quinta-feira, 30 de junho de 2011

ESPECIAL: A Fantástica Fábrica de Chocolate

Dois filmes, a mesma história. Em 2005, "A Fantástica Fábrica de Chocolate" ganha uma  nova versão, atualizada por Tim Burton. O tema central da história é basicamente o mesmo: Willy Wonka, dono da maior fábrica de chocolates do mundo, resolve abrir as portas para o público. Isso porque, após várias tentativas da concorrência de roubar-lhe as receitas, inclusive infiltrando espiões entre os funcionários, ele resolveu fechar as portas. A produção foi mantida, mas há anos ninguém entra e ninguém sai da fábrica. O grande mistério é: se todos os funcionários foram demitidos, qual o segredo de Willy para continuar a produção? Certo dia, o mundo é surpreendido pela grande notícia: Willy colocou 5 bilhetes dourados nas embalagens de 5 dos seus chocolates e distribuiu pelo mundo, os 5 felizardos que encontrarem os bilhetes, terão a oportunidade de conhecer Willy e passar um dia inteiro nas dependências da fábrica. O mundo inteiro entra numa verdadeira corrida para comprar os tais chocolates, crianças no mundo todo sonham em conhecer a fábrica e ganhar como prêmio chocolates Wonka por toda a vida. Entre essas crianças está Charlie, um menino muito pobre que sequer tem dinheiro para comprar uma barra de chocolate, mas que sonha em conhecer a fábrica. Os 5 felizardos são anunciados e Charlie, que só conseguiu comprar duas barras de chocolate, não estava entre eles. Até que se descobre que o 5º bilhete era falsificado e, em sua última tentativa, Charlie encontra o bilhete e se torna um dos 5 vencedores do concurso. Então, inicia-se uma grande aventura pelo interior da fábrica, sob o comando de seu excêntrico dono Willy Wonka. E então, qual dos filmes se sai melhor?

Para responder a pergunta, o "We like to MOVIE it" assistiu às duas versões do filme.
A primeira versão, lançada em 1971, tem todo um encanto que faz a diferença. A começar pelo princípio. Logo na abertura, Mel Stuart (diretora), joga para o espectador imagens deliciosas da fábrica em funcionamento. É chocolate pra todos os gostos, representado em suas mais deliciosas variações. A versão atual abre o filme com uma fábrica absolutamente mecanizada, um chocolate falso que não enche os olhos de ninguém. Além disso, Tim Burton dá um toque um tanto quanto sombrio à fábrica e à cidade onde ela fica. Pra piorar, ele tira toda a parte musical do filme, restringindo as músicas apenas quando cantadas pelos Oompa Loompas, conforme as crianças vão sendo eliminadas. Johnny Depp consegue exteriorizar melhor a excentricidade de Willy Wonka, embora em algumas partes do filme ele pareça meio assustador. Na versão de Tim Burton, Willy ganha, também, uma profundidade maior. No decorrer da visita, Willy começa a se recordar de vários aspectos de sua infância e o espectador passa a conhecer uma série de fatos que levaram o personagem a ser quem é. O filme mais atual perde por tirar a musicalidade, o clima de fantasia que envolve a fábrica, mas abusa dos recursos tecnológicos ao compor o interior dela, o que o torna muito bem feito. Os Oompa Loompas da segunda versão, apesar de algumas intervenções muito engraçadas e o tamanho ainda mais reduzido que na primeira, são meio esquisitinhos. As músicas cantadas por ele perderam um pouco da lição contida na primeira versão, mas ganharam um lado cômico mais apurado e números de dança bastante divertidos.
Ambos são filmes muito bons. Um ganha pelos avanços tecnológicos, o outro pelo clima fantasioso e festivo. Eu, particularmente, prefiro a primeira versão; mas cada uma ganha a seu modo. A propósito, ao contrário do que se imagina, a primeira versão do filme não foi feita para crianças, mas sim para jovens e adultos. "A Fantástica Fábrica de Chocolate" é, de certa forma, uma comédia de humor negro pra jovens, repleta de cenários chamativos, canções atraentes e com a impecável atuação de Gene Wilder. O filme é cheio de criatura estranhas, cenários artificiais, músicas alegres e números de dança pra entreter o público jovem e colocar os adultos pra pensar.
Vale apena assistir e comparar as duas versões. Mas só a primeira é um dos 1001 filmes pra ver antes de morrer. Portanto...

Faltam 982 filmes.
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