da técnica utilizada nos animes, de 8 frames por segundo, possibilitou a priorização dos diálogos ao invés da dramatização visual, o que anulou um efeito visto nos desenhos da Disney (aqueles movimentos bem marcados), que o próprio diretor considera como overacting.


A equipe do WLTM foi convidada para participar de uma exibição exclusiva do filme, à lá cabine de imprensa, no dia 23 de fevereiro. Logo depois disso, tivemos a oportunidade de conversar diretamente com Luis Bolognesi, diretor/produtor/roteirista de 'Uma História de Amor e Fúria', que conversou com a gente por quase 2 horas. Destacamos aqui algumas das resposta dele:

Pergunta: O nome do filme anteriormente era 'Lutas'. O que levou você e sua equipe a mudarem o nome?
Resposta: Nos últimos dois anos de produção do filme, pesquisamos com o público o que eles achavam do nome. Essa pesquisa revelou uma grande resistência por parte do público feminino jovem que entendia 'Lutas' como algo ligado ao Ultimate Fight ou Vale-Tudo. E o filme não tem nada a ver com isso, né? Por isso, optamos por 'Uma História de Amor e Fúria'. A decisão não teve nada a ver com a idéia de marketing ou de vender ingressos... 

Pergunta: Por que a escolha de retratar essa trama através da animação?
Resposta:  Foi a união entre duas das minhas paixões. Desde os 13 anos eu sou apaixonado pelo estilo de História em Quadrinhos das Graphic Novels. Sempre comprei revistas nesse estilo. Principalmente a americana Heavy Metal e a brasileira Animal. Também sempre fui apaixonado pela História do Brasil. Logo após o fim do meu tabalho em 'O Bicho de Sete Cabeças', começamos a pensar num próximo projeto e eu tive essa idéia inconsequente e irresponsável - risos - de unir Graphic Novels com a História do Brasil.

Pergunta: Como foi o processo para chegar na idéia de começar com cenários mais simples e chapados e terminá-lo usando, inclusive, técnicas de 3D?
Resposta: Em relação aos cenários iniciais, a ideia da nossa diretora de arte foi fazer um paralelo entre o amadurecimento do personagem principal e as estações do ano, usando diferentes paletas de cores em cada um dos episódios históricos. 

  terceiro episódio - outono

Ao longo de todo o processo de produção, nós nos aperfeiçoamos tecnicamente e isso ficou bem nítido inclusive no último episódio do filme. A cena final utiliza as técnicas em 3D porque a gente percebeu que seria impossível fazê-la em 2D tendo aquela sensação sinestésica do vôo. Mas a ideia era que essa cena fosse com um 2D-look para que se encaixasse com todo o resto. 

Pergunta: O filme nos passa a idéia de que a forma como aprendemos a história do nosso país te incomoda. É isso mesmo?
Resposta: É exatamente isso. A história "oficial", aquela que aprendemos na escola foi  contada pelos senhores de engenho e bandeirantes, não pelos escravos e índios. Nós fizemos essa busca histórica atrás desses pontos de vista que foram varridos pra baixo do tapete. A história da Balaiada, por exemplo, foi contada por aqueles que foram contratados pelos regentes e que tinham ordens de massacrar 'aquele bando de ignorantes que tavam fazendo bagunça no Maranhão'. 

Fruto deste projeto e de todas as pesquisas históricas realizadas, o diretor Luis Bolognesi escreveu um livro e gravou um documentário chamado 'Meus Heróis Não Viraram Estátua'.

Deixamos aqui nosso abraço ao Bolognesi, que foi super atencioso com a gente.


O filme estréia HOJE nos cinemas. Corre que vale a pena.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Dica do Leitor: As Regras de Roteiro da Pixar

A nossa leitora e super querida amiga, Paulinha Leon (de Abreu, porque agora ela é casadinha), mandou uma dica super legal pra gente.

A roteirista da Pixar, Emma Coates, tuitou uma lista do tipo "passo-a-passo" para se montar um roteiro cinematográfico que, de acordo com Coates, serve para qualquer gênero de ficção. A equipe do WLTM resolveu simplificar um pouco a lista e incluir também uns comentários (para ter acesso à lista completa, clique aqui). Olha só:

Pixar's 22 Rules of Storytelling

Passo n° 1: 
O seu personagem precisa ser admirado pelo seu esforço, não apenas por suas conquistas.(Ninguém gosta de personagem riquinho, metido, bonitão, mas que não tem caráter. Ele pode até ser todas essas coisas, só que a qualidade dele deve sobressair essas outras características.)

Passo n°2: 
Delimitar um tema é importante, mas você não vai saber sobre o que a história se trata até chegar ao fim dela. Depois, reescreva. (Imagina começar um roteiro usando como ponto de partida a história da Arca de Noé e terminar revelando que o amante da sua personagem, que foi assassinado em um domingo de chuva, no meio de um campo de futebol americano no lado europeu da Rússia, na verdade morreu de um ataque cardíaco. Limites são necessários. Revisões são mais necessárias ainda.)

Passo n°3
Era uma vez __. Todos os dias __. Um dia __. Por causa disso, ___. E, por causa disso, __. Até que, finalmente, __. (Fugir muito dessa ideia de começo, meio e fim é uma tarefa difícil. Sacadas como Amnésia, do Christopher Nolan, e Irreversível, do Gaspar Noé, são arriscadas e devem ser muito bem executadas para que o espectador não se perca.)

Passo n° 4: 
Defina um final antes de definir o meio da história. Sério. Finais são difíceis, tenha o seu como prioridade.

Passo n°5: 
Quando estiver com um bloqueio, faça uma lista do que NÃO aconteceria a seguir. Muitas vezes, o que você precisa para seguir em frente irá aparecer. (A idéia é que ao detalhar cada vez mais o seu personagem, por exemplo, o roteirista se tornará tão familiarizado com ele que saberá como seu personagem se comportará diante de certa situação. Isso é transmitido ao espectador da mesma forma.)

Passo n° 6: 
Ignore a primeira sequência de fatos que vem a sua cabeça. E a segunda, a terceira, a quarta, a quinta - não se atenha ao óbvio. Surpreenda a você mesmo. 

Passo n° 7:
Por que você precisa contar ESSA história? Qual é a crença que você tem? Por que você acredita que ela é importante? Esse é o coração da sua narrativa. (Uma vez que o roteirista acreditar naquilo que escreve, isso será passado naturalmente à sua narração. É isso que cativa o público: a credibilidade de um história. Mesmo que ela seja uma ficção científica passada no ano de 3.047 d.C., numa galáxia muito, muito distante.)

Passo n° 8: 
O que está em risco? Dê ao espectador um motivo para torcer pelo personagem. O que acontece se ele não tiver sucesso? Faça com que as chances disso sejam pequenas. (O ser humano é movido por emoções. É simples. O roteirista deve sempre tentar movimentar uma dessas emoções para que o público se identifique com aquele sentimento de alguma forma.)

Passo n° 9:
Coincidências para fazer com que os personagens entrem em encrencas são ótimas. Coincidências que tiram os personagens dessas encrencas são trapaças. 

Passo n° 10: 
Escrever, colocar em um papel, faz com que você possa corrigir sua história. Se ela fica em sua cabeça, como uma ideia perfeita, você nunca irá compartilhá-la com ninguém.

A roteirista dá ainda um ótimo exercício pra quem quer ir praticando antes de tentar escrever um roteiro próprio: Faça exercícios, descontrua filmes que você não gosta. Como você iria arranjá-lo de uma forma com que você curte?  

Obrigada pela dica, Paulinha <3

Se você também quer nos enviar uma dica, é só entrar em contato com a gente pela nossa fan-page no Facebook.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Oscar 2013 - Vencedores

 A noite de ontem realmente deu o que falar. Alguns foram consagrados de forma merecida pelos trabalhos brilhantes que executaram (Alô, Ang Lee?). Infelizmente, outros não foram reconhecidos apesar da sua superiodade em relação aos outros indicados (Alô, Emmanuelle Riva?). Mas isso faz parte do drama ao redor do Oscar, né? 

A noite teve pontos altos e outros (bem) baixos. A atriz Jennifer Lawrence que o diga. Após ser nomeada a vencedora do Oscar de Melhor Atriz (ponto alto), levou um tombo e esparramou-se nas escadas do palco (ponto baixíssimo).


Não poderia ter sido diferente em relação ao cerimonialista deste ano: o polêmico Seth MacFarlane. O ponto mais baixo da cerimônia foi atingido quando o apresentador resolveu fazer uso do humor-negro e brincou com Daniel Day Lewis sobre seu papel como o 16° presidente americado, Abraham Lincoln: "Day Lewis entrou de cabeça no papel de seu personagem. Mas acho que John Wilkes Booth entrou mais", em alusão ao tiro que o ex-presidente americano recebeu e que o matou em 1865. E eu prefiro nem comentar a rídicula musiquinha "We Saw your Boobs".

Apesar das inúmeras piadas que beiravam o mau gosto, MacFarlane teve momentos engraçados e criativos. Vale lembrar os números musicais com os atores Channing Tatum, Charlize Theron, Joseph Gordon Levitt e Daniel Radcliffe, além da tentativa de fazer o Tommy Lee Jones rir um pouco (coisa que o ator, conhecido por ser ranzinza, faz com pouquissíma frequência). 

Em geral, a cerimônia deu destaque aos musicais da última década. Houve apresentações de Chicago, Dream Girls, além de números musicais por parte das cantoras Shirley Bassey, Adele, Norah Jones e Barbra Streisand. O ápice ficou por conta da apresentação linda e emocionante do elenco de Os Miseráveis.

No final, já com todos os prémios entregues (e quando ninguém mais aguentava números musicais de todos os estilos, jeitos, cantores e gêneros), Seth MacFarlane contou com a companhia da atriz Kristin Chenoweth (que voz irritante) para juntos cantarem um tema dedicado aos grandes derrotados da noite. Um final cômico e bem diferente do que costumamos ver. A nossa esperança é que ano que vem, a Academia convide novamente a melhor dupla de apresentadores de todos os tempos: Alec Baldwin e Steve Martin. Ou, quem sabe, as duas revelações do Golden Globes: Tina Fey a Amy Poehler. 

Veja lista completa dos vencedores da noite de ontem:

Melhor Ator Coadjuvante: Christoph Waltz
Melhor Animação Curta Metragem: Paperman
Melhor Animação: Valente
Melhor Fotografia: As Aventuras de Pi
Melhores Efeitos Visuais: As Aventuras de Pi
Melhor Figurino: Anna Karenina
Melhor Maquiagem: Os Miseráveis
Melhor Filme Curta Metragem: Curfew
Melhor Documentário Curta Metragem: Inocente
Melhor Documentário: Searching for Sugar Man
Melhor Filme Estrangeiro: Amour
Melhor Mixagem de Som: Os Miseráveis
Melhor Edição de Som: A Hora Mais Escura e 007 - Operação Skyfall
Melhor Atriz Coadjuvante: Anne Hathaway
Melhor Montagem: Argo
Melhor Direção de Arte: Lincoln
Melhor Trilha Sonora: As Aventuras de Pi
Melhor Canção Original: Adele, por "007 - Operação Skyfall"
Melhor Roteiro Adaptado: Argo
Melhor Roteiro Original: Django Livre
Melhor Diretor: Ang Lee
Melhor Atriz: Jennifer Lawrence
Melhor Ator: Daniel Day-Lewis
Melhor Filme: Argo

Gostariamos de adiantar que o WLTM passará por grandes mudanças em breve. Fiquem ligados ;)

Bolão do Oscar 2013 - Resultado

 
Sem empates dessa vez, já temos o resultado do "Bolão do Oscar 2013".
O voto vencedor foi este aqui:

MELHOR FILME
Argo

MELHOR DIRETOR 
Steven Spielberg, por Lincoln

MELHOR FILME ESTRANGEIRO 
Amour (Austria)

MELHOR ATOR 
Daniel Day-Lewis, por Lincoln

MELHOR ATRIZ 
Jennifer Lawrence, por O Lado Bom da Vida

MELHOR ATOR COADJUVANTE 
Christoph Waltz, por Django Livre

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE 
Anne Hathaway, por Os Miseráveis

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL 
Django Livre

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO 
Argo

MELHOR FOTOGRAFIA 
As Aventuras de Pi

MELHORES EFEITOS VISUAIS 
As Aventuras de Pi

MELHOR MAQUIAGEM 
Os Miseráveis

MELHOR FIGURINO 
Anna Karenina

MELHOR TRILHA SONORA 
Mychael Danna, por As Aventuras de Pi

MELHOR ANIMAÇÃO 
Valente

O apostador acertou 14 das 15 categorias, errando APENAS o vencedor na categoria "Melhor Diretor". Aliás, o Melhor Diretor deste ano pegou todo mundo de surpresa. Prova disso é que apenas DOIS concorrentes apostaram em Ang Lee.

Três competidores foram desclassificados por apostarem em categorias que não estavam previstas para o Bolão e mais dois foram desclassificados por mandarem os votos após o horário estipulado para o fim das apostas.

O vencedor terá direito a escolher um dos três prêmios abaixo e terá um prazo de 72 horas para responder ao nosso contato. Caso contrário, o prêmio será dado para o 2º colocado, ou seja, aquele apostador que obteve 13 acertos.


 
 
 
 PRÊMIO 1: "Trilogia O PODEROSO CHEFÃO"
A sensacional Coleção “O Poderoso Chefão The Coppola Restoration” contendo os três filmes e mais um disco de extras, retorna às prateleiras. A grande novidade, desta vez, é que a premiada Trilogia de Francis Ford Coppola virá com um baralho oficial Copag de Poker, contendo 55 cartas personalizadas.

PRÊMIO 2: "AUDREY COUTURE MUSE COLLECTION - 8 DVD'S"  
"Audrey Couture Muse Collection" traz sete filmes estrelados por Audrey Hepburn, a eterna "bonequinha de luxo". São eles: "Guerra e Paz", "Sabrina", "Bonequinha de Luxo", "A Princesa e o Plebeu", "Cinderela em Paris - Edição Especial Para Colecionador", "Quando Paris Alucina" e "My Fair Lady".
 
PRÊMIO 3: "QUENTIN TARANTINO - 4 DVD'S"
 
Coleção especial com quatro filmes do diretor Quentin Tarantino: “Pulp Fiction”, “Jack Brown”, “Kill Bill Volume 1” e “Kill Bill Volume 2”.



E O VENCEDOR É:



RENAN GOMES AGOSTINHO!


PARABÉNS, RENAN!!!!!!!