segunda-feira, 13 de agosto de 2012

FILME DA SEMANA: Magnólia (1999)

Iniciamos, hoje, a coluna "Filme da Semana". Aqui, toda semana um membro da equipe escolherá um filme que deverá ser assistido e criticado pelos quatro. Ao final das críticas, sugeriremos o próximo longa a ser assistido durante a semana, permitindo que os leitores participem do desafio e assistam com a gente ao filme escolhido. Vamos ao primeiro?

O filme desta semana é: "Magnólia", de 1999, escolhido pela Júnia.


O longa traz um elenco estelar e conta nove histórias diferentes de nove pessoas diferentes. Com um roteiro complexo, Paul Thomas Anderson vai e volta em sua trama dispersa sobre as traições, segredos, mágoas e decepções do convívio familiar. À época, o longa casou certo burburinho, uma vez que demonstrava estar desvinculado do padrão hollywoodiano trazendo às telas uma história original, crua e sem concessões, incluindo, inclusive, referências bíblicas. O resultado? O Urso de Ouro no Festival de Berlim e mais três indicações ao Oscar.

Júnia Cidade: Como sei bem que meus caros colegas co-escritores não se contentarão em escrever apenas um singelo e simples parágrafo (o que, a princípio, era a idéia, né? hahahaha), deixarei que eles explorem e aprofundem melhor os aspectos técnicos deste filme. Me limito a falar que o escolhi por ser uma absoluta obra de arte de Anderson e pelo simples fato de ser um dos pouquíssimos e raros filmes em que vi Tom Cruise ATUAR e não simplesmente "atuar".

Marcos Antonio Amorim: Sem sombra de dúvidas um "must see"! Paul Thomas Anderson mostra seu talento como diretor e roteirista ao amarrar tão bem 9 histórias ao mesmo tempo tão diferentes e tão comuns. Um jogo de câmeras alucinante, cortes rápidos e dinâmica agressiva, tal qual exige a trama. Fotografia e trilha sonora irretocáveis. E olha que eu não sou nada fã de trilhas sonoras que explorem músicas cantadas. Mas aqui, o desconforto causado pela trama, pelas histórias de vida dos personagens e pela paleta de cores fechadas casa perfeitamente com a seleção musical, e mais, as letras das músicas se tornam fundamentais para o desenrolar da trama. Com um prólogo PERFEITO e intrigante e um time com atuações primorosas, inclusive a de Tom Cruise, que costuma me desagradar muito, Anderson faz um filme daqueles que merecem ser assistidos várias e várias vezes, até mesmo porque as histórias são bastante profundas e os personagens de uma tridimensionalidade ímpar. Vale a pena ser visto!

Thalisson Ovelar:  Dentro da equipe do WLMI sou conhecido como O fã de Quentin Tarantino, já que defendo com unhas e dentes os filmes Cães de aluguel, Pulp Fiction e Bastardos Inglórios. Mas o que eles não sabem é que tenho uma admiração ainda maior por Paul Thomas Anderson.

O diretor de Boogie Nights e Sangue Negro não costuma poupar cenas de sexo, nudez, violência, muitos palavrões (além de uma pitada de humor negro), sem que o uso desses elementos crie cenas gratuitas. Pelo contrário, todos esses elementos são usados com precisão para causar ao público diversas reações e sentimentos num mesmo filme.

Magnólia é um filme onde algumas histórias se interligam a todo instante, sem que se perca o ritmo ou comprometa a narrativa. O roteiro também de P.T. Anderson apresenta já nos primeiros minutos os principais personagem, além de extrair do excelente elenco (Julianne Moore, Philip Seymour Hoffman e Tom Cruise, entre outros) atuações memoráveis.

Apesar das três horas de duração, Magnólia nunca é cansativo. Cheio de simbolismos e abordando temas polêmicos (especialmente drogas e sexo), sem sombra de dúvidas esse é difícil de resumir e que merece ser visto mais de uma vez, até mesmo para poder aproveitar todos os detalhes de suas várias histórias.
PS: Para os fãs, o próximo filme de Paul Thomas Anderson (The Master) tem estréia marcada para o dia 21 de setembro nos EUA, aguardo ansioso!

Vagner Leme: Já tinha escutado opiniões extremadas a respeito de Magnólia. Curiosamente era sempre um “adorei” ou “odiei”. Não é um filme comum, e seguramente não é de fácil compreensão, talvez por essa razão não tenha caído no gosto do grande publico. Por eu ter assistido pela primeira vez há pouco tempo posso dizer que a impressão que me causou é que Magnólia é um filme bom, com uma vertente considerável de detalhes. Portanto não é um filme clichê. Conta com um elenco poderoso e de renome internacional. Recomendo o filme, principalmente quando você esta em busca de conteúdo, de coisas que acrescentem algo na sua vida e te façam refletir, do contrario Magnólia pode parecer cansativo, principalmente devido a sua duração.

Quem já assistiu e quiser comentar sobre o filme, nosso espaço de comentários está aberto! Quem ainda não viu, corre pra ver e contar pra gente! A ideia desta coluna é que críticos e leitores vejam o mesmo filme e contem suas opiniões a respeito.

E o filme para a próxima semana é: "Sexo, Mentiras e Videotape", escolha de Marcos Antonio Amorim.
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário