É minha gente, só um evento como o encerramento da Saga Crepúsculo pra nos tirar desse período de férias forçadas aqui do blog. Como é sabido, eu e Júnia estamos passando por um período enlouquecedor com os nossos compromissos estudantis e, por isso, o blog está sendo atualizado num prazo muito maior do que gostaríamos. Mas, se Deus quiser, a partir de dezembro voltaremos com força total.
Mas num é sobre a nossa atribulada vida que vcs querem que eu fale, né?! Então vamos ao que interessa: "Amanhecer - Parte 2", o tão esperado desfecho da Saga Crepúsculo.
O clã dos Cuellen está de volta com dois novos membros, a fofíssima Renesmée, fruto do amor de Bella e Edward, e a mais nova vampirona do pedaço: Trakinas Bella. Tudo está muito lindo, muito belo, até que eles descobrem que os Volturi estão a caminho por terem recebido uma denúncia de que os Cuellen estavam cuidando de uma "criança imortal", o que é um crime para os vampiros, visto que as crianças imortais foram transformadas em vampiros ainda crianças e, sem capacidade de aprender a esconder a nova identidade e de controlar a sede, devastam cidades inteiras colocando em risco a identidade dos vampiros. Os Cuellen buscam a ajuda de amigos vampiros no mundo todo e com a chegada dos Volturi, o confronto final acontece.
Eu confesso que fui positivamente surpreendido. Quem acompanha o blog, sabe que eu já li os livros e acho que os filmes não fazem justiça ao que está escrito. O elenco é fraco, o roteiro impreciso, mas, ainda assim, um bom entretenimento. Neste quarto filme, a mudança não é muito grande, mas, pela primeira vez, o roteiro de Melissa Rosenberg me agradou em alguma coisa.
É muita história pra contar, então, fatalmente, muitos pontos são explicados às pressas e muitos deles são sequer explicados. O roteiro é acelerado pra dar tempo de explorar a batalha que se aproxima. Uma medida arriscada, mas que, na minha opinião, deu certo. A trama se desenrola com rapidez e não dá muito tempo de causar sensações no público, mas quando a grande batalha chega, o público esquece qualquer coisa que a tenha precedido. Mais uma vez, Rosenberg explora o humor em algumas cenas de maneira não tão explícita, mas que arrancam boas risadas da plateia. Além disso, tem a clássica cena do Taylor Lautner tirando a roupa fazendo todas as menininhas e, provavelmente, até alguns menininhos, gritarem loucamente durante o filme.
A fotografia mantém o mesmo padrão, mas dessa vez achei que economizaram nos tons cinzentos com o objetivo de tornar a pacata Folks gélida. A neve continua lá e é um personagem importante no desenvolver da história, mas as paletas de cores estão bem mais claras e menos sombrias dessa vez. Além disso, capricharam nos planos abertos mostrando paisagens grandiosas.
O grande erro do longa, além da escalação do elenco, fica por conta da Renesmée feita por computação gráfica. Sim, a menina se desenvolve muito rápido por ser metade humana e metade vampira e, pra dar mais realidade à transformação, Bill Condon resolveu fazer a pequena por computação gráfica usando os traços reais de Mackenzie Foy, até que ela assumisse de vez a forma da atriz. A neném é super fofinha, mas a computação gráfica foi muito mal utilizada, ficando claro que aquela bebê não pertence a cena. Um verdadeiro retrocesso em termos de efeitos.
A trilha sonora, na minha opinião, resume-se a Christina Perri cantando "A Thousand Years". No restante das cenas é a mesma trilha dos outros filmes, sempre intercalada com as narrações em off de Bella.
Eu saí extasiado da sala do cinema e provavelmente voltarei pra rever o longa, mas, mais uma vez, é um bom filme de entretenimento, longe de ser um filme tão bem executado quanto um filme de verdade. O que o diferencia dos outros três é que há uma grande batalha no final, uma batalha que vai surpreender muita gente e que acaba por deixar todos os outros defeitos meio que irrelevantes.
Bella, antes sempre passiva e carente de proteção, assume uma postura na trama: defender o seu lar. Com isso, a personagem fica menos entendiante, sem contar na transformação de figurino e postura. Por ser vampira, a personagem tem que adquirir uma beleza fora do comum e uma outra postura corporal. A princípio, eu fiquei decepcionado com a transformação, pq achei que ela fosse ficar muuuito mais bonita, como descrito no livro. No entanto, em algumas tomadas, principalmente nas da batalha, ela está realmente linda.
O elenco conta com uma enormidade de coadjuvantes, mas nenhum acréscimo substancial. Da mesma forma que acontece nos outros 3 longas, a direção capricha nos close-ups do elenco, mostrando que os atores são muito maiores que os personagens e do que a própria história, o que não é nenhuma novidade pra quem já viu todos os filmes. Com o acréscimo de coadjuvantes, vários outros vampiros são adicionados à trama, dando a ela um toque X-Men aos vampiros, já que os poderes deles não se resumem mais a prever o futuro ou escutar pensamentos, agora temos vampiros que manipulam visões, emitem descargas elétricas, paralisam os sentidos e muito mais.
Stephenie Meyer encerra a sua franquia exaltando, mais uma vez, não as mulheres independentes, mas as mulheres que encontram sua razão de viver em alguém: antes no amado, agora no fruto desse amor. De todo jeito, eu acho que foi um bom final comparado ao que já vínhamos vendo ao longo dos 4 anos que a série está no ar. Dá até uma arrepiada quando todos os atores que fizeram parte da franquia surgem na tela um a um; uma espécie esquisita de saudosismo por um filme que nem está entre os seus preferidos.
Pra quem é fã de carteirinha da saga, acredito que seja um desfecho inacreditável. Pra mim, foi um jeito digno de encerrar a história.
