sexta-feira, 29 de junho de 2012

12 Homens e Uma Sentença/12 Angry Men (1957)


Sinopse: Doze jurados devem decidir se um homem é culpado ou não de um assassinato, sob pena de morte. Onze têm plena certeza que ele é culpado, enquanto um não acredita em sua inocência, mas também não o acha culpado. Decidido a analisar novamente os fatos do caso, o jurado número 8 não deve enfrentar apenas as dificuldades de interpretação dos fatos para achar a inocência do réu, mas também a má vontade e os rancores dos outros jurados.
Em 1957, quando o filme de Sidney Lumet (Um Dia de Cão, Rede de Intrigas) estreou, o jornalista e crítico cinematográfico A. H. Weiler publicou no New York Times a seguinte frase: “Embora as câmeras já tenham sido focadas em jurados anteriormente, é difícil lembrar um registro mais contundente e revelador do que o visto em 12 Angry Men”.
De lá pra cá, inúmeros outros filmes foram lançados com a mesma idéia de explorar a decisão que incide sobre os ombros dos jurados. No entanto, a afirmação de Weiler continua válida.
Escrito de forma brilhante por Reginald Rose, e posto em execução de forma surpreendente por Lumet, que escolheu compor 99% das cenas do filme apenas com a sala dos jurados. No entanto, o drama torna-se tão convincente que alcança muito além dos estreitos limites de sua composição cinematográfica.
O que faz desse filme tão profundo, sensível e, por muitas vezes, chocante? A idéia de que aqueles doze homens estão longe de serem deuses, homens bons ou perfeitos. Eles são homens comuns e à beira de decidir entre a vida e a morte de outro homem comum como eles.
Para os estudantes de Direito, como nós do We Like to MOVIE it¸o filme é um must-see. Explora idéias que vimos muito na teoria e que aqui são postas literalmente em prática, são postas à prova. Idéias como “in dubio pro reo”, “onus probandi”, além de criticar de forma bastante capciosa o uso de defensores públicos em casos como o abordado.
De acordo com o próprio roteiro de Rose, cada um dos 12 jurados tem papel fundamental na trama, o que foi capturado de forma minuciosa por Lumet. O filme torna-se mais envolvente ainda por descrever a vida miserável que o réu levava junto com seu pai, vítima do homicídio. Preconceitos surgem entre os jurados e são debatidos arduamente.
Henry Fonda atua de maneira fantástica e consistente durante todo o longa ao interpretar o único jurado que, desde o começo, duvidou de todas as provas expostas pela acusação em conjunto com as testemunhas. Outra atuação que ganhou destaque foi a de Lee J. Cobbs como o homem vingativo e pai torturado pela memória de um filho que se rebelou contra suas regras e não o vê há dois anos.
Apesar do meu lado feminista se revoltar um pouco com a ausência de mulheres tanto na frente quanto atrás das câmeras, a carga emocional foi construída na medida exata, sem exageros e sem faltas. Os 12 homens ao lado de Rose e Lumet deram um verdadeiro show. E como disse Weiler há 55 anos atrás: Seus dramas são poderosos e provocativos o suficiente para manter qualquer espectador fascinado.


Marcos Antonio
Júnia
Direção:
Direção:
8,5
Roteiro:
Roteiro:
9,5
Fotografia:
Fotografia:
7,0
Trilha Sonora:
Trilha Sonora:
7,0
Efeitos Visuais:
Efeitos Visuais:
-
Caracterização:
Caracterização:
8,5
Nota Geral:
Nota Geral:
8,5
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