sábado, 8 de outubro de 2011

Vicky Cristina Barcelona


Sinopse: Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) são amigas e passam férias em Barcelona. Vicky está noiva e é sensata nas questões do amor. Cristina é pura emoção e movida a paixão. Durante uma exposição de arte, as duas se encantam pelo pintor Juan Antonio (Javier Bardem), que as convida mais tarde, durante um jantar, para uma viagem. O que elas não sabiam é que o galante sedutor mantém um relacionamento problemático com sua ex esposa Maria Elena (Penélope Cruz). E as coisas ainda ficam piores porque as duas, cada uma de sua forma, se interessam por ele, dando início a um complicado "quadrado" amoroso.

Marcos Antonio:

"Woody Allen, seu danadinho... Da próxima vez que for fazer um filme desses, tira o Javier Bardem e me convida... Topo fácil!"

Provavelmente este é um dos filmes mais apaixonantes a que assisti nos últimos tempos. O longa, escrito e dirigido por Allen, divide opiniões. Há quem diga que foi uma decepção total e há quem ache um bom exemplo da genialidade do diretor. Eu me enquadro no segundo grupo.

Logo de cara, no título, temos uma prévia dos principais personagens da história: Vicky (Hall), Cristina (Johansson) e Barcelona. A história se passa na cidade espanhola e é narrada por um narrador em terceira pessoa; o que, na minha opinião, dá um toque bem diferente à trama.

O roteiro é forte, envolvente, intenso e bem amarrado. Em poucas cenas já estamos familiarizados com os personagens, suas histórias de vida e suas personalidades. Aliás, as personalidades são o ponto central da trama, o que prende o espectador e o que dá rumo à história. Tudo se processa em torno das peculiaridades de cada um dos personagens.

A trilha sonora é encantadora, bem escolhida e muito bem colocada. Da mesma maneira que acontece em "Meia-noite em Paris", o espectador mergulha no universo do filme por meio da trilha, que faz toda a composição entre personagens, histórias e cenários. BRILHANTE!

A fotografia é bem característica dos filmes de Allen, com uma ou outra peculiaridade. Na paleta de cores predominam tons sépios, amarelados, terrosos, que casam perfeitamente com o clima de Barcelona. Além disso, o enquadramento das câmeras é um espetáculo à parte, rendendo imagens belíssimas da cidade e dos atores.

Um filme intenso, envolvente, com belíssimas interpretações. Aliás, diga-se de passagem, Penélope Cruz está simplesmente devastadora. Ela rouba a cena, se impõe e toma para si todas as atenções, o que acabou por prejudicar a perfomance da inexpressiva Scarlett Johansson, que é um espetáculo de mulher, mas que deixa, e muito, a desejar no quesito interpretação. Rebecca Hall fecha o time de mulheres de Bardem e, acredito eu, foi um dos grandes destaques do filme. Vicky foi muito bem composta e Hall estava impecável, retratou brilhantemente a personalidade da personagem em toda a sua tridimensionalidade. Como quarto vértice deste quadrângulo amoroso está Javier Bardem, impecável em sua interpretação e composição. Se eu fosse imaginar um pintor espanhol, ele seria Javier Bardem.

Uma história que faz pensar sobre o conformismo, sobre saber o que se quer da vida e como fazer para alcançar o que se deseja, mesmo que isto implique abrir mão da segurança e conforto. Trama envolvente, intensa e apaixonante. Desculpem-me os que o fazem, mas considerar "Vicky Cristina Barcelona" uma comédia romântica é simplesmente inconcebível. Recomendo!


Júnia:

WOODY ALLEN! WOODY ALLEN! ai, gente. esse filme é apaixonante. Ok, ok.. levanta algumas questões morais duvidosas. Mas não tem como não se apaixonar pela cidade de Barcelona (e pelo Javier Bardem) depois de assistí-lo. As cenas retratam os pontos mais famosos da cidade, mas também aqueles menos conhecidos. A fotografia do filme é espetacular. A música tema é super charmosa. E o que falar da atuação da Penélope? Passional, radical, extrema, MARAVILHOSA. O filme é um mergulho cultural e faz com que a gente se questione.. "eu sou mais estilo Vicky ou Cristina?" hahahahaha. pergunta difícil de se responder. 
A idéia do Woody Allen de contar a história na 3a pessoa com um narrador onisciente é sensacional. Faz com que nenhum detalhe seja perdido. Em um palavra: PalmasWoodyAllen


Marcos Antonio
Júnia
Direção:
9,5
Direção:
10
Roteiro:
10,0
Roteiro:
8,0
Fotografia:
10,0
Fotografia:
10
Trilha Sonora:
9,5
Trilha Sonora:
9,0
Efeitos Visuais:
-
Efeitos Visuais:
-
Caracterização:
9,0
Caracterização:
9,0
Nota Geral:
9,6
Nota Geral:
9,0
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