Sinopse: Guido Contini (Daniel Day-Lewis) é um famoso diretor de cinema às voltas com a crise da meia idade, repleto de problemas pessoais e com déficit criativo. Homem de muitas mulheres, seu maior desafio é buscar o equilíbrio entra a esposa (Marion Cotillard), sua amante (Penélope Cruz), sua atriz/musa no cinema (Nicole Kidman), sua figurinista e confidente (Judi Dench), uma jornalista de moda (Kate Hudson), uma prostituta (Fergie) e sua própria mãe (Sophia Loren).
Marcos Antonio:
Digamos que "Nine" é um filme um tanto quanto complicado de se criticar. Explico. O longa tem uma série de pequenos detalhes que o tornam um bom musical, embora peque em um ou outro aspecto bastante relevante para se caracterizar um filme como um excelente musical. Complicado, né?! Mas vamos ver se me faço entender. Rob Marshall (Chicago) é diretor e roteirista do longa. Marshall é bailarino e isso, de certa forma, traz um ganho imenso pro filme, já que ele mesmo coreografou as músicas e na hora de gravar, ele "mete a mão na massa", sobe no palco e mostra aos atores exatamente como ele quer que a coreografia seja executada. O jogo de câmeras é impecável, a direção dos números é perfeita e a escalação do elenco é irretocável. Já o roteiro não é lá grandes coisas. O filme é, na verdade, uma releitura bastante fraca de "8½" de Frederico Fellini. Tudo o que Fellini trata poeticamente, Marshall trata com obviedade, o que acaba por prejudicar o roteiro. A fotografia é excelente e a caracterização perfeita. Além disso, os números musicais são quase mágicos, já que não se trata de atores que, de repente, passam a cantar no meio de uma frase. Não. Em "Nine", a maior parte dos musicais se passam na imaginação de Guido; o que dá espaço para trabalhar a fantasia e o figurino burlesco encantador. O elenco está maravilhoso, mas alguns se destacam bem mais que outros. Daniel Day-Lewis, um dos melhores atores da atualidade, demonstra claramente o esforço para a composição do personagem. Apesar das gritantes diferenças com o Guido de Marcello Mastroianni, acho que o ator trabalhou muito bem dentro daquilo que Marshall propunha para o personagem. Kate Hudson, na minha opinião, é o grande destaque feminino. A loira está LINDA e, apesar da pouca participação na história, seu número musical é, sem sombra de dúvidas, o melhor do filme. Não é à toa que foi o escolhido para a divulgação do longa. "Cinema Italiano" impregna no espectador de tal forma, que eu estou há pelo menos 4 dias cantando a música o tempo todo. Penélope Cruz, mais uma vez, se destaca ao compor com maestria uma mulher que une o cômico, o dramático e o sensual. Além de Marion Cotillard que está arrebatadora no papel de Luisa. As personagens de Nicole Kidman (lindíssima), Judi Dench (fortíssima), Sophia Loren (chiquérrima) e Fergie (surpreendente) acabam sendo acessórios do filme, embora o número "Be Italian", de Fergie, tenha sido um dos melhores. Roteiro fraco, mas números musicais que valem a pena, uma fotografia fantástica e interpretações belíssimas, embora nem todas tivessem sido necessárias ao filme. Não atende às expectativas de um público que se encantou com o trabalho feito em "Chicago", mas nem por isso chega a ser um péssimo musical. Gostei!
Marcos Antonio | Júnia | ||
Direção: | 7,5 | Direção: | |
Roteiro: | 5,0 | Roteiro: | |
Fotografia: | 8,0 | Fotografia: | |
Trilha Sonora: | 7,5 | Trilha Sonora: | |
Efeitos Visuais: | - | Efeitos Visuais: | |
Caracterização: | 8,0 | Caracterização: | |
Nota Geral: | 7,2 | Nota Geral: | |
