Um advogado (Peter Gallagher) enfrenta problemas de caráter sexual com
sua mulher (Andie MacDowell) e tem um caso com a cunhada (Laura San
Giacomo), mas algo acontece com a chegada de um amigo de
infância (James Spader) que costuma gravar em vídeo o depoimento de mulheres que
falam da vida sexual que levam.
Marcos Antonio Amorim:
Ao contrário do que possa sugerir o título, "Sexo, Mentiras e Videotape" não é nenhum filme semi-pornô, cheio de cenas apelativas ou algo do tipo. A trama fala de sexo de uma maneira desmistificada, mas sem apelar, tratando tudo com muita sutileza, e sem deixar de ser contundente. O longa marcou a estreia de Steven Soderbergh como diretor e foi um marco na história do Cinema Independente, rendendo-lhe uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original. Este, a propósito, é envolvente, sólido, bem amarrado e não deixa falhas. No
início, Soderbergh trabalha a não-linearidade de maneira irretocável, o
que dá um toque todo especial ao filme. A história gira em torno do
quarteto de atores principais, todos desempenhando muitíssimo bem seus papéis. Fotografia e Trilha Sonora também contam pontos a favor. Muitíssimo bem colocada, a trilha entra em cena nos momentos certos e com uma sutileza poucas vezes vista. A fotografia, por sua vez, também marca por ser extremamente bem definida. Cada ambiente e cada personagem tem uma paleta de cores adequada a sua personalidade e função na história. Um roteiro ágil, bem amarrado, excelentes atuações e uma direção primorosa marcam "Sexo, Mentiras e Videotape". Eu recomendo!
Thalisson Ovelar:
"Sexo, Mentiras e Videotape" é uma produção independente que marca a estréia do diretor Steven Soderbergh, e que ao lado de "Traffic" é um dos filmes mais importantes de sua carreira. Sem muita ladainha, com um roteiro direto e sensível aprensenta quatro pessoas e suas relações da forma mais profunda, falando de sexo sem meias palavras há 20 anos atrás (quase um tabú). O filme ganhou nada mais, nada menos que três prêmios no Festival de Cannes em 89, e ainda uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original concorrendo com grandes filmes como “Sociedade dos Poetas Mortos” e “Faça a Coisa Certa” de Spike Lee. Sem dúvidas o filme é considerado um marco na história do cinema independente americano “eu não quero mais fazer nenhum filme importante”, palavras do próprio diretor.
Vagner Leme:
Nunca tinha assistido "Sexo, Mentiras e Videotape". Recomendo a todas as
pessoas que assim como eu apreciam filmes que mostrem as relações
humanas de perto. Ao contrário do que pode o leitor pensar pelo titulo
da obra, não se trata apenas de cenas banais de sexo, erotismo e
promiscuidade. Vai muito além disso, foca nos anseios e nas nossas
inseguranças pessoais. Tem boas atuações e um bom enredo, com diálogos
inteligentes que nos fazem refletir profundamente. Não é uma obra cinco
estrelas, nem um filme espetacular, mas seguramente é um filme que vale a
pena ser visto.
Júnia Cidade:
Roteiro muito bem estruturado e com atuações incríveis. Nada de super
cenários ou efeitos especias. Soderbergh fez um trabalho fantástico
nesse filme contando apenas com diálogos e atuações elaboradas. Destaque
para Andie MacDowell que deu show.
O próximo filme da semana é: "21 gramas", escolhido pelo Vagner.
