Sinopse: Em 1906, numa pequena cidade da Georgia, Celie (Whoopi Goldberg), uma adolescente de 14 anos violentada pelo pai dá a luz a duas crianças. Além de perder a capacidade de ser mãe novamente, Celie é separada dos filhos e da única pessoa no mundo que a ama, sua irmã, e é doada a Mister (Danny Glover), que a trata como companheira e escrava simultaneamente. Muito da brutalidade de Mister pode ser justificada por sua própria dor, da paixão ardente que mantém pela sensual cantora de Blues Shug Avery (Margaret Avery). Cada vez mais solitária, Celie passa a compartilhar sua tristeza por cartas. Primeiramente à Deus e, depois, à Nettie, sua irmã, agora missionária na África. É quando Shug, aliada à forte Sofia (Oprah Winfrey), esposa de Harpo (Willard Pug) - filho de Mister - entram definitivamente em sua vida, que Celie começa a revelar seu espírito brilhante, ganhando consciência do próprio valor e das possibilidades que o mundo lhe oferece.
Marcos Antonio:
Apaixonante. Encantador. Brilhante. Emocionante. Fantástico. Apesar de alguns choques com o estilo de Steven Spielberg, o filme é absurdamente encantador. Em sua estreia no cinema, Whoopi Goldberg mostra a que veio e consegue cativar a todos com a brilhante interpretação de Celie. É impressionante como em um sorriso ela consegue transmitir o que muitos não conseguem passar num diálogo inteiro. O filme foi indicado ao Oscar em 11 categorias e, na minha opinião, merecia todas elas. O roteiro, baseado no romance de Alice Walker, vencedora de um Pulitzer, é fantástico. Trilha sonora e fotografia perfeitos. Tudo isso unido às brilhantes atuações de Whoopi Goldberg, Oprah Winfrey, Margaret Avery e Danny Glover, só podia ser um sucesso. Quem ainda não viu, corra pra assistir porque vale muito a pena. É um dos 1001 filmes pra se ver antes de morrer e tornou-se meu filme preferido.
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