segunda-feira, 20 de junho de 2011

Projeto 1001: Na Natureza Selvagem/Into the Wild



Sinopse: Início da década de 90. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após 2 anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.

Júnia:
A história do filme é real. Digamos que seja um '127 horas' levado mais a fundo. Explora bastante a idéia de liberdade, de independência, de uma solidão necessária e, principalmente, o repúdio a qualquer tipo de relação social moderna.
O diretor (pasmem) é o Sean Penn, que mandou muito bem ao adaptar o livro de Jon Krakauer. A disposição das cenas fora da ordem cronológica dos fatos nos prende ainda mais ao filme e quebra uma possível falta de paciência dos telespectadores, já que o filme tem 2 horas e meia. 
A canção tema é linda e ganhou (merecidamente) o Globo de Ouro de Melhor Canção Original. A fotografia do filme não deixa nada a desejar. Vai literalmente de deserto a neve com tomadas incríveis.
'Rumour has it' que o Leonardo DiCaprio teria sido chamado para atuar como Chris... Sinceramente, não acredito que ele tinha idade pra mergulhar tão fundo no papel quanto mergulhou Emile Hirsch (que perdeu 18 quilos e não usou dublê em nenhuma das cenas). 
O filme conta ainda com a participação especial de Vince Vaughn e da (vampira/rockstar) Kristen Stewart. Em uma palavra: Inspirador.


Marcos Antonio:
Um dos filmes mais bem executados que eu já vi. "Na natureza selvagem" conta a história real de um garoto que, revoltado com sua vida, resolve, ao terminar a faculdade, romper com sua família e viver da natureza. Então ele começa a viver uma experiência fantástica rumo ao Alasca. O filme foi um dos maiores (talvez o maior) acertos da carreira de Sean Penn como diretor. O roteiro foi muito bem conduzido. O filme começa com o final da aventura e vai, ao longo do filme, mostrando o que precedeu a chegada ao Alasca, o que o levou a tomar essa atitude e os últimos dias no Alasca; em vários momentos com a narração off da irmã de Chris - o personagem principal. Apesar das idas e vindas, o filme foi tão bem executado que o espectador não fica perdido em momento nenhum. Os acontecimentos são todos muito bem conectados e o resultado final é absolutamente satisfatório. A fotografia é, em uma palavra, PERFEITA! Paisagens exuberantes, lindíssimas, câmeras em ângulos inesperados, jogo dinâmico de câmeras e uma paleta de cores perfeita pra cada parte da história. Trilha sonora? A primeira de Eddie Vedder (Pearl Jam) em projeto solo, não deixa a desejar em nada. E pra fechar, interpretações fantásticas. Emile Hirsch, no papel principal, arrasa! O garoto perdeu quase 20kg pra compôr o personagem e se saiu muito bem. O elenco de coadjuvantes foi muito bem escolhido também. O filme conta com Brian Dierker, Catherine Keener, Jena Malone, Vince Vaughn, Kristen Stewart e o merecidamente indicado ao Oscar por este papel, Hal Holbrook. ESPETACULAR. O filme conta com maestria a história de um garoto de família abastada que num ataque de egoísmo parte em busca de liberdade e termina prisioneiro de sua própria liberdade. Recomendadíssimo!


Faltam 993 filmes.



Marcos Antonio
Júnia
Direção:

Direção:
10
Roteiro:

Roteiro:
10
Fotografia:

Fotografia:
10
Trilha Sonora:

Trilha Sonora:
10
Efeitos Visuais:

Efeitos Visuais:
-
Caracterização:

Caracterização:
10
Nota Geral:

Nota Geral:
10

2 comentários:

  1. sorte q a gente não é CLT, né!? pq ficar postando no blog no horário de expediente dá justa causa rs

    congrats pelo blog!

    ResponderExcluir
  2. Esse filme é tão triste quanto é fenomenal. A trilha sonora do Eddie Vegger é simplesmente de tirar o fôlego e a história tão real quanto se imagina... pra quem já conheceu esse tipo de personalidade, sabe como é lidar com alguém que leva aos extremos à crítica a sociedade e a própria negação paterna em si mesmo.
    O livro, como sempre, é de doer o âmago ainda mais!

    um dos meus prediletos.

    ResponderExcluir