domingo, 16 de outubro de 2011

Alice no País das Maravilhas/Alice in Wonderland



Sinopse: Aos 19 anos, Alice volta ao País das Maravilhas, fugindo de um casamento arranjado. No mundo mágico, ela reencontra os personagens estranhos, como o Chapeleiro Maluco, a Rainha Branca e a Rainha Vermelha, inspirados na obra de Lewis Carroll. É nessa jornada fantástica que a jovem tentará encontrar seu verdadeiro destino e acabar com o reino de terror da Rainha Vermelha.

Marcos Antonio:

"Cadê a história infantil que tava aqui? Tim Burton comeu!"

Aproveitando que esta semana Tim Burton ganhou um post todo especial aqui no blog, vamos analisar alguns filmes que marcaram sua trajetória, começando por "Alice no País das Maravilhas". Aliás, eu estou procurando até agora o País das Maravilhas.

Como já era de se esperar, Tim Burton carregou no seu toque nada sutil de bizarrices e transformou "Wonderland", que já não era um lugar lá muito normal, numa versão 3D do inferno. Mas engana-se quem acha que isso acarreta qualquer prejuízo ao filme, ao contrário, provavelmente foi o que salvou o longa de se tornar mais uma recriação blasé de um conto infantil.

Alice cresceu e está sendo pressionada a se casar quando, mais uma vez, segue um coelho branco e despenca em sua toca. Ao chegar no País das Maravilhas, ela se depara com criaturas um tanto quanto esquisitas que insistem em dizer que a conhecem. No entanto, ela não faz ideia de quem sejam ou do que querem com ela. Aliás, ela acredita piamente estar dentro de um sonho do qual não consegue acordar. Lá, ela descobre que é a escolhida para colocar ordem no local, que agora é dominado pela Rainha de Copas.

Bom, devo confessar que o filme é meio decepcionante. Eu vi em 3D no dia do lançamento e revi outras vezes, a opinião é a mesma. Em primeiro lugar vou falar do 3D, que, como acontece em 98% das vezes, não é bem utilizado, limitando-se a jogar no público objetos que nem assustam mais. Na minha opinião, Ceshire, o gato mais trash de toda a história do cinema, foi o único ponto aproveitável na utilização dessa tecnologia. Além disso, o roteiro, apesar da interessante releitura, era extremamente previsível e fraco.

A trilha sonora e a fotografia eram excelentes. Aliás, a direção de arte estava sensacional, digna do Oscar® que levou. Personagens muitíssimo bem caracterizados e um espetáculo de computação gráfica. Visualmente falando o filme é impecável. Cenários estonteantes, personagens fanstásticos e figurinos espetaculares. Como na história Alice muda de tamanho constantemente, acaba por trocar de figurino várias vezes e cada figurino parece ter sido milimetricamente estudado pra que parecesse de improviso. Muito bom mesmo!

O elenco escalado foi competente. Como já era de se esperar, e confesso que já ficou meio cansativo, Johnny Depp e Helena Bonham Carter integram o time de atores. Não que eles não tenham sido impecáveis em suas atuações, pelo contrário, mais uma vez demonstraram que são talentosíssimos. Mas vamos combinar que variar não seria tão mal assim, né?! Enfim... Na minha opinião, o grande destaque fica por conta de Anne Hathaway, que arrasa no papel da Rainha Branca. Como disse minha sócia um dia desses, já estamos acostumados a ver Johnny e Helena em papéis "fora da casinha" e Annie (sim, eu sou íntimo dela), foi competente e emprestou trejeitos e olhares um tanto quanto perturbadores a sua Rainha Branca.

Resumindo, o filme funciona visualmente, mas não é tão eficiente se olhado mais afundo. O que mantém a história são as bizarrices dos personagens e o belíssimo cenário criado. Pra quem esperava um espetáculo de filme, CUIDADO, você pode se decepcionar. A exemplo do que ocorre em "A Fantástica Fábrica de Chocolates" Tim Burton não é tão bem sucedido em recriações e já foi mais genial em outras oportunidades. Na minha opinião, embora os dois filmes - "A Fantástica Fábrica de Chocolates", de 2005 e "Alice no Pais das Maravilhas" de 2010 - não sejam ruins, a visão "timburtiana" acabou por prejudicar o resultado final. Filmes visualmente encantadores, mas que perderam sua essência nas mãos do diretor.

Marcos Antonio
Júnia
Direção:
7,5
Direção:

Roteiro:
6,5
Roteiro:

Fotografia:
7,5
Fotografia:

Trilha Sonora:
7,3
Trilha Sonora:

Efeitos Visuais:
7,5
Efeitos Visuais:

Caracterização:
9,0
Caracterização:

Nota Geral:
7,6
Nota Geral:
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