Sinopse: Danny Maccabee (Adam Sandler) queria um relacionamento sério, mas foi infeliz em sua tentativa de casamento. Para driblar a carência, passa a vivenciar somente namoricos e transas sem o menor compromisso. Assim, ele toca sua vida como cirurgião plástico bem sucedido, tendo sua melhor amiga Katherine (Jennifer Aniston), mãe solteira de um casal de pirralhos, como fiel escudeira. Mas um dia ele conhece a jovem Palmer (Brooklyn Decker) e a paixão toma conta de ambos. Disposto a se casar com ela, Danny pisa na bola quando, para conquistá-la, inventa que é marido da amiga, pai das crianças e que vai se separar. Começa então uma verdadeira aventura amorosa recheada de confusões de todos os tipos.
Marcos Antonio:
Eu sou suspeito pra falar do filme, já que a estrela é a mulher que escolhi pra passar a vida ao meu lado (ela ainda não sabe disso, mas, e daí?!). Baseado em "Flor de Cacto" (1969), o longa rende boas risadas e muita diversão. Eu, particularmente, não gosto muito dos filmes de Adam Sandler. Humor grosseiro, piadas de mau gosto e muita escatologia costumam perseguí-lo. Em "Esposa de Mentirinha", graças a Deus, ele dá uma maneirada no seu estilo, o que deixa o filme muito mais engraçado, embora ainda com piadas desnecessárias. A química entre ele e Jennifer Aniston é fantástica e dá ao filme um toque especial, já que o timing cômico dos dois combina demais. Ela está mais linda e mais engraçada que nunca e, junto com Nicole Kidman, são os grandes destaques do filme. Aliás, cabe ressaltar a participação das duas crianças que fazem os filhos de Jen, muito talentosos e muito bons para a comédia, talentosíssimos. Já Sandler não mostra nenhuma novidade. O mesmo estilo de roupas, o mesmo personagem gente boa, amigo de todo mundo e mulherengo de sempre. A grande inovação foi na escolha de seu fiel escudeiro, que, ainda bem, dessa vez não foi Rob Schneider. Rende boas risadas, muitas citações e comparações com seriados, filmes e artistas, piadas divertidas e excelentes atuações de Aniston, Kidman e das crianças. Vale a pena assistir, mesmo para aqueles que não curtem tanto o estilo de Sandler (como eu).
