Nome Completo: Timothy William Burton
Cidade Natal: Burbank, Califórnia (EUA)
Altura: 1,82m
Algumas das principais influências cinematográficas: Vincent Price (ator), Edward D. Wood Jr. (diretor) e Danny Elfman (compositor)
Tim Burton: sinônimo de originalidade, genialidade e bizarrice. O diretor, produtor e escritor cujo estilo é amado e admirado por todo universo cinematográfico é criador de animações esquisitas, personagens esquisitíssimas e histórias mais esquisitas ainda.
Frequentou o Instituto de Arte de Califórnia depois de descobrir sua paixão por desenhar ainda bem novo. Seu debut cinematográfico ocorreu em 1982, com o curta-metragem Vincent. Dois anos depois, Burton dirige outro curta-metragem, Frankenweenie. Foi ao dirigir estes dois projetos que seu estilo único e sombrio foi revelado ao mundo.
Por sua habilidade inigualável de conciliar horror e comédia, Tim foi chamado para dirigir o box-office hit Batman, de 1989. Foi esse filme que fez com que sua carreira deslanchasse de vez. Depois de Batman, vieram filmes como Edward Mãos-de-Tesoura, O Estranho Mundo de Jack, Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas, Alice no País das Maravilhas, Sweeney Todd, entre muitos outros sucessos de bilheteria.
No entanto, nosso objetivo é revelar um lado do nosso querido Tim Burton que poucos conhecem: as pequenas histórias em rima com ilustrações, que ele próprio escreve e desenha. Muitas destas riminhas macabras foram reunidas em um livro – "O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra e Outras Histórias" – que conta com a brilhante tradução para o português de Márcio Suzuki. Apesar de se dizer infantil, suas historinhas exploram assuntos como suicídio, violência familiar e morte, sempre usando uma boa pitada de humor-negro (bem no estilo ‘Tim Burton de ser’).
Escolhi uma das histórias para transcrever aqui, pra que vocês fiquem com gostinho de quero-mais.
“O Melão Melancólico
Era uma vez um melão melancólico.
Passava o dia todo macambúzio,
Querendo a hora do próprio velório.
Ora, cuidado com os teus pedidos!
Pois o dele foi de pronto atendido.
O último som que entrou em seus ouvidos
Foi o ‘ploft’ em que acabou dissolvido.”
O livro foi lançado no ano de 1997, mas sua versão brasileira só surgiu em 2007. Esse show de aberrações, típico de Burton, é visto até nas histórias com final feliz, como no caso do menino Brie, o menino-queijo que se torna amigo do vinho.
Para terminar o post, gostaria de compartilhar uma rima que nosso colaborador e amigo, Eduardo Peixoto, escreveu inspirado na estética e na narrativa "timburtiana" e que permitiu que o nosso blog publicasse:
“O triste fim de Billy, o passarinho
Billy era um doce passarinho.
Logo nasceu e tentou sair do ninho.
Voar não sabia, mas caiu devagarinho.
Como inverno era a estação,
Billy congelado ficou então.
Raquel, a vaca, passando pela região,
Sentiu vontade e cagou naquele chão.
A bosta quente derreteu o gelo.
Billy, ressuscitado, entrou em desespero.
Um gato próximo ouviu o piar
E rapidamente prontificou-se a ajudar.
Ao retirá-lo e perguntar o seu nome,
O gato percebeu que estava com fome.
Antes que Billy soltasse um piu,
O gato astuto o deglutiu.
Por isso, senhores, fica aviso:
Quem caga em você pode querer seu sorriso
E, caro senhor, vigie sem umbigo
Porque quem te tira da bosta, nem sempre é amigo.”
Júnia
Júnia
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