sábado, 31 de março de 2012

Amizade Colorida/Friends with benefits (2011)


Ai, a incessante tentativa de dar nova roupagem a um gênero que há muito já não é mais o mesmo.

É impossível não iniciar qualquer crítica que se faça ao longa comparando-o com "Sexo sem compromisso", protagonizado por Natalie Portman e Ashton Kutcher. A temática é basicamente a mesma: pessoas cansadas dos fracassos de seus relacionamentos passados resolvem estabelecer relacionamento puramente sexual e, por fim, aquele relacionamento absolutamente carnal acaba por tornar-se o bom e velho amor, mas não sem antes haver um mal entendido entre o casal fazendo com que eles se separem até o "grand finale".

Não preciso me preocupar com spoilers, já que o roteiro é tão previsível que dispensa qualquer tentativa de fazê-lo.

O roteiro, como não me canso de dizer, é absurdamente previsível. Mila Kunis vive Jamie, uma headhunter que convence Dylan (Justin Timberlake) a trocar seu blog de sucesso em Los Angeles pela Diretoria de Arte de uma grande revista em Nova York. A relação profissional torna-se uma grande amizade que, por sua vez, converte-se numa relação puramente sexual até que eles se descobrem apaixonados um pelo outro.

O trailer é sensacional, deixa qualquer um morrendo de vontade de ver o filme. No entanto, a trama não é tão eficiente quanto o trailer e acabou me deixando um tanto quando decepcionado.

A química entre o casal principal funciona, Kunis e Timberlake deixam transparecer em cena a amizade que rola fora dela, mas os pontos positivos param por aí. O roteiro, apesar de tentar ser cômico, é um suplício. Eu tentei e tentei e tentei rir das cenas tanto quanto ri do trailer, mas não consegui. A trama é praticamente a mesma do filme protagonizado por Portman e Kutcher, o que joga por terra qualquer tentativa de reinvenção do gênero.

A proposta inicial que era fugir dos clichês tradicionais das comédias românticas é até interessante, mas, em sua segunda metade o longa acaba desconstruindo tudo o que havia feito e termina perdido nos clichês dos quais queria fugir. Falta originalidade, comicidade e conteúdo. Gente, num é porque é uma comédia romântica que o filme tem que ser absurdamente raso.

A tentativa de Will Gluck de inovar num gênero já deveras batido acaba por reforçar um outro clichê, o das comédias românticas que tentam, inutilmente, se livrar dos clichês das comédias românticas.

Marcos Antonio
Júnia
Direção:
3,0
Direção:

Roteiro:
2,1
Roteiro:

Fotografia:
5,0
Fotografia:

Trilha Sonora:
5,0
Trilha Sonora:

Efeitos Visuais:
-
Efeitos Visuais:

Caracterização:
5,0
Caracterização:

Nota Geral:
4,0
Nota Geral:

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