Júnia:
Jane Austen, escritora inglesa que viveu entre 1775 e 1817 em Hampshire. Vinda de uma família que pertencia a burguesia agrária britânica, Jane utilizou sua situação e ambiente como fonte de inspiração para os seus romance e, com pitadas de ironia, retratou a sociedade da época.
Seu mais conhecido romance, 'Orgulho e Preconceito', foi eleito pelos súditos da Rainha o segundo livro mais importante de sua literatura, atrás apenas de 'O Senhor dos Anéis'! Ele narra a maneira com que a personagem Elizabeth Bennet lida com os problemas relacionados à educação, cultura, moral e casamento na sociedade aristocrática do início do século XIX, na Inglaterra. Elizabeth é a segunda de 5 filhas de um proprietário rural na cidade fictícia de Meryton, em Hertfordshire, não muito longe de Londres.
O romance foi adaptado para os cinemas pela primeira vez em 1940 e, novamente, em 2005. A versão de 1940 contou com a atuação de Greer Garson no papel de Elizabeth e Laurence Olivier (queixinho lindo furado) como Mr Darcy e sofreu fortes críticas por não ter sido fiel ao livro. Houve críticas também quanto ao vestuário, que tinha mais o estilo dos anos 1820 e 1830 do que da época em que o romance ocorreu, no período da Regência.Já a adaptação de 2005 foi muito mais bem sucedida. Contando com um elenco cativante com os nomes Keira Knightley e o charmosíssimo Matthew Macfadyen, o diretor Joe Wright ('Desejo e Reparação' e 'O Solista') alcançou reconhecimento e a indicação a 4 Oscars.
Com uma fotografia impecável e vestuário que reproduziam fielmente a realidade da época, Joe Wright fez o fãs de Austen vibrarem quando viram sua imaginação diante deles numa tela de cinema. Infelizmente para nós, fãs do livro, 2 horas foram pouco demais para revelar aquela Lydia fútil e petulante que nós fez morrer de raiva durante o livro, aquele Mr Wickham cínico e mesquinho ou ainda aquela Mrs Bennet que realmente nos dava nos nervos. E como explicar os encontros e desencontros de Mr Darcy e Elizabeth em apenas 120 minutos?
A tentativa foi digna e acertou em alguns pontos como, por exemplo, a beleza de Jane Bennet, a chatice e aversão social de Mary Bennet e, ainda, a mania de superioridade de Lady Catherine. Os diálogos foram reproduzidos de forma a seguir o romance. É muito interessante ver como o diretor brincou com os diálogos e a disposição que escolheu para colocá-los no decorrer de cada cena. No entanto, o maior acerto, sem sombra de dúvidas, foi quanto à fotografia e a caracterização. A casa dos Darcy em Pemberley é exatamente como se imagina ao ler o livro. Sensacional!
O filme é apaixonante... mais ainda, para os que leram o livro. Wright conseguiu exteriorizar de forma brilhante o nosso sonho de Mr Darcy em um ator e nos deixou suspirando por um homem falho, imperfeito e orgulhoso. Fala sério, quem não quer um Mr Darcy de presente de Natal? Eu já encomendei o meu pro Papai Noel.
Pedido meio impossível, né? Se você não tem tanta fé assim de que o Papai Noel vai te dar um presente desses por você ter sido uma boa menina esse ano, facilita o trabalho do velhinho e pede o livro! Ele custa R$12,90 na Saraiva, numa coleção chamada Saraiva de Bolso. Vale muito a pena ter esse romance na estante pra um daqueles dias em que nenhum homem é perfeito o bastante pra você quanto o nosso querido Mr Darcy.
Em uma Palavra: NasciNaÉpocaErrada
Marcos Antonio | Júnia | ||
Direção: | Direção: | 7,5 | |
Roteiro: | Roteiro: | 9,0 | |
Fotografia: | Fotografia: | 9,5 | |
Trilha Sonora: | Trilha Sonora: | 7,5 | |
Efeitos Visuais: | Efeitos Visuais: | 8,0 | |
Caracterização: | Caracterização: | 9,5 | |
Nota Geral: | Nota Geral: | 8,0 | |
