quinta-feira, 30 de junho de 2011

ESPECIAL: A Fantástica Fábrica de Chocolate

Dois filmes, a mesma história. Em 2005, "A Fantástica Fábrica de Chocolate" ganha uma  nova versão, atualizada por Tim Burton. O tema central da história é basicamente o mesmo: Willy Wonka, dono da maior fábrica de chocolates do mundo, resolve abrir as portas para o público. Isso porque, após várias tentativas da concorrência de roubar-lhe as receitas, inclusive infiltrando espiões entre os funcionários, ele resolveu fechar as portas. A produção foi mantida, mas há anos ninguém entra e ninguém sai da fábrica. O grande mistério é: se todos os funcionários foram demitidos, qual o segredo de Willy para continuar a produção? Certo dia, o mundo é surpreendido pela grande notícia: Willy colocou 5 bilhetes dourados nas embalagens de 5 dos seus chocolates e distribuiu pelo mundo, os 5 felizardos que encontrarem os bilhetes, terão a oportunidade de conhecer Willy e passar um dia inteiro nas dependências da fábrica. O mundo inteiro entra numa verdadeira corrida para comprar os tais chocolates, crianças no mundo todo sonham em conhecer a fábrica e ganhar como prêmio chocolates Wonka por toda a vida. Entre essas crianças está Charlie, um menino muito pobre que sequer tem dinheiro para comprar uma barra de chocolate, mas que sonha em conhecer a fábrica. Os 5 felizardos são anunciados e Charlie, que só conseguiu comprar duas barras de chocolate, não estava entre eles. Até que se descobre que o 5º bilhete era falsificado e, em sua última tentativa, Charlie encontra o bilhete e se torna um dos 5 vencedores do concurso. Então, inicia-se uma grande aventura pelo interior da fábrica, sob o comando de seu excêntrico dono Willy Wonka. E então, qual dos filmes se sai melhor?

Para responder a pergunta, o "We like to MOVIE it" assistiu às duas versões do filme.
A primeira versão, lançada em 1971, tem todo um encanto que faz a diferença. A começar pelo princípio. Logo na abertura, Mel Stuart (diretora), joga para o espectador imagens deliciosas da fábrica em funcionamento. É chocolate pra todos os gostos, representado em suas mais deliciosas variações. A versão atual abre o filme com uma fábrica absolutamente mecanizada, um chocolate falso que não enche os olhos de ninguém. Além disso, Tim Burton dá um toque um tanto quanto sombrio à fábrica e à cidade onde ela fica. Pra piorar, ele tira toda a parte musical do filme, restringindo as músicas apenas quando cantadas pelos Oompa Loompas, conforme as crianças vão sendo eliminadas. Johnny Depp consegue exteriorizar melhor a excentricidade de Willy Wonka, embora em algumas partes do filme ele pareça meio assustador. Na versão de Tim Burton, Willy ganha, também, uma profundidade maior. No decorrer da visita, Willy começa a se recordar de vários aspectos de sua infância e o espectador passa a conhecer uma série de fatos que levaram o personagem a ser quem é. O filme mais atual perde por tirar a musicalidade, o clima de fantasia que envolve a fábrica, mas abusa dos recursos tecnológicos ao compor o interior dela, o que o torna muito bem feito. Os Oompa Loompas da segunda versão, apesar de algumas intervenções muito engraçadas e o tamanho ainda mais reduzido que na primeira, são meio esquisitinhos. As músicas cantadas por ele perderam um pouco da lição contida na primeira versão, mas ganharam um lado cômico mais apurado e números de dança bastante divertidos.
Ambos são filmes muito bons. Um ganha pelos avanços tecnológicos, o outro pelo clima fantasioso e festivo. Eu, particularmente, prefiro a primeira versão; mas cada uma ganha a seu modo. A propósito, ao contrário do que se imagina, a primeira versão do filme não foi feita para crianças, mas sim para jovens e adultos. "A Fantástica Fábrica de Chocolate" é, de certa forma, uma comédia de humor negro pra jovens, repleta de cenários chamativos, canções atraentes e com a impecável atuação de Gene Wilder. O filme é cheio de criatura estranhas, cenários artificiais, músicas alegres e números de dança pra entreter o público jovem e colocar os adultos pra pensar.
Vale apena assistir e comparar as duas versões. Mas só a primeira é um dos 1001 filmes pra ver antes de morrer. Portanto...

Faltam 982 filmes.

Projeto 1001: Titanic


Sinopse: O jovem e aventureiro Jack (Leonardo DiCaprio) ganha uma passagem, em mesa de jogo, para a primeira viagem do transatlântico Titanic. No navio, apaixona-se por Rose (Kate Winslet), noiva de um homem rico e arrogante, com quem vive um amor proibido. Mas a viagem ganha contornos trágicos quando o navio se choca com um iceberg e naufraga.

Marcos Antonio:
Uma verdadeira obra de arte cinematográfica. Já se vão quase 15 anos desde sua estreia e "Titanic" permanece um dos melhores filmes de todos os tempos. Ganhador de nada mais, nada menos que 11 Oscar, incluindo o de melhor filme, a história deu projeção mundial à Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, além de consagrar James Cameron um dos melhores diretores de todos os tempos. O filme conta a história de um amor impossível selada por um dos maiores desastres já ocorridos na História. O filme, que custou mais de 200 milhões de dólares, sagrou-se como um dos mais caros de todos os tempos, mas, temos de concordar que o resultado final compensa. Detalhista, James Cameron contratou, inclusive, representantes das empresas que mobiliaram o verdadeiro Titanic para que fossem feitas réplicas perfeitas do mobiliário do navio. A caracterização é fantástica, os efeitos especiais são fenomenais e a fotografia é deslumbrante. A trilha sonora dispensa comentários. "My heart will go on", na voz de Celine Dion, foi responsável em grande parte por fazer da trilha do filme uma das mais vendidas de todos os tempos. "Titanic" é grandioso em todos os sentidos. Uma história de amor muito bem contada, um casal principal muito bem escolhido, uma grande tragédia no meio e efeitos especiais impressionantes. Sem dúvidas um dos filmes que não dá pra deixar de assistir.

Faltam 983 filmes.

Projeto 1001: O Sexto Sentido/ The Sixth Sense


Sinopse: O psicólogo infantil Malcolm Crowe (Bruce Willis) abraça com dedicação o caso de Cole Sear (Haley Joel Osment). O garoto, de 8 anos, tem dificuldades de entrosamento no colégio e vive paralisado de medo. Malcolm, por sua vez, busca se recuperar de um trauma sofrido anos antes, quando um de seus pacientes se suicidou na sua frente.

Marcos Antonio:
Brilhante! Quanto tempo eu perdi sem asssitir "O Sexto Sentido". Em primeiro lugar, desmistifiquemos o lado aterrorizante do filme, porque simplesmente não existe. Sim, o filme é de suspense, mas nada que assuste. Na verdade, o filme está muito mais centrado na relação entre psicólogo e paciente do que no suspense propriamente dito. Bruce Willis surpreende e arrasa no papel deste psicólogo infantil. É impressionante como ele conseguiu dar a suavidade necessária ao personagem, totalmente diferente dos papéis que costuma representar. Haley Joel Osment, apesar da pouca idade, foi a escolha perfeita para o papel. O garotinho consegue passar todo tipo de emoção, um olhar devastador, sem perder a "fofurinha" de uma criança da sua idade. O menino deu o tom certo ao papel, com certeza se fosse alguém muito "cute-cute", o filme perderia o impacto. Fantástico! O roteiro é excelente e absurdamente surpreendente, inteligente. O final revela grandes surpresas e deixa com vontade de assistir de novo. Shyalaman, o diretor, foi simplesmente fantástico, detalhista, dando pistas do desfecho durante todo o filme. Um filme muito bem feito, consistente, envolvente e recomendadíssimo! Vale a pena assistir. Aos que não gostam de filme de terror, não há terror no filme, apenas um suspense muito sutil, já que o filme enfoca muito mais no drama das relações do que no suspense. Recomendo!

Faltam 984 filmes.

The Matrix Reloaded


Sinopse: Após derrotar as máquinas em seu combate inicial, Neo (Keanu Reeves) ainda vive na Nabuconodosor ao lado de Morpheus (Laurence Fishburne), Trinity (Carrie-Anne Moss) e Link (Harold Perrineau Jr.), o novo tripulante da nave. As máquinas estão realizando uma grande ofensiva contra Zion; 250 mil máquinas estão escavando rumo à cidade e podem alcançá-la em poucos dias. A Nabucodonosor é convocada para retornar a Zion, para participar da reunião que definirá o contra-ataque humano às máquinas. Entretanto, um recado enviado pelo Oráculo (Gloria Foster) faz com que a nave parta novamente, levando Neo de volta à matrix. Lá, ele descobre que precisa encontrar o Chaveiro (Randall Duk Kim), um ser que possui a chave para todos os caminhos da matrix e que é mantido como prisioneiro por Merovingian (Lambert Wilson) e sua esposa, Persephone (Monica Bellucci).

Marcos Antonio:
Neo e companhia atacam novamente. Matrix Reloaded, na tentativa de manter o sucesso do primeiro filme, se perde nesta segunda tentativa. O roteiro é muito original, embora tenha um punhado de doidos por aí acreditando que vivemos mesmo numa espécie de projeção da realidade, é fictício e bem bolado (no primeiro filme). Em Matrix Reloaded as coisas ficam um tanto quanto confusas. Sim, muitas coisas são explicadas, mas os diálogos são rápidos demais pra um filme que está falando de uma realidade que não é comum aos telespectadores. Muita informação passada em pouco tempo, ou seja, a gente até entende o filme, mas tem que abstrair muita coisa pra não se perder nos diálogos. O filme volta com mais cenas de luta, de ação, o que, de certa forma, é um ganho considerável, embora eu ache que as lutas tenham ficado um pouco mais pobres de movimento. No primeiro filmes vemos belíssimos movimentos, no segundo filme, as batalhas, apesar de maiores e mais difíceis, perdem um pouco da graça dos movimentos, das técnicas. Os efeitos especiais continuam fantásticos, embora eu ache que nem tão fantásticos quanto os do primeiro filme. Essa continuação dá a impressão de que tentaram repetir tudo o que fez sucesso no primeiro filme, só que num maior número de vezes e, na minha opinião, prejudicou o resultado final. Continua muito original, muito viagem, cheio de efeitos, mas fiquei meio perdido.

Leões e Cordeiros/Lions for Lambs

 
Sinopse: O senador Jasper Irving (Tom Cruise) pretende lançar sua nova "estratégia completa" para a guerra dos Estados Unidos no Afeganistão e, para divulgá-la, precisa convencer a jornalista Janine Roth (Meryl Streep). Simultaneamente o dr. Stephen Malley (Robert Redford), um professor idealista, tenta convencer Todd (Andrew Garfield), um de seus alunos mais promissores, a mudar o curso de sua vida. Ao mesmo tempo Ernest (Michael Peña) e Arian (Derek Luke) são soldados que estão lutando nas montanhas geladas do Afeganistão, buscando se lembrar do porquê de terem se alistado no exército americano.

Júnia:
O que eu achei interessante nesse filme foi que, ao mesmo tempo que ele exalta o espírito patriótico americano de alguns, ele revela também a superficialidade vivida pela maioria da população. O diretor é o próprio Robert Redford que concluiu um trabalho muito bom com esse filme. Em 1hora e meia, ele conseguiu retratar o ponto de vista dos políticos, dos jornalistas, dos soldados e da população americana em geral. O filme é repleto de críticas direcionadas ao governo Bush e à governos passados como, por exemplo, o do Bush Pai que, no início dos anos 90, aliou-se ao próprio Saddam Hussein na invasão do Kuwait.

Assim como na direção, Redford não deixou nada (nada mesmo) a desejar no papel do professor que tenta abrir os olhos de um de seus alunos para o fato de que ele pode ser muito mais do que simplesmente medíocre. 

Falando em medíocre... Tom Cruise o foi, como de costume. Eu passei o filme inteiro tentando pensar em um ator melhor que ele para o papel.. 
Agora, o que falar de Meryl Streep? OH, CÉUS! Essa mulher é fantástica! Eu queria entender uma coisa: como ela consegue atuar em papéis tão diferentes e não decepcionar em nenhum deles? Neste papel de jornalista ela está amarga, desacreditada.. Sensacional! 

O filme, por retratar a realidade da forma mais fiel possível, torna-se doloroso. 
Em uma palavra: BeTheBestYouCanBe


Marcos Antonio:
Sinceramente, fui ler a crítica da Júnia agora e fiquei impressionado pq tivemos exatamente a mesma percepção do filme. Em primeiro lugar o roteiro. Um roteiro inteligente, com diálogos contundentes, que debate, que discute, que tem pontos de vista. Um filme de guerra sem guerra. O filme consegue tratar de três tramas paralelas sem se perder, sem ficar cansativo, sem ser superficial e tudo isso em 90 minutos. Apesar de Tom Cruise, que, sinto muito, não convence, o elenco está espetacular. Vi um Andrew Garfield que ainda não tinha visto, completamente diferente. Meryl Streep, sem palavras! Impressionante como consegue ser boa em qualquer papel que tenha nas mãos. E, por último, mas não menos importante, Robert Redford, que além de diretor e produtor, interpreta um professor e não deixa nada a desejar. Jogos de câmera fantásticos, diálogos inteligentes, atores estupendos, em 90 minutos. Um filme fantástico! Vale a pena assistir.



Marcos Antonio
Júnia
Direção:

Direção:
10
Roteiro:

Roteiro:
10
Fotografia:

Fotografia:
10
Trilha Sonora:

Trilha Sonora:
7,5
Efeitos Visuais:

Efeitos Visuais:
-
Caracterização:

Caracterização:
8,0
Nota Geral:

Nota Geral:
8,5

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Percy Jackson e o ladrão de raios/Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief


Sinopse: Percy Jackson (Logan Lerman) é um jovem diagnosticado com dislexia e déficit de atenção que, de repente, descobre que não é portador de nenhum desses problemas, mas é, na verdade, filho de Poseidon (Kevin McKidd) com uma humana. Ao ser descoberto, Percy corre perigo, principalmente depois de ser acusado por Zeus de ter-lhe roubado o raio. Por isso, é levado para um acampamento para semideuses, mas, durante a fuga, sua mãe é morta. Então, Percy se embrenha em uma verdadeira aventura para chegar até Hades (Steve Coogan), seu tio e rei do mundo dos mortos, para buscar sua mãe e tentar evitar uma guerra catastrófica entre os deuses do Olimpo.

Marcos Antonio:
É, minha gente, o Olimpo está na moda! Depois de "Fúria de Titãs" e "Thor" (que não se passa no Olimpo, mas também fala de deuses e semideuses), temos mais uma obra nesse sentido. Confesso que fiquei até com vergonha de contar às pessoas que eu ia assistir à "Percy Jackson e o ladrão de raios", mas o filme até que me surpreendeu. Chris Columbus - diretor dos dois primeiros filmes da saga de "Harry Potter" - moderniza o Olimpo, acrescenta uma boa pitada de efeitos especiais, humor e traz às telonas um filme baseado em uma série de livros de fantasia sobre o personagem principal - Percy. O roteiro, em sua forma, é bastante conservador: tem início, meio e fim, sem idas e vindas e sem flashbacks; mas, ao mesmo tempo é inovador, já que moderniza tudo o que se relaciona ao Olimpo. Zeus e Poseindon vestem sobretudos e moletons; Medusa (Uma Thurman) é uma deusa que cultiva um jardim de estátuas de pedra, sob o codinome de Tia Em, usando turbante, óculos escuros e um sobretudo de couro. Ao lutar com ela, Percy, para não olhar diretamente e se tornar uma estátua, lança mão da traseira espelhada de seu iPod. A entrada do inferno fica no letreiro de Hollywood e a entrada para o Olimpo no topo do Empire State, em Nova York, sem contar a tribo dos lotófagos que fica em um cassino em Las Vegas e os pés alados de Hermes que, no filme, são, na verdade, um par de All-Star. O toque de humor fica por conta do personagem Grover, protetor de Percy, que é um sátiro (meio homem e meio bode), numa atuação perfeita de Brando T. Jackson. O filme abusa dos efeitos especiais espetaculares, muitas cenas de batalha com criaturas da mitologia e uma modernidade que dá um toque especial ao filme. É um filme divertido, com boas cenas de ação e com efeitos bem interessantes. Recomendo!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Robin Hood


Sinopse: Robin Longstride (Russell Crowe) integra o exército do rei Ricardo Coração de Leão (Danny Huston), que está em plena Cruzada. Após a morte do rei, ele consegue escapar juntamente com alguns companheiros. Em sua tentativa de fuga, encontram Sir Robert Loxley (Douglas Hodge), que tinha por missão levar a coroa do rei à Londres. Loxley foi atacado por Godfrey (Mark Strong), um inglês que serve secretamente aos interesses do rei Filipe, da França. À beira da morte, Loxley pede a Robin que entregue a seu pai uma espada tradicional da família. Ele aceita a missão e, vestido como se fosse um cavaleiro real, parte para Londres. Após entregar a coroa ao príncipe João (Oscar Isaac), que é nomeado rei, Robin parte para Nottingham. Lá conhece Sir Walter (Max von Sydow) e Marion (Cate Blanchett), respectivamente, pai e esposa de Loxley.

Marcos Antonio:
Uma decisão perigosa. Recontar a história de Robin Hood, um dos heróis mais retratados no cinema foi, no mínimo, uma decisão arriscada de Ridley Scott. Depois de tantos filmes sobre o lendário arqueiro que vive na floresta de Sherwood e rouba dos ricos para dar aos pobres, Ridley Scott acerta e consegue dar um enfoque novo à história. O filme, com um caráter político muito mais apurado que qualquer outra produção, conta, na verdade, como começou a lenda de Robin. No filme, Robin, sequer era Robin Hood, o fora da lei, mas apenas Robin Longstride, arqueiro que lutava pela Inglaterra nas Cruzadas e que, ao cumprir uma promessa feita a um homem à beira da morte, toma seu lugar na sua casa e se apaixona por sua esposa. Em flashbacks, Scott mostra alguns aspectos da infância de Robin, esquecida por ele, mas que ele começa a lembrar ao chegar em Nottingham. Outro diferencial da história, é Lady Marion, que foge do padrão indefeso de todas as outras versões e se torna uma mulher forte, decidida, uma guerreira. O roteiro é excelente, a fotografia fenomenal e a trilha sonora fantástica. Russell Crowe e Cate Blanchett estão perfeitos no papel de Robin e Marion. Marca registrada de Scott, não posso deixar de mencionar, as cenas de guerra: fenomenais. Batalhas grandiosas, muitas flechadas, cavalos, realmente impressionante! Um filme fantástico, muito bem feito e que vale a pena ser assistido.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Brilho eterno de uma mente sem lembranças/Eternal sunshine of the spotless mind


Sinopse: Joel (Jim Carrey) fica atordoado ao descobrir que sua ex-namorada Clementina (Kate Winslet) contratou os serviços de uma clínica para apagá-lo de sua memória. Desiludido, Joel resolve fazer o mesmo, mas durante o processo, ao perceber as lembranças de Clementina desaparecendo, ele tenta conseguir uma maneira de interromper o processo.

Marcos Antonio:
Por favor, caro leitor, dê um soco na boca do estômago de toda e qualquer pessoa que te recomendar este filme dizendo que ele é inteligente, ou que é uma comédia romântica como nenhuma outra. Pra começar o escritor é nada mais nada menos que Charlie Kaufman - aquele que escreveu "Quero ser John Malkovich" - o filme q eu vi há 12 anos e continuo achando uma das maiores asneiras já produzidas. Mas, comprometo-me a assistir novamente pra ver se mudo de ideia. Voltando ao "Brilho eterno (...)". Sabe aquele filme que dá vontade de dar STOP no meio e sair correndo? Em primeiro lugar: diálogos sem sentido, toscos, surreais, risíveis, pobres. Em segundo lugar: história sem sentido, louca, completamente nonsense. Jim Carrey (um dos atores com papéis mais imbecis na história do cinema), vive um homem que descobre que a ex pagou pra apagar as lembranças dos dois de sua memória. Desiludido com ela, ele resolve contratar a mesma clínica e fazer o mesmo. Enquanto está passando pelo processo ele começa a lembrar das situações que viveu com ela e, enquanto ele se lembra, elas vão sendo apagadas. No entanto, num dado momento, ele resolve que ainda a ama e desiste de apagá-la. É aí que a coisa começa a pegar. Ele começa a fugir dos próprios pensamentos junto com ela, tentando levar ela pra uma lembrança da qual ela não faz parte e que, portanto, não seria apagada e aí eles ficam fugindo pra lembranças da infância dele, mas nada nunca dá certo. Enfim... Eu pesquisei sobre o filme antes de alugar, li vários comentários favoráveis, mas, definitivamente não dá pra engolir. Sim, Jim Carrey tá bem diferente dos personagens toscos que ele costuma fazer, FATO; mas a história não convence. O filme ainda conta com Kate Winslet, Mark Ruffalo, Elijah Wood e Kirsten Dunst: todos em papéis bem diferentes do que já fizeram, mas não salvam o filme. Agora me dêem licença, pq eu vou contratar a clínica "Lacuna" pra apagar esse filme da minha memória.

A Vida é Bela/La vita è bella


Sinopse: Na Itália dos anos 40, Guido (Roberto Benigni) levado para um campo de concentração nazista, tem que usar sua imaginação para fazer seu pequeno filho acreditar que estão participando de uma grande brincadeira, com o intuito de protegê-lo do terror e da violência que os cercam.

Marcos Antonio:
Eu estou até agora parado, procurando no índice do "1001 para ver antes de morrer" o título "A Vida é Bela" e estou embasbacado por não tê-lo encontrado. Sem sombra de dúvidas, eu teria colocar essa obra brilhante de Roberto Benigni na relação dos filmes a se ver antes de morrer. O filme é lindo e de uma sensibilidade tocante. Aos que leram a sinopse e imaginaram que o filme é repleto de cenas terríveis dos campos de concentração, eu digo: não é exatamente o que acontece. Cinquenta por cento do filme mostra o início da história de amor de Guido e sua "principessa", Dora, com quem se casa e tem um filho, que é a coisa mais linda do mundo, Giosué. Os outros 50% mostram como esse pai, apaixonado por sua família, faz para deixar a experiência no campo de concentração ser o menos traumática possível para o seu filho e para, sempre que consegue, mandar recados à sua esposa dizendo que está vivo. O filme é de uma qualidade pouco encontrada, apesar de ser mais um que fala sobre os horrores do Holocausto. A trilha sonora é impecável, as interpretações adoráveis e o roteiro é apaixonante. Não dá pra assistir sem chorar, e olha que eu já assisti umas 5 vezes. Vale a pena assistir essa história de amor, mas não apenas do amor de um homem e de uma mulher, mas de um homem por sua família. Emocionante!

Projeto 1001: Os Embalos de sábado à noite/Saturday night fever


Sinopse: John Travolta vive o problemático Tony Manero, vendedor de uma loja de tintas, no Brooklyn (Nova York), durante o dia e imbatível rei das pistas de discoteca à noite. Todo sábado, Tony veste sua camisa de cor vibrante, calças esvoaçantes, sapatos de plataforma e vai para o único lugar onde é considerado um deus e não um tipo qualquer. Mas na noite, longe das luzes piscantes e do globo espelhado, há uma trágica história de desilusão, violência e mágoa.

Marcos Antonio:
O filme é um clássico do final da década de 70, influenciou toda uma geração, lançou moda e tem suas coreografias imitadas até hoje. Particularmente, não acho que "Os Embalos de sábado à noite" conte alguma grande história, com personagens profundos e bem trabalhados. Pra ser bem sincero, o filme é um tanto quanto superficial. Sim, mostra os conflitos de um adolescente de 19 anos, pressionado pelos pais e pela imagem de um irmão padre (orgulho da família), que vive como um vendedor de tintas, e que acha que só é bom em uma coisa na vida: dançar. O filme mostra de maneira clara e sem pudores como vivia a juventude da época. Muitos palavrões, mulheres tratadas como objeto, muita conotação sexual, brigas de gangues e um forte preconceito contra negros e latinos marcam o filme. Sem sombra de dúvidas, o que marca mesmo o filme é a trilha sonora com uma overdose de "Bee Gees" que dá um toque todo especial às sequências de dança. Rende umas boas risadas, mas não assistam com crianças no recinto!

Faltam 985 filmes.

Sobre Meninos e Lobos/Mystic River


Sinopse: Após a filha de Jimmy Marcus (Sean Penn) ser encontrada morta, Sean Devine (Kevin Bacon), seu amigo de infância, é encarregado de investigar o caso. As investigações de Sean o fazem reencontrar um mundo de violência e dor, que ele acreditava ter deixado para trás, além de colocá-lo em rota de colisão com o próprio Jimmy, que deseja resolver o crime de forma brutal. Há ainda Dave Boyle (Tim Robbins), que guarda um segredo do passado que nem mesmo sua esposa conhece. A caçada ao assassino faz com que o trio tenha que reencontrar fatos marcantes do passado, os quais eles preferiam que ficassem esquecidos para sempre.


Júnia:
A primeira vez que eu assisti esse filme eu tinha uns 15 anos e foi o primeiro filme que eu vi com o Tim Robbins. Desde então eu peguei uma birra enorme dele por causa dessa personagem. O cara é tão bom, mas tão bom que depois em todos os filmes que eu assisti com ele, eu só lembrava dessa atuação! Ele está literalmente sinistro, intenso, misterioso, cara de psicopata mesmo. E o Sean Penn? Dispensa comentários! As expressões faciais e corporais dele são fantásticas. Passam uma dor incalculável! A cena dele sendo segurado por uns 5 policiais é dolorosa demais. Está tão bom quanto, ou melhor que, o Tim Robins. O Oscar e Globo de Ouro que ambos receberam (melhor ator coadjuvante e melhor ator, respectivamente) pelas atuações neste filme foi totalmente merecido.
O diretor é Clint Eastwood, que dispensa apresentações, né? Mandou muito bem! A reviravolta final é de deixar qualquer um de queixo caído. O roteiro, que foi adaptado por Brian Helgeland, baseado no livro de Dennis Lehane, não deixa falhas (e, merecidamente, apesar de não ganhar, foi também indicado ao Oscar). Perfeito.
O filme conta ainda com Kevin Bacon (daquele filme horrível que me deixava morrendo de medo quando eu era criança: O Homem Sem Sombra) e Laurence Fishborne (o eterno Morpheus). Fotografia e trilha sonora também não deixam nada a desejar, mas realmente o que marca são as atuações. Em uma palavra: AtuaçõesIntensas


Marcos Antonio
Júnia
Direção:

Direção:
10
Roteiro:

Roteiro:
10
Fotografia:

Fotografia:
8,0
Trilha Sonora:

Trilha Sonora:
8,0
Efeitos Visuais:

Efeitos Visuais:
-
Caracterização:

Caracterização:
8,0
Nota Geral:

Nota Geral:
9,0

domingo, 26 de junho de 2011

Projeto 1001: A Rainha/The Queen


Sinopse: Quando a notícia da morte da Princesa Diana - a "Princesa do Povo" - uma das mulheres mais famosas do mundo, atinge o público britânico chocado e incrédulo, a Rainha Elizabeth II está de férias no seu castelo de verão com a família, sem compreender o sentimento do público frente àquela tragédia. Para Tony Blair, o popular Primeiro-Ministro recém-eleito, a necessidade do povo pelo apoio de sua rainha era algo palpável. Conforme a manifestação pública cresce de uma maneira sem precedentes, Blair precisa encontrar uma forma de reconectar a rainha com seus súditos.

Marcos Antonio:
"God save the Queen". Sob a direção de Stephen Frears, "A Rainha" supera todas as expectativas. O filme conta os bastidores da eleição de Tony Blair que acabou coincidindo com a morte de Lady Di. Frears, embora mostre parcialidade a favor de Blair durante 90% do filme, nos minutos finais consegue a imparcialidade ao mostrar os dois lados da moeda. De um lado está Tony Blair, eleito pelo voto popular, pregando a modernização do Parlamentarismo inglês. Do outro está Elizabeth II, rainha da Inglaterra, pela qual já passaram nada menos que 10 Primeiros-Ministros, uma mulher cercada por tradições, que aprendeu desde pequena que ocupa o lugar que ocupa pela vontade de Deus e que se vê diante de um impasse, ao ser pega de surpresa pela morte da ex-nora e pela pressão popular para a quebra de protocolos e tradições com as quais viveu por toda a sua vida. Com a brilhante interpretação de Helen Mirren - merecidamente vencedora do Oscar de melhor atriz -  "A Rainha" é um filme fascinante. Um roteiro muito bem escrito, narrando dia-a-dia os dias que se sucederam ao anúncio da morte de Diana. O filme é curto, aproximadamente 97 minutos, mas consegue mostrar sem atropelos todos os acontecimentos originados pela tragédia. O diretor de fotografia é brasileiro - Affonso Beato - que consegue reproduzir de maneira fantástica tudo o que cerca a rainha Elizabeth II. Além disso, cabe ressaltar, as paisagens de tirar o fôlego exibidas no filme, como sendo da propriedade de verão da Família Real. O filme foi muito bem "costurado", apresenta depoimentos reais de Diana, bem como cenas reais do cortejo fúnebre, da cerimônia realizada na Abadia de Westminster. Enfim, um filme muito bem feito e absolutamente recomendado. Vale a pena assistir!

Faltam 986 filmes.

Projeto 1001: A liberdade é azul/Trois Couleurs: Bleu


Sinopse: Após um trágico acidente em que morrem o marido e a filha, Julie (Juliette Binoche) decide por renunciar sua própria vida. Após uma tentativa fracassada de suicício, ela volta a se interessar pela vida ao se envolver com uma obra inacabada de seu marido, um músico de fama internacional.

Marcos Antonio:
Confesso que ainda não sei muito o que dizer sobre "A Liberdade é Azul". O filme, primeiro de uma trilogia, foi dirigido e escrito pelo consagrado Krzusztof Kieslowski ("KK" para os íntimos) e tenta retratar toda a dor enclausurada de Julie após perder seu marido e sua filha num acidente automobilístico do qual é a única sobrevivente. Ao saber que ambos haviam morrido, ela tenta o suicídio, mas desiste. Depois de se recuperar do acidente e sair do hospital, ela resolver vender todos os bens. Sem chorar em nenhum momento a morte de Patrice e Anna, ela se muda em busca de uma vida longe de amigos, recordações, parentes, tudo que a fizesse recordar de seu passado. Ao terminar o filme, confesso que fiquei sem saber o que pensar ou o que dizer e, aos poucos, fui percebendo que, talvez, essa seja exatamente a intenção de "KK" (pelo amor de Deus, não me façam escrever o nome dele de novo). Ele tenta, e consegue, mostrar toda a dor, a frieza e falta de esperança de uma mulher que não sabe o que fazer com a recém conquistada "liberdade", já que essa "liberdade" resulta da dor profunda da perda. Olhando por esse ângulo acabamos percebendo que o filme foi sim muito bem feito, porque é exatamente isso que o filme passa. Juliette Binochet constrói uma personagem que não estabelece nenhum vínculo com o espectador, não nos faz nos apaixonar por ela, chorar a sua dor, pq essa dor está enclausurada nela. Uma brilhante atuação de Binochet! A trilha sonora, toda composta por músicas clássicas e instrumentais, transmite essa dor, esse peso carregado por Julie, bem como a fotografia. Ao optar por tons de azul, cores frias, cinzentas, Slawomir Idziak (pelo visto o diretor não escolheu ninguém com nome fácil pra trabalhar no filme) consegue captar esse sofrimento, esse momento de apatia em que se encontra Julie. Brilhante!

Faltam 987 filmes.

A Corrente do Bem/Pay it Forward


Sinopse: Eugene Simonet (Kevin Spacey), um professor de Estudos Sociais, faz um desafio aos seus alunos em uma de suas aulas: que eles criem algo que possa mudar o mundo. Trevor McKinney (Haley Joel Osment), um de seus alunos, incentivado pelo desafio do professor, cria um novo jogo, chamado "pay it forward", em que a cada favor que recebe você retribui a três outras pessoas. Surpreendentemente, a idéia funciona, ajudando o próprio Eugene a se desvencilhar de segredos do passado e também a mãe de Trevor, Arlene (Helen Hunt), a encontrar um novo sentido em sua vida.

Marcos Antonio:
INSPIRADOR. O roteiro, muito bem escrito por sinal, conta duas histórias paralelas: a de Trevor McKinney, um garoto de 11 anos que dá início à "corrente do bem" e a de Chris Chandler (Jay Mohr), um jornalista que, ao cobrir um assalto com reféns, tem seu carro destruído na fuga do sequestrador e ganha de um desconhecido um Jaguar. Incrédulo e relutante ele aceita e começa a investigar a bondade por trás de tal ato. O filme traz um elenco de peso: Kevin Space, Oscar de melhor ator por "Beleza Americana"; Helen Hunt, Oscar de melhor atriz por "Melhor Impossível" e Haley Joel Osment, indicado ao Oscar por "O sexto sentido". A fotografia, apesar de coadjuvante no filme é muito boa, tons alaranjados e terrosos pra dar o clima desértico que o filme pedia, já que a história principal se passa em Las Vegas, cidade do estado de Nevada nos EUA, construída no meio de um deserto. Como a cidade é apenas o pano de fundo, o filme não explora muito os Cassinos e toda a luminosidade e o glamour da cidade, mas sim as paisagens mais desérticas, a vida normal de Vegas. Uma história emocionante, envolvente, bem contada, bem interpretada e que vale a pena ser vista e revista várias vezes. Faz pensar e, me atrevo a dizer que, de certa forma, é uma lição de vida. Portanto, passe adiante!

sábado, 25 de junho de 2011

Fomos Heróis/We Were Soldiers


Sinopse:
Em plena Guerra do Vietnã, o tenente-coronel Hal Moore (Mel Gibson) e mais 400 integrantes do exército norte-americano, todos da elite de combate, são cercados por 2000 soldados vietnamitas. A batalha que se segue a partir de então se torna uma das mais sangrentas da história militar norte-americana, fazendo com que posteriormente o lugar onde ela ocorreu seja conhecido como o Vale da Morte.

Júnia:
De todos os filmes que retratam a guerra do Vietnã, esse é o meu favorito. O Mel Gibson tá fascinante no papel do Coronel Hal Moore. Corajoso, patriótico, líder inspirador.
O filme tem sequências bem fortes da guerra, com bastante sangue, membros voando por toda parte e muitas explosões. O diretor Randall Wallace  (que também trabalhou com MG em Coração Valente) é malvado. Ele faz você se envolver emocionalmente com as personagens instantes antes delas morrerem no combate! Vacilo.
Minha única crítica é que em alguns momentos foi exagerado o fato deles estarem no meio de um tiroteio infinito e o Mel Gibson em pé passeando enquanto pensa em como se livrar dos vietinamitas. Fora isso, sem nenhuma outra reclamação. A cena das mulheres dos soldados é tão doída quando qualquer uma das cenas da guerra. Faz o espectador sentir a dor dos dois lados. Bem estilo Army Wives.
O filme é diferente também porque, na maioria dos filmes norte-americanos, você acaba torcendo inconscientemente parar que eles derrotem "o inimigo". Nesse filme, não. O espectador se sente mal pelas atrocidades cometidas por ambos os lados. Isso é 'quite an achievement' do Randall.Palmas merecidas.
Real, emocionante, dramático, revoltante. A música tema do filme piora ainda mais a situação. Ela é simplesmente a música mais triste que eu já ouvi na vida! Faz qualquer um odiar a raça humana. Em uma palavra: ImagineByJohnLennon


Marcos Antonio
Júnia
Direção:

Direção:
10
Roteiro:

Roteiro:
10
Fotografia:

Fotografia:
10
Trilha Sonora:

Trilha Sonora:
10
Efeitos Visuais:

Efeitos Visuais:
10
Caracterização:

Caracterização:
10
Nota Geral:

Nota Geral:
10