A composição de uma cena é de extrema importância no produto final de um filme, assim como a narrativa, a atuação e o contexto. Cada ângulo utilizado pela câmera, cada iluminação escolhida, cada objeto que compõe a cena: tudo deve ser exaustivamente levado em consideração para que o espectador consiga captar sem confusão a ideia que se pretende passar.
A primeira coisa a ser considerada na composição de cena é que o quadro é essencialmente bidimensional. Por ter essa característica, ele é definido por dois eixos: o eixo x e o eixo y. Existe ainda o eixo z, que indica a profundidade de um quadro, como vocês podem ver a seguir:
O eixo x e o y são facilmente visualizados. São eles que dão maior movimento à cena; seja o movimento horizontal (eixo x) ou o movimento vertical (eixo y). Ao explorar o eixo z (enfatizando ou atenuando), os cineastas compõem suas cenas de forma a superar o achatamento inerente do quadro e torná-lo mais verossímil, como nos exemplos abaixo:
1- Ênfase no eixo x (horizontal)
2 - Ênfase no eixo y (vertical)
3 - Ênfase no eixo z (profundidade)
Curtiram? Fiquem ligados nos próximos posts para aprender mais sobre linguagens e técnicas cinematográficas.
Fonte: O olhar do Cineasta,
de Gustavo Mercado
Editora Elsevier.
Editora Elsevier.
Tradução por Edson Furmankiewicz



