Sinopse: Em plena Nova York de 1840, o jovem Amsterdam (Leonardo DiCaprio) busca se vingar de William "The Butcher" Cutting (Daniel Day-Lewis), o assassino de seu pai (Liam Neeson), que era o líder da gangue Dead Rabbits. Em sua jornada Amsterdam acaba se tornando amigo e homem de confiança de William, apaixonando-se também por Jenny Everdane (Cameron Diaz), uma bela jovem que é integrante de uma gangue rival.
Júnia:
Pra quem espera uma aula de história sobre a formação socio-cultural americana, afirmo, este não é o filme certo para assistir. O digníssimo, aclamadíssimo e fabuloso diretor Martin Scorsese não teve nem de perto a intenção de fazer um filme que fosse fiel à história americana. Com uma boa dose de batalhas sangrentas e usando apenas como pano de fundo a Guerra Civil Americana, Scorsese mostrou-se inspiradíssimo ao dirigir o filme: sequências fantásticas de luta, direção de arte impecável e caracterização digna de Oscar. Scorsese ganha pontos ainda por explorar de forma muito inteligente o fato de que, no final das contas, o filme não tem vilão nem mocinho e ele soube 'brincar' com isso de forma muito astuta.
Daniel Day-Lewis é, ANOS LUZ À FRENTE, o nome do filme. Não deu pra mais ninguém. Nem Leonardo DiCaprio (fraco), nem Cameron Diaz (mais fraca ainda). Foi Day-Lewis durante todos os longos 164 minutos de duração. De aplaudir de pé. Indicado ao Oscar de Melhor Ator, mas não teve jeito: já era de se esperar que Adrien Brody ganhasse nessa categoria por sua atuação em 'O Pianista'.
Tudo bem, quanto ao Leonardo DiCaprio devo admitir que pelo menos no quesito 'sotaque' ele me surpreendeu. Quando eu li a sinopse e vi que ele interpretava um irlandês, já tinha me preparado para o pior. Fato engraçado: numa das cenas que DiCaprio e Day-Lewis lutam, DiCaprio 'acidentalmente' quebrou o nariz do Day-Lewis. Agora me contem como que se quebra o nariz de alguém 'acidentalmente'?
Esse é o primeiro (e o mais fraquinho) de 4 filmes em que Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio trabalham juntos. Os outros foram "O Aviador" (2004), "Os Infiltrados" (2006) e "Ilha do Medo" (2010). Interessante como ficou exatamente na ordem do pior para o melhor, né?
O filme recebeu ainda a indicação aos Oscars de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Som, Melhor Edição, Melhor Figurino, Melhor Direção de Arte e Melhor Canção Original (e que CANÇÃO. U2 - The Hands That Built America. SENSACIONAL)... O pior é que não ganhou NENHUMA estatueta. Nem umazinha! Merecia ter ganho pelo menos por Melhor Direção de Arte e Melhor Canção Original, né? Fala sério! Nesse ano em que concorreu, o Oscar de Melhor Canção Original foi pro Eminem! ¬¬ prefiro me abster de maiores comentários. Em uma palavra: FicouNoQuase
Avaliação da Equipe:
Marcos Antonio
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Júnia
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Direção:
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Direção:
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9,5
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Roteiro:
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Roteiro:
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8,0
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Fotografia:
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Fotografia:
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8,5
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Trilha Sonora:
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Trilha Sonora:
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9,5
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Efeitos Visuais:
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Efeitos Visuais:
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9,0
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Caracterização:
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Caracterização:
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10,0
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Nota Geral:
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Nota Geral:
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8,5
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