Sinopse: Jack (Edward Norton) é um executivo que trabalha como investigador de seguros, tem uma boa vida financeira, mas sofre com problemas de insônia. Para tentar se curar, ele começa a freqüentar terapias em grupo, mas sua vida vira de cabeça para baixo quando ele conhece Tyler (Brad Pitt). Com ele, forma um clube da luta, onde pessoas são amigas, mas se esmurram violentamente em algumas noites. Tudo ganha propósitos maiores quando as coisas começam a ficar loucas e surreais.
Marcos Antonio:
Talvez este seja um dos melhores filmes produzidos em Hollywood nos últimos 20 ou 30 anos. Em uma palavra? B R I L H A N T E! "Clube da Luta" não foi um sucesso de bilheteria, provavelmente pelo mesmo motivo que hesitei tanto em assistí-lo: a ideia de que fosse um filme superficial com um bando de brutamontes se socando dentro de um ringue improvisado num porão escuro.
Já vou logo adiantando, pra compreender todo o brilhantismo por trás de "Clube da Luta" será necessário assistí-lo, no mínimo, por duas vezes. Uma pra ver e a outra pra se divertir descobrindo todas as pistas que David Fincher dá do surpreendente final. É só nesta segunda vez que percebemos a genialidade do filme em todos os seus aspectos e o compreendemos como um todo.
O longa foi baseado na obra de Chuck Palahniuk e é muito mais do que uma história sobre o encontro de dois caras que fundam um clube, é uma verdadeira crítica ao "american way of life". A intenção é criticar esta sociedade voltada exclusivamente para o consumo, criada, nas palavras do personagem de Pitt, pela TV, acreditando que o objetivo de sua existência é se tornar uma estrela do rock ou um milionário astro de Hollywood. A trama te leva a uma reflexão que permite enxergar o quão imersa está a sociedade em seu próprio vazio, escrava daquilo que possuem ou daquilo que querem possuir.
O personagem de Edward Norton, que também é o narrador da história, é um insône vivendo uma vida vazia que ele tenta preencher com compras. Ele ganha bem, tem um bom emprego, mora num belo apartamento, mas não consegue preencher este vazio existencial que o acompanha. Para isto, ele passa a comprar compulsivamente itens para a casa, até mobiliá-la toda com itens das melhores lojas de móveis dos Estados Unidos. No entanto, numa noite, ao voltar de uma viagem de trabalho, na qual conhece Tyler (Brad Pitt), ele chega ao seu prédio e descobre que seu apartamento foi incendiado. Sem amigos e sem ter pra onde ir, ele vai ao encontro de Tyler e resolve se hospedar com ele num casarão sem dono, em que nada funciona, tudo é velho, num bairro abandonado. Juntos, eles formam o "Clube da Luta".
Engana-se quem acha que o clube é um clube pra bater. Ao contrário, é um clube pra apanhar. Os homens que procuram o clube que, aliás, é secreto, são homens sem esperança, que já não se sentem mais vivos e encontram na pancadaria, nas cicatrizes, uma forma de se sentirem vivos. No entanto, o clube ganha grandes proporções e as coisas passam a fugir ao controle dos fundadores, culminando num final surpreendente.
A fotografia é simplesmente perfeita. Os tons utilizados em cada um dos ambientes em que se passa a história transportam o espectador pra dentro do filme. Tal sensação é complementada pelo jogo de câmeras fenomenal que Fincher imprime no longa. Os efeitos visuais são os melhores que eu vi nos últimos tempos, embora eu ache que na cena final tenham ficado um pouco falsos demais. Ainda assim, os recursos empregados são irretocáveis.
O roteiro dispensa comentários: instigante, inteligente, absolutamente genial. Edward Norton, Brad Pitt e Helena Bonham Carter estão magníficos! "Clube da Luta" é uma sucessão de acertos, uma verdadeira obra-prima cinematográfica. Ação, humor e suspense misturados na medida certa! Aliás, caso não tenham crianças na sala, bem no final da última cena, vale dar um "pause" e morrer de rir com o paralelismo feito com a profissão do personagem de Pitt quando trabalhava com projeção de cinemas. Eu tenho realmente muita coisa pra falar do filme, muita mesmo; mas só assistindo pra entender tudo o que eu estou querendo trasmitir. "Clube da Luta" é com certeza um dos meus preferidos a partir de hoje.
Já vou logo adiantando, pra compreender todo o brilhantismo por trás de "Clube da Luta" será necessário assistí-lo, no mínimo, por duas vezes. Uma pra ver e a outra pra se divertir descobrindo todas as pistas que David Fincher dá do surpreendente final. É só nesta segunda vez que percebemos a genialidade do filme em todos os seus aspectos e o compreendemos como um todo.
O longa foi baseado na obra de Chuck Palahniuk e é muito mais do que uma história sobre o encontro de dois caras que fundam um clube, é uma verdadeira crítica ao "american way of life". A intenção é criticar esta sociedade voltada exclusivamente para o consumo, criada, nas palavras do personagem de Pitt, pela TV, acreditando que o objetivo de sua existência é se tornar uma estrela do rock ou um milionário astro de Hollywood. A trama te leva a uma reflexão que permite enxergar o quão imersa está a sociedade em seu próprio vazio, escrava daquilo que possuem ou daquilo que querem possuir.
O personagem de Edward Norton, que também é o narrador da história, é um insône vivendo uma vida vazia que ele tenta preencher com compras. Ele ganha bem, tem um bom emprego, mora num belo apartamento, mas não consegue preencher este vazio existencial que o acompanha. Para isto, ele passa a comprar compulsivamente itens para a casa, até mobiliá-la toda com itens das melhores lojas de móveis dos Estados Unidos. No entanto, numa noite, ao voltar de uma viagem de trabalho, na qual conhece Tyler (Brad Pitt), ele chega ao seu prédio e descobre que seu apartamento foi incendiado. Sem amigos e sem ter pra onde ir, ele vai ao encontro de Tyler e resolve se hospedar com ele num casarão sem dono, em que nada funciona, tudo é velho, num bairro abandonado. Juntos, eles formam o "Clube da Luta".
Engana-se quem acha que o clube é um clube pra bater. Ao contrário, é um clube pra apanhar. Os homens que procuram o clube que, aliás, é secreto, são homens sem esperança, que já não se sentem mais vivos e encontram na pancadaria, nas cicatrizes, uma forma de se sentirem vivos. No entanto, o clube ganha grandes proporções e as coisas passam a fugir ao controle dos fundadores, culminando num final surpreendente.
A fotografia é simplesmente perfeita. Os tons utilizados em cada um dos ambientes em que se passa a história transportam o espectador pra dentro do filme. Tal sensação é complementada pelo jogo de câmeras fenomenal que Fincher imprime no longa. Os efeitos visuais são os melhores que eu vi nos últimos tempos, embora eu ache que na cena final tenham ficado um pouco falsos demais. Ainda assim, os recursos empregados são irretocáveis.
O roteiro dispensa comentários: instigante, inteligente, absolutamente genial. Edward Norton, Brad Pitt e Helena Bonham Carter estão magníficos! "Clube da Luta" é uma sucessão de acertos, uma verdadeira obra-prima cinematográfica. Ação, humor e suspense misturados na medida certa! Aliás, caso não tenham crianças na sala, bem no final da última cena, vale dar um "pause" e morrer de rir com o paralelismo feito com a profissão do personagem de Pitt quando trabalhava com projeção de cinemas. Eu tenho realmente muita coisa pra falar do filme, muita mesmo; mas só assistindo pra entender tudo o que eu estou querendo trasmitir. "Clube da Luta" é com certeza um dos meus preferidos a partir de hoje.
Faltam 967 filmes.
Avaliação da Equipe:
Marcos Antonio
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Júnia
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Direção:
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10,0
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Direção:
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Roteiro:
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10,0
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Roteiro:
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Fotografia:
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10,0
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Fotografia:
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Trilha Sonora:
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10,0
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Trilha Sonora:
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Efeitos Visuais:
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10,0
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Efeitos Visuais:
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Caracterização:
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10,0
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Caracterização:
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Nota Geral:
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10,0
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Nota Geral:
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