domingo, 31 de julho de 2011

Gangues de Nova York/Gangs of New York



Sinopse: Em plena Nova York de 1840, o jovem Amsterdam (Leonardo DiCaprio) busca se vingar de William "The Butcher" Cutting (Daniel Day-Lewis), o assassino de seu pai (Liam Neeson), que era o líder da gangue Dead Rabbits. Em sua jornada Amsterdam acaba se tornando amigo e homem de confiança de William, apaixonando-se também por Jenny Everdane (Cameron Diaz), uma bela jovem que é integrante de uma gangue rival.

Júnia:

Pra quem espera uma aula de história sobre a formação socio-cultural americana, afirmo, este não é o filme certo para assistir. O digníssimo, aclamadíssimo e fabuloso diretor Martin Scorsese não teve nem de perto a intenção de fazer um filme que fosse fiel à história americana. Com uma boa dose de batalhas sangrentas e usando apenas como pano de fundo a Guerra Civil Americana, Scorsese mostrou-se inspiradíssimo ao dirigir o filme: sequências fantásticas de luta, direção de arte impecável e caracterização digna de Oscar. Scorsese ganha pontos ainda por explorar de forma muito inteligente o fato de que, no final das contas, o filme não tem vilão nem mocinho e ele soube 'brincar' com isso de forma muito astuta. 

Daniel Day-Lewis é, ANOS LUZ À FRENTE, o nome do filme. Não deu pra mais ninguém. Nem Leonardo DiCaprio (fraco), nem Cameron Diaz (mais fraca ainda). Foi Day-Lewis durante todos os longos 164 minutos de duração. De aplaudir de pé. Indicado ao Oscar de Melhor Ator, mas não teve jeito: já era de se esperar que Adrien Brody ganhasse nessa categoria por sua atuação em 'O Pianista'. 

Tudo bem, quanto ao Leonardo DiCaprio devo admitir que pelo menos no quesito 'sotaque' ele me surpreendeu. Quando eu li a sinopse e vi que ele interpretava um irlandês, já tinha me preparado para o pior. Fato engraçado: numa das cenas que DiCaprio e Day-Lewis lutam, DiCaprio 'acidentalmente' quebrou o nariz do Day-Lewis. Agora me contem como que se quebra o nariz de alguém 'acidentalmente'? 

Esse é o primeiro (e o mais fraquinho) de 4 filmes em que Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio trabalham juntos. Os outros foram "O Aviador" (2004), "Os Infiltrados" (2006) e "Ilha do Medo" (2010). Interessante como ficou exatamente na ordem do pior para o melhor, né?

O filme recebeu ainda a indicação aos Oscars de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Som, Melhor Edição, Melhor Figurino, Melhor Direção de Arte e Melhor Canção Original (e que CANÇÃO. U2 - The Hands That Built America. SENSACIONAL)... O pior é que não ganhou NENHUMA estatueta. Nem umazinha! Merecia ter ganho pelo menos por Melhor Direção de Arte e Melhor Canção Original, né? Fala sério! Nesse ano em que concorreu, o Oscar de Melhor Canção Original foi pro Eminem! ¬¬ prefiro me abster de maiores comentários. Em uma palavra: FicouNoQuase


Avaliação da Equipe:

Marcos Antonio
Júnia
Direção:

Direção:
9,5
Roteiro:

Roteiro:
8,0
Fotografia:

Fotografia:
8,5
Trilha Sonora:

Trilha Sonora:
9,5
Efeitos Visuais:

Efeitos Visuais:
9,0
Caracterização:

Caracterização:
10,0
Nota Geral:

Nota Geral:
8,5

Uma Escola Muito Louca/Soul Man

Sinopse: Mark (C. Thomas Howell) consegue entrar para a Faculdade de Direito de Harvard, umas das mais prestigiadas universidades do país. No entanto, seu pai (James Sikking) decide, aconselhado por seu psiquiatra (Max Wright) não pagar por seus estudos. Sem saída, Mark resolve tomar pílulas de bronzeamento e consegue uma bolsa de estudos para estudantes negros.

Marcos Antonio:
Geralmente, eu evito tecer comentários sobre as sofríveis traduções dos títulos dos filmes. Porém, no caso de "Uma Escola Muito Louca", não dá pra deixar passar em branco, já que o título traduzido não tem nem a ver com o título original e muito menos com a história do filme. Mas, vamos lá! O filme é um clássico "Sessão da Tarde", muito leve, com uma história surreal e engraçada. O roteiro é bem original, sem rodeios, segue uma estrutura bem tradicional, mistura uma certa dose de humor com alguma dose de lição de moral. À primeira vista o filme parece meio bobo, mas acaba passando uma mensagem interessante sobre preconceito racial, sem tornar o tema cansativo. Steve Miner, diretor do filme, tem um jogo de câmeras interessante e que acrescentou bastante ao filme. A cena inicial, na minha opinião é a mais perfeita de todo o longa, porque o diretor consegue, sem usar qualquer palavra, descrever o personagem principal brilhantemente, sendo, as palavras, absolutamente desnecessárias. No geral, eu gostei do filme, embora tenha ficado bastante resistente em assistí-lo. Acho que o destaque principal fica, de fato, pela forma como trata a discriminação. Aliás, seria uma maneira brilhante de tratar o assunto com crianças e adolescentes nas escolas, por exemplo. Não é nenhuma grande produção com fotografia perfeita e uma trilha sonora impecável, mas é um filme gostoso de se ver. Uma comédia leve, descontraída e com uma lição de moral interessante por trás. Gostei.


Avaliação da Equipe:

Marcos Antonio
Júnia
Direção:
 7,5
Direção:

Roteiro:
 7,5
Roteiro:

Fotografia:
 5,0
Fotografia:

Trilha Sonora:
 7,0
Trilha Sonora:

Efeitos Visuais:
 -
Efeitos Visuais:

Caracterização:
 6,5
Caracterização:

Nota Geral:
 6.7
Nota Geral:

Seven - Os Sete Crimes Capitais/Se7en




Sinopse: Dois policiais, um jovem e impetuoso (Brad Pitt) e o outro maduro e prestes a se aposentar (Morgan Freeman), são encarregados de uma perigosa investigação: encontrar um serial killer que mata as pessoas seguindo a ordem dos sete pecados capitais.

Júnia:

Um suspense inigualável, com todos os quesitos necessários e mais: atuações fantásticas, direção excepcional e o final mais do que inesperado! Comecemos pelo diretor... Nada mais, nada menos que David Fincher! Ele é O cara. Carrega no seu currículo filmes como "Clube da Luta", "O Quarto do Pânico", "Zodíaco", "O Curioso Caso de Benjamin Button" e, por último e certamente não menos importante, "A Rede Social". Há.. Fraco, né? 

Fincher conseguiu criar um suspense brilhante, sem clichês e sem exageros. "Se7en" é, sem dúvida, até hoje o representante mais forte de seu subgênero cinematográfico (mais de 15 anos depois de seu lançamento). Outro ponto interessante do filme é que o ato em si dos assassinatos não são incluídos. O que é mostrado é sempre o resultado do ato. Isso incentiva mais ainda a imaginação do espectador sem que o filme se torne mais violento e perturbador do que já é. 

Agora, roteiro. O maior triunfo do roteiro é a imprevisibilidade. Não há quem imagine o que acontecerá na próxima cena. É de ficar tenso o filme inteiro.

As atuações também foram destaque no longa. Brad Pitt e Morgan Freeman formaram uma dupla diferenciada, completamente oposta e mesmo assim muito equilibrada. Agora quem rouba a cena é Kevin Spacey. O cara é um psicopata doentio por natureza, só pode. Eu tenho medo do Spacey até hoje por causa desse vilão. Inteligente, frio e bizarro! Conta ainda como uma participação rápida e apagadinha da Gwyneth Paltrow, sem muita relevância.

Quanto aos aspectos técnicos, impecáveis: iluminação, fotografia e trilha sonora são impecáveis. A história é pesada, não é pra qualquer um. Mas é um 'must-see' pra quem curte o gênero. Meu favorito. Recomendo! 

Em uma palavra: PerturbadoramenteBrilhante

Avaliação da Equipe:

Marcos Antonio
Júnia
Direção:

Direção:
10,0
Roteiro:

Roteiro:
10,0
Fotografia:

Fotografia:
9,0
Trilha Sonora:

Trilha Sonora:
8,5
Efeitos Visuais:

Efeitos Visuais:
9,0
Caracterização:

Caracterização:
8,5
Nota Geral:

Nota Geral:
10,0

High School Musical


Sinopse: Troy Bolton (Zac Efron) é um garoto popular, enquanto que Gabriella Montez (Vanessa Anne Hudgens) é uma jovem estudiosa. Durante as férias eles descobrem, em um concurso de karaokê, que são apaixonados pelo canto e que possuem interesse um no outro. Eles se reencontram no início das aulas, já que por coincidência Gabriella foi matriculada exatamente na turma de Troy. Quando as audições para o musical da escola têm início eles voltam a se encontrar, desta vez por uma batalha pelos papéis principais da produção.

Marcos Antonio:
CALMA! Não feche a página do blog ainda! Eu tenho plena consciência de que algumas pessoas vão querer fechar o blog e não voltar nunca mais depois de ver uma crítica de "High School Musical" aqui. Tenha paciência. Nosso blog é democrático e, por isso, as pessoas vão encontrar aqui de "High School Musical" a "Cantando na Chuva", passando por "Grease". Bom, vamos lá. Há quem cometa a heresia de comparar "HSM" com "Grease". Sim. Eu vi pessoas falando em outros sites que desde "Grease" não se fazia um musical adolescente tão bom. Guardadas as semelhanças, que até existem, eu acho um absurdo compará-los. Pra começar, "HSM" é um filme adolescente pra adolescentes de, no máximo, uns 16 anos. A história é leve, bem humorada, cheia de números musicais, um excelente filme do tipo "Temperatura Máxima", pra passar domingo, quando a família toda está reunida na sala. O roteiro é excessivamente clichê e os personagens mais ainda. Aliás, vale ressaltar que "HSM" é um festival de péssimas interpretações. Zac Efron e Vanessa Hudgens estão terríveis! Já Ashley Tisdale e Lucas Grabeel são o destaque no quesito "atuações". Os dois vivem a dupla caricata de vilões e, apesar de bem caricatos, eles dão o tom certo aos personagens e são, de longe, as melhores interpretações do filme. A trilha sonora é muito boa. As músicas foram muito bem escolhidas e passam por todo tipo de ritmo, o que dá ao filme uma cadência muito boa. A fotografia não tem nenhum grande destaque. Por último, mas não menos importantes, os números musicais. Sim, são bons. À exceção de Zac Efron, o elenco canta bem e os números musicais foram muito bem dirigidos. Na minha opinião, há excessos de coreografia. Eu acho que um número de dança mais natural tem seu valor e "HSM" abusa de passos certinhos com todo mundo dançando igual. Nisso, definitivamente eles são perfeitos, mas eu continuo preferindo passos mais naturais e um elenco mais livre na hora dos números de dança. Um bom filme pra criançada.

Avaliação da Equipe:

Marcos Antonio
Júnia
Direção:
 5,5
Direção:

Roteiro:
 3,5
Roteiro:

Fotografia:
 5,0
Fotografia:

Trilha Sonora:
 6,0
Trilha Sonora:

Efeitos Visuais:
 -
Efeitos Visuais:

Caracterização:
 6,0
Caracterização:

Nota Geral:
 5,2
Nota Geral:

Projeto 1001: Duro de Matar/Die Hard


Sinopse: O policial John McClane (Bruce Willis) voa para Los Angeles na véspera de Natal para encontrar-se com sua família. Chegando no prédio da Nakatomi para uma festa com sua esposa (Bonnie Bedella), terroristas tomam o lugar e fazem todo mundo de refém. Cabe a McClane, um simples policial, tentar acabar com a ameaça terrorista. 

Marcos Antonio:
Considerada a pior fase do cinema, a década de 80 está para os críticos de cinema assim como estava a Idade Média para os Iluministas. E foi exatamente nesse período que surgiu nas telonas Bruce Willis e seu anti-herói (com um quê de McGyver), John McClane. Willis interpreta um policial de Nova York que está em LA para passar o Natal com a família, mas, ao estar no lugar errado e na hora errada, se vê lutando sozinho contra um exército de terroristas. Eu gostei. Pra quem procura um bom filme de ação, cheio de tiros, explosões e um cara que consegue, sozinho, salvar o mundo, "Duro de Matar" é uma excelente pedida. O longa conta com efeitos visuais e sonoros grandiosos e extremamente bem feitos. Aliás, tais efeitos renderam ao filme algumas de suas indicações ao Oscar®. O roteiro é muito simples e bem tradicional, tem começo, meio e fim, não recorre a flashbacks e a nenhum recurso não-linear. Atuações excelentes! Willis parece ter sido feito para viver um anti-herói desbocado, mal educado, fumante e irônico. O papel, inclusive, rendeu-lhe a fama, já que antes de John McClane, Willis era apenas um ator de um único seriado de TV bem sucedido - "A Gata e o Rato" e de um filme fracassado ("Encontro às Escuras"). Cabe destaque também para Alan Rickman, na pele do terrorista Hans Gruber. Sim, é bem verdade que os personagens são um tanto quanto unidimensionais e clichês e a história, embora tente mostrar um pouco mais além de ação, é bastante superficial. Mas, na minha opinião, tais aspectos não chegam a ser nenhum demérito. É um filme de ação que cumpre muito bem seu papel de filme de ação e ponto final. Cenas incríveis, uma certa dose de humor e muita, muita ação. Vale a pena assistir!

Faltam 966 filmes.

Avaliação da Equipe:

Marcos Antonio
Júnia
Direção:
 8,5
Direção:

Roteiro:
 7,9
Roteiro:

Fotografia:
 9,0
Fotografia:

Trilha Sonora:
 7,5
Trilha Sonora:

Efeitos Visuais:
 9,5
Efeitos Visuais:

Caracterização:
 8,5
Caracterização:

Nota Geral:
 8,5
Nota Geral: