terça-feira, 24 de julho de 2012

ESPECIAL BATMAN: Tim Burton (parte 1)



12 anos. 7 filmes. 4 protagonistas diferentes. 3 diretores.

A franquia "Batman" movimentou milhões pelo mundo e vem causando verdadeiro frissón entre os fãs da série. Nos Estados Unidos, o mais novo filme da franquia estreou na última sexta-feira. No Brasil, a estreia será no próximo dia 27 (sexta-feira). 

Mas com tantos diretores, tantos atores diferentes interpretando o mesmo personagem e tantas tramas, quem se saiu melhor? Tim Burton? Joel Schumacher? Christopher Nolan?




Para responder a tais questionamentos, nós resolvemos assistir a todos os filmes da série e fazer uma comparação. O resultado? Um Especial em três partes que começa hoje com os dois primeiros filmes da saga, ambos dirigidos por Tim Burton. Amanhã comentaremos os filmes sob direção de Joel Schumacher, culminando, na sexta-feira, com a crítica dos 2 primeiros filmes de Christopher Nolan mais a crítica de "O Cavaleiro das Trevas Ressurge", o novo longa da franquia.

Batman (1989):
O longa levou um Oscar de Melhor Direção de Arte que, de fato, foi bastante merecido. No entanto, apesar dos US$410.000.000,00 arrecadados em todo o mundo, "Batman" não é lá grandes coisas. Na verdade, deve-se toda a arrecadação muito mais pela fortuna gasta para a promoção e execução do filme do que por qualquer outra coisa.

Tim Burton foi a escolha para assumir a direção, Danny Elfman assumiu a Trilha Sonora e Michael Keaton interpreta o homem-morcego. Vamos combinar que a escolha foi um tanto quanto inesperada, já que Keaton é baixinho e feio pra caramba. Como arqui-inimigo de Batman temos o Coringa, brilhantemente interpretado por Jack Nicholson. Calma! Claro que o longa tem uma mocinha. A dama em questão é Kim Basinger que, considerando a enorme quantidade de vezes em que foi indicada ao "Framboesa de Ouro" (prêmio anti-Oscar, por assim dizer), dá pra ter uma noção da qualidade de sua interpretação, né?!


O roteiro é bem fraco, extremamente superficial e um tanto quanto lento. Pra um filme sobre um super-herói, as cenas de ação estão muito aquém do aceitável. Em contrapartida, apesar do roteiro fraco, a direção de Tim Burton acaba por salvar o filme. O tom sombrio característico dele está presente em cada cena e, por mais que a história seja desinteressante, o espectador acaba vidrado pela direção de câmera absurdamente inteligente. No entanto, na minha opinião, o grande diferencial fica por conta da trilha sonora: PERFEITA!


Batman - O Retorno (1992):

O segundo filme da franquia, embora tenha arrecadado bem menos do que o anterior, na minha opinião, foi muito melhor explorado.


O roteiro fica mais interessante e bem menos entendiante com o aparecimento da figura da "Mulher-Gato", interpretada por Michelle Pfeiffer. Aliás, uma das minhas cenas preferidas está nesse filme. A cena é parte da sequência da transformação de Celina Kyle em "Mulher-Gato". Depois de confeccionar toda a sua vestimenta, ela entra em seu quarto, que tem um letreiro de neon rosa escrito "Hello There" e quebra algumas letras. Quando ela para diante da janela, o plano é ampliado e é aí que percebemos, logo atrás dela, que o letreiro se transforma na frase "Hell Here". Pode parecer uma coisa boba, mas eu achei tão inteligente. É um pequeno detalhe, que a maioria sequer percebe, mas que resume de uma maneira muito legal a transformação da personagem.


Michael Keaton permanece como Batman, mas o grande vilão "Coringa" dá lugar a outro vilão, bem mais nojento, diga-se de passagem: Pinguim, interpretado por Denny DeVito. Vale dizer que a caracterização do Pinguim foi extremamente bem feita. Que maquiagem! Aliás, o longa concorreu ao Oscar nesta categoria.


Embora haja bem menos ação do que o esperado, o enredo fica bem mais interessante e com muito mais suspense, tensão e efeitos especiais. Aliás, foi exatamente por causa do segundo filme que eu decidi assistir a todos os outros e fazer a comparação.


Resumindo: Tim Burton não tem um roteiro forte em mãos, mas consegue fazer um filme "palatável", no caso do primeiro, e um bom filme, no segundo caso. A trilha sonora, ambas de Danny Elfman são o grande diferencial e foram extremamente bem boladas; é o tipo de trilha que entra no momento certo e que imprime uma marca registrada ao filme. Os filmes perdem em determinados aspectos, ganham em outros, mas de um modo geral o desempenho é satisfatório.
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