sábado, 23 de julho de 2011

Bastardos Inglórios/Inglorious Bastards


Sinopse: 2ª Guerra Mundial. A França está ocupada pelos nazistas. O tenente Aldo Raine (Brad Pitt) é o encarregado de reunir um pelotão de soldados de origem judaica, com o objetivo de realizar uma missão suicida contra os alemães. O objetivo é matar o maior número possível de nazistas, da forma mais cruel possível. Paralelamente Shosanna Dreyfuss (Mélanie Laurent) assiste a execução de sua família pelas mãos do coronel Hans Landa (Christoph Waltz), o que faz com que fuja para Paris. Lá ela se disfarça como operadora e dona de um cinema local, enquanto planeja um meio de se vingar.

Marcos Antonio:
Depois da polêmica em torno das minhas declarações sobre Tarantino em "Cães de Aluguel", resolvi conferir "Bastardos Inglórios" pra ver o impacto que o filme teria em mim. O jeito "tarantino de ser" está em todo o filme e, mesmo que alguém o assista sem saber quem é o diretor, em algum momento vai identificá-lo. Talvez não logo de cara, já que sua mais marcante característica, a não-linearidade, não ficou tão explícita em "Bastardos Inglórios", embora ocorra em dois ou três momentos. O roteiro é fantástico. Tarantino não se preocupa nem um pouco com a veracidade da história que está contando e dá um enfoque absolutamente inovador a um filme que trata do tema mais retratado no cinema: Segunda Guerra Mundial. A trilha sonora meio faroeste, de um jeito ou de outro acaba por combinar com o filme, embora ele tenha exagerado na mão ao colocar um David Bowie no meio. Enfim, coisas de Tarantino. Personagens caricatos e carismáticos, embora eu tenha achado o Brad Pitt ridículo com aquele sotaque americano caipira! PÉSSIMO! O grande destaque fica para Christoph Waltz e seu impecável Hans Landa. BRILHANTE! A violência, típica dos filmes de Tarantino, também está presente. Dessa vez um pouco menos exagerada do que o de costume, mas se você não aguenta ver escalpos sendo arrancados em close, é melhor não assistir. Não posso deixar de comentar o jogo de câmeras absurdamente inteligente e muito bem feito, também característico dele. A cena em que ele percorre desde o cachimbo de um personagem e vai descendo até chegar ao subsolo da sala em que ele se encontra, onde estão outros personagens, é simplesmente genial. O filme como um todo é muito bom, embora alguns exageros típicos de Tarantino sejam dispensáveis para o tipo de filme que ele tá fazendo. Na minha opinião, mesmo tendo um jeito característico de dirigir, alguns aspectos devem ser levados em consideração, principalmente se o filme que está fazendo é um filme de época. Mas, devo admitir que o filme está genial, vale a pena assistir! Deveríamos inventar o gênero "Tarantino" de filmes, porque ele complica nossa vida na hora de classificarmos seus longas.

Avaliação da Equipe:


Marcos Antonio
Júnia
Direção:
 9,0
Direção:

Roteiro:
 10,0
Roteiro:

Fotografia:
 9,5
Fotografia:

Trilha Sonora:
 8,5
Trilha Sonora:

Efeitos Visuais:
 10,0
Efeitos Visuais:

Caracterização:
 9,0
Caracterização:

Nota Geral:
 9,3
Nota Geral:

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