segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Há 50 anos perdíamos Marilyn Monroe

05 de agosto de 1962 - Norma Jean Baker Mortenson  é encontrada sem vida em sua cama. Com apenas 36 anos, a causa de sua morte foi divulgada como overdose de medicamentos.

Norma nasceu no dia 1º de julho de 1926, filha de Gladys Pearl Baker e de pai desconhecido. A mãe trabalhava numa editora de filmes, mas precisou abandonar a carreira – e a filha – para se internar em uma clínica de doentes mentais. Após passar anos em orfanato e depois na casa de uma amiga de sua mãe, Norma encontrou seu primeiro marido, o fotógrafo Jimmy Dougherty, aos 16 anos. Eles se casaram em 1942. Dois anos depois, Dougherty entrou para Marinha e deixou Norma sozinha, que resolveu trabalhar em uma fábrica para se sustentar. Lá, ela foi descoberta por David Conover, que a chamou para seguir a carreira de modelo.

Aos 20 anos, Norma assina o contrato com a Twentieth Century Fox, tinge os cabelos de loiro, muda de nome e assim surge Marilyn Monroe.


Estreou no cinema em Sua Alteza, a Secretária (Shocking Miss Pilgrim - 1947), mas o reconhecimento veio em Torrente de Paixão (Niagara – 1953).

Com a carreira em alta, Marilyn conheceu o jogador de baseball Joe DiMaggio, em 1954, e se casou pela segunda vez. Mas sua imagem sensual e o assédio do público fizeram com que o relacionamento durasse apenas nove meses.
Cansada da imagem sensual, Marilyn se mudou para Nova York, se matriculou em um curso de teatro com Lee Strasberg e começou a fazer tearapia. Em 1955, ela conheceu o dramaturgo Arthur Miller, seu terceiro marido.
Marilyn fundou sua própria produtora e começou a mostrar que era mais do que um ícone sensual. Em 1959, ela recebeu elogios da crítica por sua atuação em Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot), que lhe rendeu um Globo de Ouro. Apesar do sucesso profissional, sua vida pessoal entrou em crise com os problemas de relacionamento com Arthur. Foi nesta época que Marilyn começou a se entregar ao álcool e ao vício em drogas.
Após dois abortos, Marilyn anunciou o fim de seu terceiro casamento em 1961. No ano seguinte, enquanto era eleita a favorita do cinema mundial no Globo de Ouro, os produtores de Eu, Ela e a Outra (Something’s Gotta Give – 1963) decidiram cortá-la do filme por conta de atrasos constantes. Nos seus últimos meses de vida, Marilyn se entregou às drogas. Sua morte até hoje é um mistério.
Infelizmente, sua participação em Hollywood foi curta. No entanto, muito além de biografias, como a recente Sete Dias com Marilyn, a indústria do cinema, da música e da moda continuam intoxicadas pela nossa eterna diva. Mesmo depois de meio século, seu charme, sensualidade e simpatia ainda são marcos da “Era de Ouro de Hollywood”.
“I knew I belonged to the public and to the world. Not because I was talented or even beautiful, but because I never had belonged to anything or anyone else.” (Eu sabia que eu pertencia ao público e ao mundo. Não porque eu era talentosa ou até mesmo bonita, mas porque eu nunca tinha pertencido a mais nada, nem a mais ninguém) – Marilyn Monroe
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