Sinopse: Uma ativista (Rachel Weisz) é encontrada assassinada em uma área remota do Quênia. O principal suspeito do crime é seu sócio, um médico que encontra-se atualmente foragido. Perturbado pelas supostas infidelidades da esposa, Justin Quayle (Ralph Fiennes) decide partir para descobrir o que realmente aconteceu com sua esposa, iniciando uma busca perigosa pela verdade.
Marcos Antonio:
Um perfeito thriller político que me conquistou de cara. O diretor brasileiro Fernando Meirelles ganha importância no cinema mundial e é convidado para dirigir "O Jardineiro Fiel", uma adaptação da obra homônima de John Le Carré. O resultado? Uma trama envolvente, um suspense arrebatador, dúvidas incessantes e um final surpreendente. A direção de Meirelles se mostra magnificamente neste longa. O diretor deixa os atores completamente livres de marcações, o que faz uma diferença tremenda no produto final. Marcação é o nome dado ao lugar exato em que os atores devem se colocar durante as cenas pra que seja feito o enquadramento da cena, iluminação e afins. Meirelles aboliu as marcações de seu filme e deixa que seus atores interajam livremente com o ambiente e com os figurantes. Tal prática dá um resultado magnífico! A fotografia é simplesmente fantástica! A preocupação em diferenciar claramente as paletas usadas na Europa e na África é simplesmente perfeita e claramente percebida pelo espectador. Durante o filme vemos uma Inglaterra sombria, cinzenta. Em contrapartida, nas tomadas no Quênia vemos cores vivas, fortes, desérticas, o que passa ao espectador o sentimento da personagem de Rachel Weisz pelo país. O longa é de uma qualidade realmente impressionante. As cenas foram rodadas no meio de favelas africanas, em locais em que 95% da população não tem acesso a saneamento básico, água encanada, luz, NADA. Como o próprio Fernando Meirelles afirma, as locações impressionam até os que, como ele, viram de perto a realidade das favelas brasileiras. Inicialmente, a idéia não era filmar "in loco", mas sim reproduzir o Quênia na África do Sul, o que quase a totalidade dos diretores faz em filmes rodados no continente africano. Meirelles ousa ao filmar diretamente no Quênia e o resultado não poderia ser melhor. O roteiro é muito bem feito, muito bem costurado e Meirelles abusa da não-linearidade da história como poucos diretores conseguem fazer. Prepare-se para muito suspense! Recomendadíssimo!
Avaliação da Equipe:
Avaliação da Equipe:
| Marcos Antonio | Júnia | ||
| Direção: | 10,0 | Direção: | |
| Roteiro: | 10,0 | Roteiro: | |
| Fotografia: | 9,5 | Fotografia: | |
| Trilha Sonora: | 9,0 | Trilha Sonora: | |
| Efeitos Visuais: | - | Efeitos Visuais: | |
| Caracterização: | 8,5 | Caracterização: | |
| Nota Geral: | 9,4 | Nota Geral: | |
