Sinopse: Chris (Charlie Sheen) é um jovem recruta recém-chegado a um batalhão americano, em meio à Guerra do Vietnã. Idealista, Chris foi um voluntário para lutar na guerra pois acredita que deve defender seu país, assim como fez seu avô e seu pai em guerras anteriores. Mas, aos poucos, com a convivência dos demais recrutas e dos oficiais que o cercam, ele vai perdendo sua inocência e passa a experimentar de perto toda a violência e loucura de uma carnificina sem sentido.
Marcos Antonio:
Provavelmente este seja o retrato mais impressionante de uma guerra a que eu já tive a oportunidade de assistir. Não, o filme não abusa de corpos sendo dilacerados, mas impressiona pela realidade e pela forma como nos sentimos ali, no campo de batalha, junto aos personagens. "Platoon", merecidamente ganhador do Oscar de Melhor Filme de 1987, foi dirigido pelo premiado diretor Oliver Stone que, inclusive, lutou na Guerra do Vietnã. Stone passa a história com tanta verdade que consegue transportar o espectador para a guerra de uma maneira impressionante. De repente estamos ali sofrendo com os personagens, entendendo cada um dos seus conflitos internos. Aliás, Stone trata exatamente disto no filme. Ao contrário do que parece, "Platoon" é muito mais sobre a guerra interior dos personagens do que sobre a Guerra do Vietnã propriamente dita. O longa traz um Charlie Sheen que poucos conhecem, principalmente depois dos últimos episódios de sua vida particular. Sheen brilhantemente dá vida a Chris, um jovem de 19 anos, de família abastada e que resolve, por conta própria, alistar-se e lutar na guerra. Em campo, ele se surpreende com as histórias que ouve e narra por meio de cartas a dramática experiência interior que vive. Willem Dafoe e Tom Berenger completam o trio de protagonistas em interpretações digna dos Oscar a que foram indicados, mas não levaram. Além disso, os fãs de Johnny Depp (quase irreconhecível), podem conferí-lo em um de seus papéis antes da fama, ainda que a participação dele não seja lá das mais importantes. "Platoon" é um filme intenso, de um magnetismo descomunal e uma verdade perceptível. Um filme sobre pessoas, não sobre guerra. Recomendadíssimo! Vale muito a pena mesmo!
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Avaliação da Equipe:
Marcos Antonio | Júnia | ||
Direção: | 10,0 | Direção: | |
Roteiro: | 10,0 | Roteiro: | |
Fotografia: | 9,5 | Fotografia: | |
Trilha Sonora: | 9,5 | Trilha Sonora: | |
Efeitos Visuais: | 10,0 | Efeitos Visuais: | |
Caracterização: | 10,0 | Caracterização: | |
Nota Geral: | 9,8 | Nota Geral: | |
