O perdão de uma viúva. O remorso de um assassino. "Pacto de Silêncio" é a história real de um crime chocante e um impressionante pacto resultante dele. Katy e Bob vivem uma vida perfeita numa cidade pequena dos Estados Unidos. Ele é um advogado respeitado e um triatleta renomado. Ela, mãe de gêmeos. É véspera de Ano Novo e os adolescente da cidade reúnem-se em uma mega festa na casa ao lado, regada a bebidas e drogas. Bob, como bom vizinho, vai até lá para acalmar as coisas. Um confronto ocorre. Bob é assassinado.
Eu nunca tinha ouvido falar do filme, estava sem sono, sem mais o que fazer e acabei resolvendo assisti-lo. Mais porque vi que a estrela do longa era Kim Raver, do que pela sinopse.
Kim vive uma mulher que se descobre viúva em plena noite de Ano Novo. Mãe de gêmeos, ela resolve mover céus e terra pra ter revelado o nome do assassino de seu marido. O grande problema é que ele foi assassinado numa festa cheia de adolescentes que simplesmente resolvem se calar para não revelar o que de fato aconteceu na fatídica noite. Diante disso, a cidade se divide entre os que são contra e os que são a favor das atitudes da bela viúva.
Sabe aqueles filmes que têm tudo pra ser excelente, mas acabam decepcionando? Pois é, é esse o caso.
Eu acompanho o trabalho da Kim já há alguns anos. Foram seis temporadas de "Third Watch", três em "24 horas" e agora ela já caminha para a sua terceira temporada em "Grey's Anatomy". Eu acho que Katy é exatamente o tipo de personagem que ela sabe defender como ninguém: uma mulher linda, forte e que tem que enfrentar o mundo por algum motivo. Foi assim com a Kim de "Third Watch", a Audrey de "24 horas" e até com a Dr. Altman em "Grey's Anatomy". Katy é o tipo de personagem que cairia como uma luva em Kim Raver, não fosse pelo roteiro que deixou, de certo modo, parecer que ela simplesmente não se encaixava.
A história tem tudo pra dar certo: muito drama cercado de muito suspense. No entanto, não convence. Nem drama e nem suspense são bem explorados no longa.
A trilha sonora não é ruim, a fotografia é normal: enquadramentos comuns, câmera estática, nada de inovador. Ainda assim, com um bom roteiro, a trama poderia ir longe, mas não é o caso. A história interessa, mas não prende nem o espectador chegando num drama e nem o chegado num suspense. Fica tudo muito superficial, não envolve o público como poderia envolver. Uma pena... De verdade!
Marcos Antonio | Júnia | ||
Direção: | 4,3 | Direção: | |
Roteiro: | 2,0 | Roteiro: | |
Fotografia: | 5,2 | Fotografia: | |
Trilha Sonora: | 5,4 | Trilha Sonora: | |
Efeitos Visuais: | - | Efeitos Visuais: | |
Caracterização: | 5,0 | Caracterização: | |
Nota Geral: | 4,4 | Nota Geral: | |
