segunda-feira, 27 de junho de 2011

A Vida é Bela/La vita è bella


Sinopse: Na Itália dos anos 40, Guido (Roberto Benigni) levado para um campo de concentração nazista, tem que usar sua imaginação para fazer seu pequeno filho acreditar que estão participando de uma grande brincadeira, com o intuito de protegê-lo do terror e da violência que os cercam.

Marcos Antonio:
Eu estou até agora parado, procurando no índice do "1001 para ver antes de morrer" o título "A Vida é Bela" e estou embasbacado por não tê-lo encontrado. Sem sombra de dúvidas, eu teria colocar essa obra brilhante de Roberto Benigni na relação dos filmes a se ver antes de morrer. O filme é lindo e de uma sensibilidade tocante. Aos que leram a sinopse e imaginaram que o filme é repleto de cenas terríveis dos campos de concentração, eu digo: não é exatamente o que acontece. Cinquenta por cento do filme mostra o início da história de amor de Guido e sua "principessa", Dora, com quem se casa e tem um filho, que é a coisa mais linda do mundo, Giosué. Os outros 50% mostram como esse pai, apaixonado por sua família, faz para deixar a experiência no campo de concentração ser o menos traumática possível para o seu filho e para, sempre que consegue, mandar recados à sua esposa dizendo que está vivo. O filme é de uma qualidade pouco encontrada, apesar de ser mais um que fala sobre os horrores do Holocausto. A trilha sonora é impecável, as interpretações adoráveis e o roteiro é apaixonante. Não dá pra assistir sem chorar, e olha que eu já assisti umas 5 vezes. Vale a pena assistir essa história de amor, mas não apenas do amor de um homem e de uma mulher, mas de um homem por sua família. Emocionante!
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