Sinopse: Uma escritora (Diane Lane) leva uma boa vida em San Francisco, até descobrir que era traída por seu marido separar-se dele. Deprimida com os últimos acontecimentos, ela resolve viajar pela Itália. O que ela não contava é que, impulsivamente resolveria comprar uma casa na Toscana e, durante a reforma da nova casa, uma grande paixão poderia nascer neste novo lar.
Marcos Antonio:
Diane Lane, sua linda, quer casar comigo?
Em uma palavra? IRRESISTÍVEL, como a própria imagem ali em cima já diz. "Sob o Sol da Toscana", baseado na obra de Frances Mayers, conta uma história encantadora e muito bem dirigida por Audrey Wells. O roteiro mistura drama, comédia e romance numa mistura perfeita.
Diane Lane vive uma mulher que, após anos de casamento, se descobre traída e pior, ao se divorciar, o marido quer a casa em que morava com ela para viver com a amante e seus futuros filhos. Diante disso, e com o apoio de duas amigas lésbicas - Sandra Oh e Kate Walsh, de Grey's Anatomy - ela vai para a Itália em uma viagem para homossexuais. Lá, uma série de acasos a levam a comprar uma bela propriedade na lindíssima região da Toscana. Durante a reforma da casa, ela decide se entregar a um novo amor e parte numa divertida busca pela felicidade.
Bom, o primeiro grande acerto foi na escolha das locações. Sem dúvida alguma a região da Toscana é uma das mais belas e mais apaixonantes do mundo! Além disso, o roteiro bem amarrado e com ritmo perfeito dá a base necessária para o desenrolar de uma história incrível.
Ao contrário da maioria das comédias românticas, mocinha e mocinho não se encontram no início, ao revés, demoram mais de 30 minutos pra se encontrar e, nesse ponto, o roteiro é ainda mais fantástico. Todas as vezes em que a personagem de Diane Lane encontra alguém, achamos que aquele ali é o galã e sempre erramos.
A fotografia não podia ser mais perfeita! A paleta de cores se encaixa perfeitamente com o clima da história e foi muito bem pensada. Reparem. Conforme a reforma na casa e na vida pessoal da protagonista se processa, a iluminação acompanha o processo de transformação. Como assim? O diretor de fotografia, ao contrário do que se possa pensar, não alterou a paleta de cores da casa e nem tornou mais vivas as cores opacas do início. Ele simplesmente mudou a iluminação. Conforme a história se processa, ele altera a iluminação da casa, fazendo com que ela pareça mais iluminada, mais viva, tal qual acontece com a vida pessoal da personagem. Além disso, a trilha sonora casa perfeitamente com a história, principalmente ao usar temas italianos pra contextualizar bem a trama. Aliás, Wells usou também atores italianos para compor o elenco de coadjuvantes, o que confere ao filme uma veracidade tremenda.
Resumindo. Uma história apaixonante, belíssimas paisagens, excelentes atuações, humor, drama e romance num conjunto praticamente perfeito. O único ponto negativo, embora não prejudique a história, são alguns efeitos especiais bem primitivos. Ainda assim, é um excelente filme pra se assistir. Recomendadíssimo! Assistam e apaixonem-se.
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