segunda-feira, 26 de novembro de 2012

ESPECIAL: 70 anos de "Casablanca"


Hoje, 26 de novembro de 2012, completa exatamente 70 anos da premiére de "Casablanca".

O longa só entrou em cartaz oficialmente em 23 de janeiro de 1943; entretanto, sua primeira exibição ao público foi feita em 26 de novembro de 1942 no Hollywood Theatre, um cinema com capacidade para 1500 pessoas na cidade de Nova York. A premiére foi antecipada para que coincidisse com a data em que os Aliados, com o reforço do Estados Unidos, invadiram o norte da África e tomaram do Eixo a cidade estratégica de "Casablanca".

Casablanca, fácil para entrar, mas muito difícil de sair, principalmente se seu nome figurar na lista dos mais procurados pelos nazistas. No topo dessa lista está Victor Laszlo (Paul Henreid), líder da resistência Tcheca, cuja única esperança é Rick Blaine (Humphrey Bogart), o dono do bar mais famoso da cidade, um americano cínico que não arrisca seu pescoço por ninguém... Principalmente se "ninguém" for Ilsa (Ingrid Bergman), esposa de Laszlo. Uma bela mulher, ex-amante de Rick e que partiu seu coração. Quando Ilsa oferece a si mesma em troca de transporte para que Laszlo deixe o país, o amargurado Rick deve decidir o que é mais importante - seu ego ferido ou a vida das vítimas do nazismo.

Sem dúvidas este é o filme mais querido de todos os ganhadores do Oscar de Melhor Filme. "Casablanca" é o mais popular e amado filme da América e justifica-se.

A história complicada, estruturada em torno de um flashback no meio do filme é simplesmente apaixonante. A recriação de uma cidade do norte da África nos estúdios da Warner Bros. é fantástica e de uma autenticidade incrível. O filme é marcado por clichês instantâneos e frases passíveis de citação. O elenco de coadjuvantes é extenso, mas impecável. Cabe destacar a interpretação de Claude Rains - indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante -, na pele do cínico, mas romântico, chefe de polícia Renault. 
 
Problemas de roteiro? Sim. Reza a lenda que o roteiro tinha de ser reescrito diariamente e que a protagonista estava muito mais interessada em seu próximo filme, "Por quem os sinos dobram?", uma adaptação do romance de Ernest Hemingway, mas nada disso impediu o belíssimo resultado final: história coesa, personagens tridimensionais, muito bem construídos, um conjunto impecável. O toque especial fica por conta de "As Time Goes By" que embala a história do casal principal numa interpretação belíssima e inesquecível. 
 
"Casablanca" envelhece bem e com saúde. Até hoje o longa figura entre a lista de filmes preferidos de muita gente, inclusive na de famosos como o diretor Woody Allen. Talvez por ser, provavelmente, o filme que melhor lida com o fantasma do "clichê". O longa lida com todas as estratégias de autorreferência do teatro farsesco numa combinação perfeita, utilizando uma cascata de frases de efeito jamais superada.

Os 70 anos de "Casablanca" são tema de uma programação toda especial no canal de tv a cabo TCM e, aproveitando a oportunidade, a Warner Bros. fez uma nova transferência do negativo original do longa. O Blu-Ray é menos lavado do que a versão "Ultimate de 2008", mas, ainda assim, a granulação é um tanto irregular. A versão de 70 anos, que traz os mesmos extras da versão de 2008, mesmo assim é a melhor edição de "Casablanca" em alta definição feita até hoje. Se você ainda não assistiu ao longa, não perca mais tempo, este é sem dúvidas um "must see" para qualquer cinéfilo que se preze.

domingo, 25 de novembro de 2012

NOTÍCIAS: "O Hobbit" chega ao Brasil em 48 quadros por segundo. Confira em quais salas!


Uma notícia tem provocado o maior burburinho no mundo cinematográfico nas últimas semanas: Peter Jackson anunciou ter filmado "O Hobbit" em 48 quadros por segundo, mas nem todas as salas de cinema vão receber a novidade. Explico.

Geralmente, os filmes são filmados em 24 quadros por segundo, ou seja, em cada segundo de filme, 24 imagens são projetadas ao mesmo tempo. O conjunto dessas imagens projetadas em velocidade é que dá a sensação de movimento, já que os filmes, na verdade, são fotos projetadas com velocidade. Obviamente a explicação vai bastante além disso, mas a explicação fica para o próximo "Glossário". Por ora, isso é o suficiente.

Anyway... A filmagem em 48 quadros por segundo dá uma sensação de realidade fora do comum. Os que já tiveram a oportunidade de assistir, afirmam que a sensação é de se estar num teatro ao vivo, tamanha é a realidade. Nem os poros da pele dos atores conseguem passar sem ser percebidos. No entanto, esse estilo de filmagem perde textura comum aos filmes de cinema e a imagem se assemelha bastante com a de uma televisão em alta definição.

O fato é que a novidade não vai chegar em todas as salas de cinema do Brasil. De acordo com a Warner Bros., distribuidora do longa, a negociação é feita individualmente com as redes de cinema, porque há alguns detalhes técnicos a serem acertados para que elas consigam exibir o longa. Por enquanto, essas são as salas que receberão a novidade aqui no Brasil:

UCI CINEMAS – www.ucicinemas.com.br
UCI New York City Center – Sala 08 (Rio de Janeiro – RJ)
UCI Orient Iguatemi Salvador – Sala 09 (Salvador – BA)
UCI Jardim Sul – Sala 11 (São Paulo – SP)
UCI Anália Franco – Sala 07 (São Paulo – SP)
UCI Palladium – Sala 06 (Curitiba – PR)
UCI Kinoplex Plaza Casa Forte Shopping – Sala 08 (Recife – PE)

O único IMAX do país que passará em 48 quadros será o Cinépolis JK Iguatemi (São Paulo).

CINEMAMARKwww.cinemark.com.br
Detalhes sobre as salas serão revelados no site.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

NOTÍCIAS: Tim Burton adaptará Pinóquio para as telonas


É, minha gente, ao que tudo indica, nunca mais veremos "Pinóquio" com os mesmos olhos. 

Notícias dão conta de que Tim Burton pretende adaptar a história infantil para as telonas e todos nós sabemos que ele gosta de dar um toque nada sutil de sua personalidade às histórias que adapta. E nós adoramos, é claro.

E se você está pensando que a notícia continua contando qual será o papel de Jhonny Depp no longa, enganou-se. Quem, aparentemente, já está convocado, é Robert Downey Jr., que viverá Geppetto, o humilde marceneiro criador/pai do personagem-título.

Mas nós sabemos que, provavelmente, Jhonny Depp vai ser um Grilo Falante trash e meio afetado e Helena Bonhan Carter será uma Fada Azul viciada em psicotrópicos.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

NOTÍCIAS: Kristen Stewart volta à sequência de "Branca de Neve e o Caçador"


Segundo o site Radar Online, Kristen Stewart está confirmada na sequência de "Branca de Neve e o Caçador"!

Conforme noticiamos, a estrela da Saga Crepúsculo teria sido descartada do próximo longa da franquia após a descoberta de sua "indiscrição" com o diretor Rupert Sanders. Ele, casado, teria mantido seu emprego, mas para que ele continuasse à frente das filmagens, Kristen teria que desaparecer do filme.

Agora, no entanto, parece que as coisas mudaram. Kristen retomou seu romance com o traído Robert Patinson e está a pleno vapor divulgando o último filme da cinessérie que a projetou mundialmente. Mas, nem tudo são flores na vida de K-Stew. Segundo fontos próximas à atriz, ela estaria extremamente preocupada com os rumos de sua carreira, pois está praticamente sem trabalho depois de descoberto o seu affair. A atriz está bastante estressada pq seu namorado, R-Patz, já tem agendados 4 novos longas nos próximos 18 meses e astros mais secundários da Saga Crepúsculo, como Taylor Lautner e Ashley Greene, já têm 2 trabalhos agendados cada um. Nada que um namoro midiático com o corno do ano com a única finalidade de não ferrar com a bilheteria do último filme da saga não resolva, né?!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

NOTÍCIAS: "O Palhaço" ganha pôster internacional

Depois de ser escolhido como o filme brasileiro a tentar uma vaga entre os 5 finalistas do Oscar 2013, na categoria "Melhor Filme Estrangeiro", "O Palhaço" ganhou seu primeiro pôster de divulgação internacional.

A tradução para o inglês, "The Clown", corresponde literalmente ao título em português, mas, na minha opinião, a arte ficou extremamente pobrinha. Os cartazes de divulgação nacional estavam bem mais bonitos do que o internacional, não acham?


Cartaz Nacional:


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Amanhecer - Parte 2/ Breaking Dawn - Part 2 (2012)


É minha gente, só um evento como o encerramento da Saga Crepúsculo pra nos tirar desse período de férias forçadas aqui do blog. Como é sabido, eu e Júnia estamos passando por um período enlouquecedor com os nossos compromissos estudantis e, por isso, o blog está sendo atualizado num prazo muito maior do que gostaríamos. Mas, se Deus quiser, a partir de dezembro voltaremos com força total.

Mas num é sobre a nossa atribulada vida que vcs querem que eu fale, né?! Então vamos ao que interessa: "Amanhecer - Parte 2", o tão esperado desfecho da Saga Crepúsculo.

O clã dos Cuellen está de volta com dois novos membros, a fofíssima Renesmée, fruto do amor de Bella e Edward, e a mais nova vampirona do pedaço: Trakinas Bella. Tudo está muito lindo, muito belo, até que eles descobrem que os Volturi estão a caminho por terem recebido uma denúncia de que os Cuellen estavam cuidando de uma "criança imortal", o que é um crime para os vampiros, visto que as crianças imortais foram transformadas em vampiros ainda crianças e, sem capacidade de aprender a esconder a nova identidade e de controlar a sede, devastam cidades inteiras colocando em risco a identidade dos vampiros. Os Cuellen buscam a ajuda de amigos vampiros no mundo todo e com a chegada dos Volturi, o confronto final acontece.

Eu confesso que fui positivamente surpreendido. Quem acompanha o blog, sabe que eu já li os livros e acho que os filmes não fazem justiça ao que está escrito. O elenco é fraco, o roteiro impreciso, mas, ainda assim, um bom entretenimento. Neste quarto filme, a mudança não é muito grande, mas, pela primeira vez, o roteiro de Melissa Rosenberg me agradou em alguma coisa.

É muita história pra contar, então, fatalmente, muitos pontos são explicados às pressas e muitos deles são sequer explicados. O roteiro é acelerado pra dar tempo de explorar a batalha que se aproxima. Uma medida arriscada, mas que, na minha opinião, deu certo. A trama se desenrola com rapidez e não dá muito tempo de causar sensações no público, mas quando a grande batalha chega, o público esquece qualquer coisa que a tenha precedido. Mais uma vez, Rosenberg explora o humor em algumas cenas de maneira não tão explícita, mas que arrancam boas risadas da plateia. Além disso, tem a clássica cena do Taylor Lautner tirando a roupa fazendo todas as menininhas e, provavelmente, até alguns menininhos, gritarem loucamente durante o filme.

A fotografia mantém o mesmo padrão, mas dessa vez achei que economizaram nos tons cinzentos com o objetivo de tornar a pacata Folks gélida. A neve continua lá e é um personagem importante no desenvolver da história, mas as paletas de cores estão bem mais claras e menos sombrias dessa vez. Além disso, capricharam nos planos abertos mostrando paisagens grandiosas.

O grande erro do longa, além da escalação do elenco, fica por conta da Renesmée feita por computação gráfica. Sim, a menina se desenvolve muito rápido por ser metade humana e metade vampira e, pra dar mais realidade à transformação, Bill Condon resolveu fazer a pequena por computação gráfica usando os traços reais de Mackenzie Foy, até que ela assumisse de vez a forma da atriz. A neném é super fofinha, mas a computação gráfica foi muito mal utilizada, ficando claro que aquela bebê não pertence a cena. Um verdadeiro retrocesso em termos de efeitos.

A trilha sonora, na minha opinião, resume-se a Christina Perri cantando "A Thousand Years". No restante das cenas é a mesma trilha dos outros filmes, sempre intercalada com as narrações em off de Bella.

Eu saí extasiado da sala do cinema e provavelmente voltarei pra rever o longa, mas, mais uma vez, é um bom filme de entretenimento, longe de ser um filme tão bem executado quanto um filme de verdade. O que o diferencia dos outros três é que há uma grande batalha no final, uma batalha que vai surpreender muita gente e que acaba por deixar todos os outros defeitos meio que irrelevantes.

Bella, antes sempre passiva e carente de proteção, assume uma postura na trama: defender o seu lar. Com isso, a personagem fica menos entendiante, sem contar na transformação de figurino e postura. Por ser vampira, a personagem tem que adquirir uma beleza fora do comum e uma outra postura corporal. A princípio, eu fiquei decepcionado com a transformação, pq achei que ela fosse ficar muuuito mais bonita, como descrito no livro. No entanto, em algumas tomadas, principalmente nas da batalha, ela está realmente linda. 

O elenco conta com uma enormidade de coadjuvantes, mas nenhum acréscimo substancial. Da mesma forma que acontece nos outros 3 longas, a direção capricha nos close-ups do elenco, mostrando que os atores são muito maiores que os personagens e do que a própria história, o que não é nenhuma novidade pra quem já viu todos os filmes. Com o acréscimo de coadjuvantes, vários outros vampiros são adicionados à trama, dando a ela um toque X-Men aos vampiros, já que os poderes deles não se resumem mais a prever o futuro ou escutar pensamentos, agora temos vampiros que manipulam visões, emitem descargas elétricas, paralisam os sentidos e muito mais.

Stephenie Meyer encerra a sua franquia exaltando, mais uma vez, não as mulheres independentes, mas as mulheres que encontram sua razão de viver em alguém: antes no amado, agora no fruto desse amor. De todo jeito, eu acho que foi um bom final comparado ao que já vínhamos vendo ao longo dos 4 anos que a série está no ar. Dá até uma arrepiada quando todos os atores que fizeram parte da franquia surgem na tela um a um; uma espécie esquisita de saudosismo por um filme que nem está entre os seus preferidos.

Pra quem é fã de carteirinha da saga, acredito que seja um desfecho inacreditável. Pra mim, foi um jeito digno de encerrar a história.