Sinopse: "Ronnie" Miller (Miley Cyrus) tem 17 anos, é filha de pais divorciados e seu pai (Greg Kinnear) mora longe de Nova York, numa cidade praiana. Após três anos de separação, ela ainda sente raiva por tudo o que aconteceu até o dia em que sua mãe (Kelly Preston) decide enviá-la para passar o verão com ele. Uma vez lá, depois de conhecer novas pessoas e paixões, ela encontra alguém que, além de bom músico e professor, é, acima de tudo, um verdadeiro pai.
Marcos Antonio:
O filme é mais uma adaptação das obras de Nicholas Sparks, que também já originou filmes como "Diário de uma paixão" e "Querido John". O longa é a primeira aparição de Miley Cyrus nas telonas sem ser como Hannah Montana, personagem que lhe rendeu a fama e toda a sua fortuna. O roteiro não foge muito à fórmula já conhecida das histórias de Sparks e só começa a demonstrar alguma surpresa mais pro final. Os grandes destaques do filme ficam por conta da trilha sonora, que inclui Snow Patrol e Maroon 5, e por Bobby Coleman, que interpreta o irmãozinho de Cyrus, numa atuação fantástica pro pequeno grande ator. Fiquei impressionado com a capacidade dele de fazer rir e também de fazer chorar. E chegamos à Miley. Bom, durante 85% do filme eu ficava pensando "Minha filha, pega sua peruquinha loura enquanto é tempo e deixa a Hannah Montana dentro de vc agir". A interpretação é fraca, a voz dela é muito chata, enfim... Mas, no final, quando o filme exigiu uma carga dramática um pouco maior, vi uma luz no fim do túnel. Sendo bem treinada, pode ser que ela venha a se tornar uma boa atriz. Uma coisa não podemos negar, ela merece pontos por não ter seguido o mesmo destino de todas as outras estrelas da Disney: começar com filmes em que são cantoras frustradas que de repente têm a voz reconhecida por um garoto com pinta de galã que as ouve cantar escondido, se encanta, e blábláblá. Pelo menos ela ousou e começou num filme de verdade em que ela não é uma cantora, mas sim uma pianista. O filme é clichê, com péssimas interpretações (raríssimas exceções) e só foge da superficialidade mais pro final, mas nada que realmente valha a pena.
