terça-feira, 22 de novembro de 2011

Amanhecer - Parte 1/Breaking Dawn - Part 1


Sinopse: Bella Swan (Kristen Stewart) e Edward Cullen (Robert Pattinson) enfim se casam, em cerimônia com a presença de amigos e familiares. O casal resolve passar a lua de mel no Rio de Janeiro e, logo em seguida, Bella engravida. O que eles não esperavam era que a gravidez seria tão complicada, colocando em risco a vida do bebê e da própria mãe.

Marcos Antonio:

Bom, vamos lá, né?! Depois de muito tempo de espera, eis que estreia a primeira parte do último capítulo da franquia "Crepúsculo".

Antes de mais nada, eu gostaria de desconstruir alguns argumentos extremamente imbecis que andei lendo nos últimos dias. Vale ressaltar que eu não sou um "crepúsculomaníaco" e nem um mega fã da saga. Procuro sempre analisá-la da maneira mais objetiva possível e não será diferente agora.

Em primeiro lugar, toda e qualquer história criada sobre vampiros é um mito. Sendo assim, me parece extremamente ridículo dizer que a caracterização de Stephany Meyers está errada. Se é um mito, ela o constrói da maneira que bem entender, de acordo com a fórmula que lhe aprouver. Um dia disseram que vampiros eram criaturas da noite, que dormiam em caixões e tinham pavor de alho. Do mesmo modo, hoje ela diz que vampiros brilham no sol, são multimilionários e se apaixonam por virgens extremamente desengonçadas. E aí? Mito por mito, cada um crie o seu.

Na minha opinião, este penúltimo capítulo da saga foi o melhor até agora, não que isso seja um grande elogio.   O fato é que, de maneira geral, o filme é bastante razoável, acerta em alguns pontos e erra em outros; não é esse lixo todo que tenho visto nas críticas.

O roteiro definitivamente não foi um dos acertos. Embora Melissa Rosenberg tenha diminuído a mão no melodrama e acrescentado mais sequências cômicas, ela não consegue explicar alguns elementos da história e acaba despejando personagens e situações sem esclarecê-los previamente. Aliás, pensando-se na sequência, foi um grande erro da roteirista, já que alguns dos personagens que ela simplesmente jogou na história terão participação fundamental na continuação da saga. Eu entendi porque li os livros, mas acredito que alguns pontos ficarão obscuros e sem sentido para quem não os leu.

A trilha sonora, na maior parte do filme foi um acerto: combina com as cenas, com a história e é bem marcante. No entanto, nas primeiras cenas antes do casamento a trilha foi extremamente mal utilizada. A música era entediante, não combinava com a sequência de cenas e excessivamente flauteada (e olha que eu sou flautista). Confesso que fiquei bastante apreensivo, mas conforme o filme foi acontecendo, a trilha sonora foi crescendo, tornando-se cada vez mais interessante e mais ajustada ao que acontecia em cena.

A fotografia seguiu o mesmo caminho da trilha sonora. No início chegou a me causar estranheza, já que as imagens pareciam quase como um desenho animado e os enquadramentos estavam extremamente óbveis e entendiantes. Passado o primeiro momento, a fotografia, enfim, começa a acertar. A câmera torna-se bem mais interessante e, em conjunto com os efeitos especiais, dá um verdadeiro espetáculo em tela. Aliás, é preciso falar dos FX num parágrafo dedicado só a eles.

Vemos neste último filme um grande avanço em termos de efeitos especiais. Eu já era extremamente fã das transformações dos lobisomens, mas dessa vez eles se superaram, mas em outra transformação: a de Bella. Nesse ponto, cabe falar também sobre a caracterização da personagem, principalmente durante a gravidez, é de deixar qualquer um de queixo caído. Durante a gravidez, a personagem de K-Stew tem a vida praticamente sugada por sua filha e a transformação da personagem foi simplesmente sensacional. A aparência de Bella envelhece uns 20 anos e ela fica extremamente magra, uma magreza absurda e dolorosa, de deixar qualquer anoréxica no chinelo. Além disso, a transformação de Bella em vampira foi a melhor parte de todo o filme. Os efeitos mostrando o veneno percorrendo sua corrente sanguínea, matando cada um de seus órgãos intercalados com a dor que ela sentia internamente, mas que era incapaz de demonstrar devido ao efeito da morfina, foi simplesmente fantástica. Melhor, inclusive, do que a descrição do livro.

Não é um grande filme, não vai ser indicado a um Oscar, mas também não é o pior filme do mundo como tenho visto alguns críticos falando. A história é muito bonita, tem alguns momentos bem emocionantes na sequência do casamento, tem sequências cômicas muito boas e sem sombra de dúvidas não decepcionará os fãs da saga.

ATENÇÃO: NÃO FAÇAM COMO EU, QUE SAÍ DA SALA DE CINEMA ANTES DE TERMINAR A PRIMEIRA PARTE DOS CRÉDITOS E TIVE QUE VOLTAR NO DIA SEGUINTE PARA ASSISTIR À CENA ADICIONAL QUE HÁ APÓS OS CRÉDITOS. A CENA É UM LINK IMPORTANTE PARA O QUE ESTÁ POR VIR.

Marcos Antonio
Júnia
Direção:
6,0
Direção:

Roteiro:
4,0
Roteiro:

Fotografia:
6,2
Fotografia:

Trilha Sonora:
5,8
Trilha Sonora:

Efeitos Visuais:
6,9
Efeitos Visuais:

Caracterização:
9,0
Caracterização:

Nota Geral:
6,3
Nota Geral:

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