quinta-feira, 14 de julho de 2011

Projeto 1001: M*A*S*H


Sinopse: Durante a Guerra da Coréia, cirurgiões irreverentes e debochados, de uma unidade médica do exército americano, encaram o contexto da guerra de forma cômica e transformam a base deles em um lugar onde a irreverência está sempre presente.

Marcos Antonio:
A primeira coisa a chamar a atenção no filme é a sigla que dá nome a ele. Por uma semana essa sigla me perseguiu. Eu a li uma vez e depois dessa vez, aonde quer quer eu fosse, eu encontrava alguma coisa sobre o filme. Hoje, enfim, eu descobri o que significa: Mobile Army Surgical Hospital. Teria sido mais fácil jogar no Google, mas isso nem me ocorreu (hã?). O filme é uma comédia dirigida por Robert Altman e que foi rodeado de polêmicas do começo ao fim. Pra começar, o diretor enganou o estúdio da Fox, que pensava que ele estava filmando um filme patriótico, quando, na verdade, ele filmava uma crítica à Guerra do Vietnã, camuflada pela Guerra da Coréia. Quando o estúdio estava pronto pra relegar o filme à prateleira, o público de teste reagiu favoravelmente e o lançamento levou à uma onda de aclamação que culminou em várias indicações ao Oscar. Demora um pouco pra entender o tipo de comédia feita em "M.A.S.H". Pelo menos eu demorei um pouco a pegar o "timing" dos atores, por assim dizer. O filme foi feito com base nas improvisações do elenco principal. Pasmem! O roteiro de Ring Lardner Jr. foi usado apenas para dar contorna à história e foi completamente ignorado pelo diretor ao optar por usar a improvisão dos atores. Isso, obviamente, causou uma briga entre diretor e roteirista, mas que provavelmente foi esquecida depois que Lardner levou o Oscar de Melhor Roteiro. Altman traz pra tela um humor ácido sobre a Guerra da Coréia, o que representava bem o sentimento daqueles que eram contra a Guerra do Vietnã, que era considerada uma verdadeira palhaçada. E foi isso o que ele fez: retratou a guerra de uma maneira cômica e até tosca às vezes; algo poucas vezes visto no cinema. A maior parte das risadas ficam por conta das sequências finais quando acontece uma competição de futebol americano entre dois acampamentos do Exército Americano. Um filme de guerra sem um único tiro - a não ser os dados para marcar os tempos do jogo de futebol americano - inteligente, inovador, criativo e com um elenco absurdamente competente na improvisação. Vale a pena ser visto!

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