segunda-feira, 20 de agosto de 2012

FILME DA SEMANA: Sexo, Mentiras e Videotape/Sex, Lies and Videotape (1989)


Um advogado (Peter Gallagher) enfrenta problemas de caráter sexual com sua mulher (Andie MacDowell) e tem um caso com a cunhada (Laura San Giacomo), mas algo acontece com a chegada de um amigo  de infância (James Spader) que costuma gravar em vídeo o depoimento de mulheres que falam da vida sexual que levam.

Marcos Antonio Amorim:

Ao contrário do que possa sugerir o título, "Sexo, Mentiras e Videotape" não é nenhum filme semi-pornô, cheio de cenas apelativas ou algo do tipo. A trama fala de sexo de uma maneira desmistificada, mas sem apelar, tratando tudo com muita sutileza, e sem deixar de ser contundente. O longa marcou a estreia de Steven Soderbergh como diretor e foi um marco na história do Cinema Independente, rendendo-lhe uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original. Este, a propósito, é envolvente, sólido, bem amarrado e não deixa falhas. No início, Soderbergh trabalha a não-linearidade de maneira irretocável, o que dá um toque todo especial ao filme. A história gira em torno do quarteto de atores principais, todos desempenhando muitíssimo bem seus papéis. Fotografia e Trilha Sonora também contam pontos a favor. Muitíssimo bem colocada, a trilha entra em cena nos momentos certos e com uma sutileza poucas vezes vista. A fotografia, por sua vez, também marca por ser extremamente bem definida. Cada ambiente e cada personagem tem uma paleta de cores adequada a sua personalidade e função na história. Um roteiro ágil, bem amarrado, excelentes atuações e uma direção primorosa marcam "Sexo, Mentiras e Videotape". Eu recomendo!

Thalisson Ovelar:

"Sexo, Mentiras e Videotape" é uma produção independente que marca a estréia do diretor Steven Soderbergh, e que ao lado de "Traffic" é um dos filmes mais importantes de sua carreira. Sem muita ladainha, com um roteiro direto e sensível aprensenta quatro pessoas e suas relações da forma mais profunda, falando de sexo sem meias palavras há 20 anos atrás (quase um tabú). O filme ganhou nada mais, nada menos que três prêmios no Festival de Cannes em 89, e ainda uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original concorrendo com grandes filmes como “Sociedade dos Poetas Mortos” e “Faça a Coisa Certa” de Spike Lee. Sem dúvidas o filme é considerado um marco na história do cinema independente americano “eu não quero mais fazer nenhum filme importante”, palavras do próprio diretor.

Vagner Leme:

Nunca tinha assistido "Sexo, Mentiras e Videotape". Recomendo a todas as pessoas que assim como eu apreciam filmes que mostrem as relações humanas de perto. Ao contrário do que pode o leitor pensar pelo titulo da obra, não se trata apenas de cenas banais de sexo, erotismo e promiscuidade. Vai muito além disso, foca nos anseios e nas nossas inseguranças pessoais. Tem boas atuações e um bom enredo, com diálogos inteligentes que nos fazem refletir profundamente. Não é uma obra cinco estrelas, nem um filme espetacular, mas seguramente é um filme que vale a pena ser visto.

Júnia Cidade:

Roteiro muito bem estruturado e com atuações incríveis. Nada de super cenários ou efeitos especias. Soderbergh fez um trabalho fantástico nesse filme contando apenas com diálogos e atuações elaboradas. Destaque para Andie MacDowell que deu show.

O próximo filme da semana é: "21 gramas", escolhido pelo Vagner.
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