Sinopse: Na cidade de Veneza, no século XVI, Bassanio (Joseph Fiennes) pede a Antonio (Jeremy Irons) o empréstimo de três mil ducados para que possa cortejar Portia (Lynn Collins), herdeira do rico Belmont. Antonio é rico, mas todo seu dinheiro está comprometido em empreendimentos no exterior. Assim ele recorre ao judeu Shylock (Al Pacino), que vinha esperando uma oportunidade para se vingar de Antonio. O agiota impõe uma condição: se o empréstimo não for pago em três meses, Antonio dará um pedaço de sua própria carne a Shylock.
Júnia:
De longe, o filme mais reconhecido do diretor Michael Radford foi baseado na peça teatral de (nada mais, nada menos que) Shakespeare. E, por se tratar de um texto shakespeareano, o espectador deve esperar diálogos complexos, longos e repletos de muito drama.
Assim como nunca (quase nunca*) se erra ao escolher Shakespeare, nunca se erra também ao recrutar Al Pacino e Jeremy Irons... Os dois estão sensacionais em seus papéis. É ótimo vê-los contracenando! Destaque para a cena do julgamento. Al Pacino, que interpreta o judeu Shylock, é para se aplaudir de pé! Menção mais que honrosa para a cena em que ele compara judeus e cristãos para provar que, na verdade, todos estão à mercê dos mesmos sentimentos, emoções e vontades. SENSACIONAL!
Para quem não reconheceu, a atriz que faz o papel da Portia é a Lynn Collins, a namoradinha do Logan em X-men Origens: Wolverine. Atuação razoável. Nada tão excepcional quanto a beleza dela (eu acho ela linda).
Pros que estranharam a quantidade de mulheres (que fazem o papel de prostitutas, no filme) com o peito de fora, vai aí a explicação pra isso: Nessa época, em Veneza, foi criada uma lei que dizia que todas as prostitutas deveriam andar com os seios de fora. Motivo? Eles acreditavam que isso era uma forma de 'controlar' o aumento do nível da homossexualidade entre os homens.... incentivando a 'imaginação' masculina, digamos assim (BIZARRO). O filme escolheu ser fiel a esse aspecto da história também.
Falando em relacionamento homossexual... vale lembrar que no livro Shakespeare deixa o suposto relacionamento entre Bassanio e Antonio bem ambíguo. Já no filme, Radford optou por deixar bem explícito, até com uma pitadinha de ciúmes por parte da Portia.
Aspectos técnicos... Trilha sonora mediana. Em certas cenas ela é marcante e muito bem colocada... mas em outras, nem tanto. Caracterização boa. Conta com figurinos super bem feitos e que retratam bem a época e o lugar abordados pela trama. Fotografia, pouco explorada. Por ter sido filmado em Veneza mesmo, achei que poderiam ter explorado melhor esse fato.
Pra quem é fã de Al Pacino, favor não deixar de assistir esse filme.
Pra quem é fã de Shakespeare, favor assistir HOJE mesmo esse filme.
Pra quem é tarado por peitos, favor procurar terapia. Grata.
Em uma palavra: ALPACINO!!!!
*quase nunca - referência àquela porcaria de adaptação que fizeram de 'Romeu e Julieta' com a Claire Danes e o Leonardo DiCaprio.
Marcos Antonio | Júnia | ||
Direção: | Direção: | 7,5 | |
Roteiro: | Roteiro: | 9,0 | |
Fotografia: | Fotografia: | 7,0 | |
Trilha Sonora: | Trilha Sonora: | 7,5 | |
Efeitos Visuais: | Efeitos Visuais: | - | |
Caracterização: | Caracterização: | 9,0 | |
Nota Geral: | Nota Geral: | 8,0 | |