sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sem saída/Abduction


Sinopse: Após uma grande revelação, Nathan Price, um adolescente de 18 anos, se vê num beco sem saída tendo de lutar contra criminosos perigosíssimos para salvar a própria pele e a de sua "namorada" Karen.

Marcos Antonio:

"Procure a saída mais próxima e CORRA! Corra sem olhar pra trás!"

Quisera eu alguém ter me dito isto antes que eu entrasse naquela sala de cinema. Oh, Lord! Taylor Lautner quer se firmar como ator de filmes de ação e vai conseguir isso nem que seja na marra. Convenhamos, ele já começou mal, muito mal.

Nathan Price é um adolescente inconsequente (embora o termo me pareça redundante). Aos 18 anos, ele mora com os pais numa bela casa e faz o tipo que acorda bêbado e pelado no gramado dos outros, após uma noite de bebedeira numa festa. Aqui, cabe ressaltar que o filme não presta nem pra escalar pais decentes para o personagem de Lautner. Vamo lá, né, meu povo?! O cara nunca imaginou que era adotado? Moreno daquele jeito com uma mãe loira e um pai caucasiano e de olhos azuis? Faça-me o favor, né?! Enfim... Ele faz uma grande descoberta ao fazer um trabalho de escola e a partir daí tem que lutar contra criminosos internacionais e a CIA. Depois disso é um festival de macaquices com Lautner no centro, que limita sua interpretação a erguer e abaixar as sobrancelhas fazendo cara de mau.

Aliás, o longa todo é uma tentativa de destacar Lautner. São infinitos closes de câmera baixa, numa tentativa de engrandecê-lo na tela. Além disso, são várias trincadas de maxilar e olhos semicerrados, com o objetivo único de fazê-lo parecer um machão muito bravo. Diga-se de passagem, o personagem é tão macho, mas tão macho, que trava várias lutas corporais, leva uma porção de socos e termina o filme sem uma gota de sangue sequer. Gente, pelamor, né?! Até John MacClane sangra. 

Como não poderia deixar de ser, ele é acompanhado durante toda a história por uma bela moça, a quem ele tem de salvar e amar mais do que a própria vida. A moça em questão é a apresentadora Lily Collins - filha de Phil Collins - que não agrega nada ao filme. Aliás, a menina deveria procurar um salão de beleza urgentemente, porque o look "Malu Mader + Frida Kahlo" não ornou. Sério, não dá pra parar de olhar aquelas sobrancelhas. Em alguns momentos, eu juro que achei que elas tinham vida própria e iam engolir o Taylor Lautner numa mordida só.

O fato é que o filme é apenas uma tentativa de fazer Taylor Lautner parecer um ator de verdade. O roteiro é raso, cheio de histórias mal exploradas, cenas surreais e diálogos sofríveis; sem contar as várias cenas absolutamente desnecessárias. Nem os coadjuvantes experientes conseguem salvar o filme do fracasso absoluto. Aliás, se é que se pode chamar de fracasso, visto que o longa sem sombra de dúvidas vai arrastar todas as adolescentes fãs de Crepúsculo aos cinemas pra gritar loucamente cada vez que ele tirar a camisa ou der uma pegada mais forte na sua parceira.

Dizem as más línguas que há intenção de fazer uma continuação, mas eu espero que nenhum produtor seja demente o suficiente pra nos despejar mais um lixo cinematográfico desses.


Marcos Antonio
Júnia
Direção:
1,5
Direção:

Roteiro:
0,5
Roteiro:

Fotografia:
2,0
Fotografia:

Trilha Sonora:
1,7
Trilha Sonora:

Efeitos Visuais:
2,5
Efeitos Visuais:

Caracterização:
1,0
Caracterização:

Nota Geral:
1,5
Nota Geral:
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